terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Efusão do Espírito Santo


Manifestação do poder de Deus
 - “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas até os confins da terra” (Atos 1,8) Jesus, desde sua encarnação até a oblação sacerdotal na cruz, cumpriu sua missão, como cordeiro imolado que, com o Seu próprio sangue, conquistou para a humanidade uma redenção eterna ao oferecer-se a Seu Pai, movido pelo Espírito Santo.


“Eis aí o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.O Espírito Santo, presente e operante na MISSÃO DE JESUS é o primeiro fruto do Seu Sacerdócio e do Seu Senhorio. “Exaltado pela direita de Deus e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou-o como vós vedes e ouvis”.(Atos 2,33).
Jesus glorificado, por sua vez derrama o Espírito Santo, pelo poder soberano de Deus, para que a Igreja se abrisse à vida, para que nascesse o novo Povo de Deus, para que se cumprissem as promessas aos antigos profetas e para que ficasse selada para sempre e em toda a sua plenitude a nova Aliança (Ler Jr 31,31-33; Ez 36,27; Is 59,21). Essa plenitude do Espírito Santo foi prometida a todos os que crêem em Jesus como Messias Filho de Deus, Salvador e Senhor.Jesus é o “Pleno do Espírito Santo” e tudo quanto faz, brota dele, é fruto da ação fecunda do mesmo Espírito.

Depois de sua ressurreição e antes de sua ascensão ao céu, Jesus transmite aos seus apóstolos as instruções sobre o Reino de Deus. Recomenda aos apóstolos que não se afastassem de Jerusalém para esperar o cumprimento da Promessa do Pai. “Eis que eu vos mandarei o Prometido de meu Pai. Ele vos recordará todas as coisas”.A promessa do Pai se identifica, pois, com o Espírito Santo. Com a vinda do Espírito Santo, a missão de Jesus alcançará a sua plenitude. João Batista havia dito: “Eu vos batizo na água, mas vem aquele que é mais poderoso do que eu… Ele vos batizará no Espírito Santo e no Fogo” (Mt 3,11).

Este é o ponto culminante da instrução de Jesus: os discípulos serão batizados no Espírito Santo. “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1,6-8). Esta afirmação de Jesus é uma chave: “Recebereis a força do Espírito Santo…”

Manifesta assim, a finalidade direta da Efusão do Espírito Santo que os apóstolos irão receber. Serão revestidos de uma força vinda do alto, receberão o Espírito Santo que é uma força divina, uma força de Deus. Será, pois, uma investidura de poder.

Em virtude dessa FORÇA DIVINA, os discípulos poderão, à semelhança de Jesus, plenos do Espírito Santo e no poder desse mesmo Espírito, proclamar a boa nova do Reino de Deus. (Ler Lc 4,1. 14.18.43; At 10,38). Essa mesma força do Alto transformará os missionários em testemunhas de Jesus ressuscitado e o seu campo de ação será o mundo “até os confins da terra…

”Obedecendo à ordem de Jesus, os apóstolos permaneceram em Jerusalém… “Todos perseveravam unânimes na oração com algumas mulheres e Maria, a Mãe de Jesus” (At 1,14).

Ao chegar o dia de Pentecostes, estavam todos reunido no mesmo lugar, o pequeno núcleo de apóstolos com Maria, reunidos, juntos, união comunitário de concórdia, amizade e caridade. “De repente veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam reunidos. Apareceram-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiam e repousaram sobre cada um deles” (At.2,3). Jesus subiu ao céu e de lá vem o Espírito Santo, força de Deus, que Ele havia prometido.

O vento impetuoso encheu toda casa indicando plenitude. As línguas como que de fogo, simbolizavam o Espírito Santo divino, purificador e santificador, que encheria a todos e os faria dar testemunho sobre Jesus, um testemunho como que de fogo.

O fogo, na Bíblia, acusa a presença de Deus. “E pousou sobre cada um deles e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito os fazia proclamar”.(Atos 2,3-4).

Movidos pelo Espírito Santo, os apóstolos começaram a falar em outras línguas e proclamavam “As grandezas de Deus” nos idiomas próprios dos ouvintes.

É a intervenção de Deus, é a ação salvífica de Deus que ressuscitou Jesus Cristo, seu filho, ao qual glorificou e lhe comunicou a plenitude do Espírito Santo.

E Jesus derramou esse mesmo Espírito sobre os apóstolos, transformados pela EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO, começaram a proclamar o testemunho de Jesus de uma forma nova e de maneira diferente, com FORÇA E COM FOGO que o Espírito Santo lhes transmitia.
A proclamação das grandezas de Deus era feita com um entusiasmo particular. Pedro, após a efusão do Espírito Santo, com uma pregação de três minutos, três mil pessoas foram convertidas, tal era a unção e poder em suas palavras. (Ler Atos 2,14-41).

O Espírito Santo está sempre presente na COMUNIDADE CRISTÃ, comunicando-lhe sua “força” e seu “poder” para que seus membros continuem a missão de ser “testemunhas” de Jesus, cheios de alegria…

O orar em línguas é um dos sinais de Efusão do Espírito Santo, mas não é o único e nem o necessário, nem todos receberão este sinal com a efusão. Pelos sacramentos, recebemos o Espírito Santo, mas continuamos medrosos, com pouca ação, tristes, angustiados, fracos, como os apóstolos antes da Efusão do Espírito Santo.
A promessa do Pai é para todos os que crerem em seu filho Jesus, é, portanto, para todos nós. Todos que desejarem, que buscarem, que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão esta plenitude.

“Vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem” (Lc. 11,13). Arrependei-vos e credes no Evangelho.

“Recebestes o Espírito Santo quando abraçastes a fé?” (Atos 19,2). Tomaram conhecimento da Efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos, conforme nos relata as escrituras? Precisamos das doações carismáticas do Espírito Santo, para que sejamos testemunhas das grandezas de Deus no mundo de hoje.

O Espírito Santo, a grande promessa do Pai, a alma de toda missão salvífica de Jesus, continuará, impulsionando os missionários de todos os tempos para que continuem levando o testemunho de Jesus até os confins da terra, pois, a BOA NOVA DO EVANGELHO não pode ser detida.

ORAÇÃO: Os apóstolos faziam orações pelos novos fiéis, a fim de receberem o Espírito Santo. Visto que não haviam descido sobre nenhum deles, mas tinham sido somente batizados em nome do Senhor Jesus. Então lhes impunham as mãos e recebiam o Espírito Santo (At 8, 14,17). Ler, meditar o livro dos Atos dos Apóstolos, os textos citados e outros. Orar de preferência em grupo.

Precisamos da comunidade para receber com maior plenitude a Efusão do Espírito Santo: “Senhor Deus, criador do céu e da terra, que prometestes o Espírito Santo a todos que lho pedirem em nome de Jesus, concede a teus servos a Efusão do Espírito Santo para que possamos pregar a tua palavra com toda “força e poder”, para que continuemos a missão de sermos testemunhas de Jesus.”

Frutos que confirmam a Efusão do Espírito Santo em nossas vidas:Com nossa abertura ao Espírito Santo e à sua ação soberana, virão frutos de santidade e carismas para edificar a Igreja.
A vida nova do Espírito Santo gera frutos que se percebem aqui e ali…- Conversão interior radical e transformação profunda de vida;

- Luz poderosa para compreender melhor os mistérios de Deus e seu plano de Salvação;- Novo compromisso pessoal com Jesus Cristo;
- Abertura sem restrição à ação do Espírito Santo;
- Exercício ativo das virtudes teologais: fé, amor, esperança;
- Entrega generosa ao serviço dos demais, dentro da Igreja;
- Gosto pela oração e amor à Sagrada Escritura;
- Busca ardente dos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia;
- Revalorização da missão da Virgem Maria no plano da redenção;
- Amor à Igreja e suas instituições;- Força divina para dar testemunho de Jesus em toda parte;
- Anseio de um ilimitado campo de apostolado…

A Efusão do Espírito Santo é, portanto uma investidura de poder, não é um sacramento. O homem torna-se cristão mediante um processo que compreende:

- Conversão e a fé em Jesus Cristo;
- Recepção dos sacramentos de iniciação; batismo, confirmação, eucaristia. Todo aquele que recebeu os sacramentos da iniciação cristã torna-se Filho de Deus, foi incorporado a Cristo morto e ressuscitado, recebem o dom do Espírito Santo e pode participar da Eucaristia, banquete da Nova Aliança.A oração para “Efusão do Espírito Santo”, geralmente feita mediante a imposição de mãos, num gesto sensível de amor fraterno, consiste na oração, cheia de fé e esperança, que uma comunidade eleva a Jesus glorificado para que derrame seu Espírito, de maneira nova e em maior abundância, fazendo surgir na criatura um relacionamento novo com o Espírito Santo, para realizações das “Missões Divinas”.

(Palestra baseada nos livros: Renovação no Espírito Santo e O Espírito Santo na Igreja dos Atos dos Apóstolos, de Salvador Carrilho Alday, pela equipe de Comunicação da RCC).

Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3355

Cultura de Pentecostes !

A cultura de Pentecostes


O corpo de João XXIII está intacto ainda hoje. Houve uma reportagem que afirmou estar intacto por causa dos produtos colocados nele. Mas o médico, que o embalsamou, diz que era para ele estar se deteriorando, mas que o examinou depois e, de fato, estava intacto. Para nós, este corpo é um sinal. É um sinal para toda a Igreja, pois ele convocou o Concílio Vaticano II justamente para que toda a Igreja retomasse o Pentecostes.

O Papa Leão XIII consagrou o século 20 ao Espírito Santo, mas infelizmente, nós, Igreja, não estávamos prontos. Depois na tarde do outro dia, um grupo de evangélicos pentecostais, em sua maioria negros, receberam o Pentecostes, e a partir daí começaram os Cenáculos. Houve falhas, mas os pentecostais são lindos e santos. Isso não só gerou homens santos, mas com eles também retornaram o Pentecostes e os Cenáculos. Essa graça aconteceu, mas quantos preconceitos e quantas lutas – até de nós católicos – os pentecostais passaram.

O Papa João XX mal tinha acabado o Concílio de 1965, e em 1966 já aconteceu o derramamento do Espírito Santo. E daí surgiram nos finais de semana grupos de oração. A Renovação Carismática Católica é a efusão do Espírito; depois do Concílio, Deus viu que o “odre” estava novo e colocou o “vinho novo”, que é o Espírito Santo.

Ano passado, quando padre Rufus esteve aqui mais uma vez, ele disse, com muita simplicidade na mesa da minha casa, que se nós levássemos a sério a efusão do Espírito não teríamos essa globalização que tem aí. A falha é nossa, e ele acrescentou que nós precisamos reinflamar a chama do carisma que Deus nos deu, e nós, Igreja, podemos renovar a face da terra.

Cultura da RCC, para mim, é o Pentecostes, que todos devem ter. No Documento de Aparecida, número 150, cujo título é “Cuidados pelo Espírito Santo”, o qual já começa com Jesus, quando o Senhor saiu do Batismo e foi conduzido pelo Espírito Santo a um deserto, este mesmo Espírito O acompanhou durante toda sua vida.

A partir de Pentecostes a Igreja expressa vitalidade divina, que se expressa com os dons dos carismas. Nós precisamos desta vitalidade divina. É a realização da profecia de Ezequiel que vê primeiramente ossos ressequidos, mas o Senhor lhe diz que profira um oráculo sobre eles, faça entrar o sopro da vida e profetize ao espírito, e assim por diante (confira Ezequiel 37, 1-14). A Palavra diz que se levanta um grande exército desses ossos. Este é desejo de Deus: transformar-nos em um grande exército. É isso que o Senhor quer e nós também precisamos querer.

Mas ainda é tempo de levarmos a sério o novo Pentecostes, Deus é irrevogável nos dons d’Ele e este é o grande dom para a Igreja. Não fiquemos parados nas águas passadas, águas sujas, águas putrefatas.

Agora cabe a nós tomarmos posse dessa graça, é agora, é o tempo de Kairós que está sobre nós. Se olhamos para o passado vemos a decepção de muitos, nós não podemos frustrar os sonhos de Deus. Não é à toa que você está vivendo este Renasem, mesmo se um dia você venha a ser um leigo, você não pode frustrar os sonhos de Deus.

Precisamos instalar a cultura do Pentecostes, precisamos dessa aldeia global. Através destes dons de Deus, a Igreja propaga o ministério do salvífico do Senhor. A salvação vai se propagar até que Jesus volte a segunda vez.

 O Espírito da Igreja forma missionários decididos e valentes como os grandes apóstolos Pedro e Paulo.
O Espírito Santo indica os lugares que precisam ser evangelizados e quem deve realizar essa missão. Agora isso é ordem da Igreja na América Latina. Isso está no Documento [de Aparecida] da Igreja, foi o Papa Bento XVI que assinou, ou nós o realizamos ou nós o realizamos, porque caso contrário, frustramos a Deus.
Quero me desgastar para que o Espírito Santo vá a todo canto. O que for necessário dar eu darei; darei tudo, quero me desgastar, desgastar por inteiro. Aqui obedeço e os meus me guardam, eu sou obediente. Eu quero me gastar no que é essencial, fazendo com que os desígnios divinos aconteçam.

Padre Paulo Ricardo, que é um profeta, fala coisas que têm de ser ditas, ele não se omite, o ministério é esse. E eu digo a você: seja um profeta como é o padre Paulo.

A Igreja tem dupla dimensão: hierárquica e carismática. Um exemplo da carismática sãos profetas e da hierárquica são aqueles que são bispos e têm seus mistérios que precisam exercer. Deus constituiu uns com ministério de cura, como padre Rufus, e todos, que tem ministério, sofrem e sofrem muito. E muitos já disseram: “Senhor, afasta de mim este cálice”, mas daí Deus lhes diz: “Agüenta firme porque Eu te constituí e os meus dons são irrevogáveis”.

Em I Coríntios, capítulo 1, versículos de 4 ao 7, está escrito: “ Não cesso de agradecer a Deus por vós, pela graça divina que vos foi dada em Jesus Cristo. Nele fostes ricamente contemplados com todos os dons, com os da palavra e os da ciência, tão solidamente foi confirmado em vós o testemunho de Cristo. Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum”. A Igreja de coríntios foi agraciada com todos os dons. E todas as Igrejas precisam ser contempladas com todos os dons.

No capítulo 2, versículos 6 a 7, de I Coríntios, está escrito: “Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória”.

Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da Glória). Aqui Paulo diz dos dons do Espírito Santo; estes foram o meio que Deus nos deu. Os dons do Espírito Santo foram reservados para nós, por isso devemos ser apóstolos do uso dos dons, pois quem tem o Espírito tem os dons d’Ele. Da mesma forma que você é inseparável dos seus defeitos e qualidades, assim é o Espírito Santo e os seus dons.

Você precisa crer que para Deus nada é impossível. Não podemos nos basear no intelectual dos homens, mas na sabedoria de Deus. Deus quer que sejamos apóstolos dos dons do Espírito. Não tem como uma pessoa que recebeu a efusão d’Ele não usar os dons.

Deus pode nos dar um carisma especial e aí se transforma em ministério, como o ministério de cura, de milagres, entre outros; também o de governar, porque governar é um ministério.

No Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 11, versículo 26, está escrito que: “Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos”. Ser chamados de cristãos é o mesmo que hoje ser chamado de carismático. Eles os chamaram assim porque viram os efeitos dos carismas. Cristão e carismático são sinônimos. Pois a Igreja de hoje não pode ser diferente da Igreja primitiva, pois precisamos ser modelados nesta [Igreja primitiva].

Em Atos, capítulo 11, versículos 19 a 25, está escrito:
“Entretanto, aqueles que foram dispersados pela perseguição que houve no tempo de Estêvão chegaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, pregando a Palavra só aos judeus.Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene, entrando em Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes o Evangelho do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor. A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia. Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração, pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor. Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos”.

Eles foram os primeiros a ter a ousadia de levar o Evangelho aos judeus e a outros povos; e como o levaram! Levaram-no por meio dos dons, dos carismas. É preciso usar a metodologia do ESPÍRITO. Era mais fácil levar o Evangelho para os pagãos do que para os judeus, mas eles entraram no coração dos judeus pelo poder do Espírito Santo. É preciso começar a pedir o derramamento do Espírito de Deus como o grande apóstolo Paulo o fez, para evangelizar o mundo pagão em que estamos. É só com a metodologia de Paulo e Barnabé que conseguiremos ter êxito, ou seja, na metodologia do Espírito Santo. Eles conseguiram discípulos de raça e assim se tornaram missionários. E o que a Igreja precisa é de um novo Pentescotes, que nos livre do cansaço e do comodismo.

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=1201&pre=3202&tit=A%20cultura%20de%20Pentecostes

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Práticas ocultas podem resolver nossos problemas?

Fazendo uma caminhada pela orla da praia encontrei um folheto no chão e o peguei dado que havia uma indicação que me despertou a curiosidade. Passo a ler o folheto que trazia um convite:
Clinica Espiritual – Encontre a solução para seus problemas: AMOR – NEGÓCIOS – DEPRESSÃO – VISÕES DE VULTOS – FAMÍLIA – DOENÇAS ESPIRITUAIS – VICIOS, etc. Não perca mais tempo venha HOJE mesmo fazer uma consulta espiritual e livre-se de tudo que lhe oprime e NÃO DEIXA VOCÊ SER FELIZ! – TRAZEMOS A PESSOA AMADA DE VOLTA “.

Depois trazia o endereço da vidente que fazia propaganda tão bombástica de resolver todos os problemas sentimentais e financeiros.

Mas a pessoa que se envolve como uma guia espiritual na solução dos problemas descritos pode ser chamada por que título?

A pessoa descrita trabalha no campo espiritual chamado ocultismo. E ocultismo é uma prática condenada pela Bíblia. Naquele tempo chamavam-se bruxas, astrólogos, feiticeiros, videntes etc. os que se envolviam o ocultismo.

O que é ocultismo?

A palavra ocultismo significa secreto, segredo. Refere-se ao conhecimento secreto ou oculto, disponível ao iniciador, ao sobrenatural e muitas vezes aos fenômenos sobrenaturais.

Uma pessoa que se envolve com tais práticas ocultistas ela está sendo guiada por Deus?

Não. Ela está em trevas e Jesus declarou que quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Ele disse: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (Jo 8.12). Noutra ocasião ele disse, “... a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” (Jo 3.19,20).

O que diz a Bíblia sobre tais práticas ligadas ao ocultismo?

Deus teve no passado o cuidado de orientar o seu povo através de Moisés e ele escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, onde encontramos severas advertências de Deus contra práticas ocultas. Uma parte da Bíblia, por exemplo, condena a astrologia. Pessoas que estão envolvidas com consultas a horóscopos, signos supondo que suas vidas são dirigidas por astros, estão agindo contra a vontade de Deus e não podem ser felizes. Está escrito: “... não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus.” (Dt 4.19). Quem confia na posição dos astros para conhecer o seu futuro sofre o desprezo de Deus porque está agindo fora da sua vontade. Está revelando que não confia em Deus, mas põe sua confiança nos signos.

E quem consulta uma médium ou feiticeira está também agindo contra a vontade de Deus?

Sim. O caso mais grave na Bíblia é o caso de Saul que foi abandonado por Deus por causa da sua desobediência e Deus não mais lhe dava conhecimento da sua vontade. Ele ficou desesperado por que vinham os seus inimigos contra ele e ele o que faz? Vai um busca de uma médium espírita para a consultar. Qual o resultado? Diz a Bíblia assim: “ Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar.” (1 Cr 10.13). E não foi só Saul que procedeu mal aos olhos de Deus. Manasses também foi um rei que se tornou proverbial para quando se queriam fazer referências desairosas sobre pessoas que desobedeciam a Deus. Logo era citado Manasses como o mau exemplo de rei que se envolveu com práticas abomináveis aos olhos de Deus. “Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do SENHOR, para o provocar à ira.” (2 Cr 33.6). Já pensou uma pessoa pecar propositadamente para zombar de Deus? “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.” (Gl 6.7,8)

Quando uma pessoa que se acha envolvida com situações sentimentais ou financeiras difíceis, em verdadeiro desespero, deve recorrer ao ocultismo para solução do seu problema?

Não. Jesus é a solução. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mt 11.28-30). E mais: Jesus promete jamais rejeitar qualquer pessoa que o busque com sinceridade: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (Jo 6.37)

Inimigos Internos!

Inimigos eternos


O peso dos 80 anos de idade e os sintomas do mal de Parkinson não impediram o papa João Paulo II de enfrentar seu maior inimigo: Satanás, um anjo tão degradado que desafia Deus e tenta desviar a humanidade para o pecado e a infelicidade, segundo a tradição católica. Aconteceu na tarde de 6 de setembro. O pontífice recebeu na Santa Sé uma italiana de 19 anos que apresentava sinais de possessão demoníaca. Ela urrava palavras estranhas e sentia-se agredida por símbolos cristãos, como a cruz. A batalha de orações durou 30 minutos. João Paulo II abraçou-a e rezou para livrá-la da influência maligna. Não chegou a cumprir os longos rituais do exorcismo, que incluem a leitura de textos bíblicos e até um interrogatório ao diabo. Fez o que a Igreja chama de exorcismo menor. Concedeu a bênção, e a garota se acalmou. Horas depois, ela mergulhou em nova crise. Não estava curada.

A identidade da jovem foi mantida em segredo. Sabe-se que ela vive na região da Úmbria, no norte da Itália, e tem surtos desde os 12 anos. Médicos e psiquiatras tentaram, em vão, curá-la. Antes de recorrer ao papa, a garota foi atendida pelo padre Gabriele Amorth, exorcista-chefe de Roma (leia entrevista na pág. 132), mas não reagiu aos rituais. Então, levaram-na à Praça São Pedro, para assistir à audiência semanal de João Paulo II. Surpreendentemente, ele decidiu recebê-la. Foi a terceira vez, em 20 anos de pontificado, que o papa assumiu pessoalmente a missão de exorcizar.
Sabe-se pouco sobre o primeiro ritual, ocorrido no final dos anos 70. O segundo combate contra Satanás foi registrado nas memórias do cardeal francês Jacques Martin, morto há oito anos. No dia 4 de abril de 1982, João Paulo II cumpriu as regras canônicas do exorcismo com uma mulher italiana identificada como Francesca F. O cardeal deixou o seguinte relato: “Ela rolava pelo chão, berrando. O papa começou a rezar, pronunciando em vão vários exorcismos, e disse à mulher: ‘Amanhã rezarei uma missa por ti’. Repentinamente, Francesca voltou ao normal e pediu desculpas ao pontífice. Um ano depois, perfeitamente curada, compareceu com o marido a outra audiência com o papa”.

A participação de um pontífice em rituais de exorcismo é carregada de simbolismo. João Paulo II quis reafirmar que o mal existe e os católicos devem combatê-lo. Na Idade Média, quando a medicina era incapaz de diagnosticar doenças psiquiátricas, crises histéricas eram interpretadas como possessão demoníaca e os exorcistas convocados a resolver o problema. Os avanços da ciência moldaram um novo pensamento da Igreja, que relegou o exorcismo a uma atividade quase supersticiosa. O Concílio Vaticano II, em meados dos anos 60, estabeleceu que apenas sacerdotes autorizados pela hierarquia católica poderiam exorcizar. Tais permissões foram extraordinárias. Em 27 anos à frente da Arquidiocese de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns não deu chancela oficial a nenhum exorcismo. “Os casos de possessão são raríssimos”, diz o teólogo beneditino dom Estevão Bittencourt, da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O padre jesuíta Oscar Quevedo, especialista em parapsicologia, é mais radical. “Exorcismo não existe”, diz. “Nunca vi um caso que não pudesse ser explicado pela psicologia e pela parapsicologia.”

A desconfiança não impediu que a tradição se mantivesse, de forma quase clandestina, em missas rezadas por padres que crêem em possessões. Na Igreja de Santana, no Centro do Rio, o pároco Nelson Rabelo, de 80 anos, realiza exorcismos que atraem 400 pessoas por semana. Ele pratica um ritual de bênçãos e orações que dura duas horas e meia. Depois de uma longa preleção sobre as armadilhas de Satanás, borrifa os fiéis com água benta. Alguns deles tremem, reviram os olhos e têm convulsões. “Foge daqui Satanás, inventor e mestre de todos os enganos. Retrocede diante de Cristo”, brada. Padre Nelson saboreou o episódio do exorcismo papal como uma vitória pessoal, em entrevista, na terça-feira passada, ao jornal Extra.

No dia seguinte, procurado por ÉPOCA, preferiu não dar declarações.“Fui repreendido por meus superiores por causa da entrevista”, disse. No ano passado, a Santa Sé lançou um manual de exorcismo para substituir o que vigorava desde 1614. O inferno passou a ser interpretado não como um lugar, mas um estado de espírito.

O demônio também deixou de ser comparado a figuras de animais, como o bode. Converteu-se num ente espiritual. Escrito em latim, o livro De Exorcismis et Supplicationibus Quibusdam recomenda que os supostos casos de possessão sejam submetidos a psiquiatras antes que se recorra a um padre-exorcista. No lançamento da obra, o Vaticano fez questão de alardear o que considera ser um desvio de comportamento entre o clero e os fiéis. “Há católicos que não foram educados de forma adequada para a fé e duvidam da existência do diabo”, disse o cardeal Jorge Arturo Medina Estévez, prefeito da Congregação para o Culto Divino. “O maligno está em toda parte: na crença de que o dinheiro traz felicidade e de que a liberdade individual pode sobrepor-se à vontade divina.”

A Igreja Católica perdeu fiéis no período em que relegou o exorcismo, enquanto as igrejas evangélicas pentecostais arrebanhavam multidões com rituais espetaculares. Neles, o diabo é supostamente escorraçado do corpo dos possuídos. “As religiões pentecostais atribuem ao diabo o desemprego, a doença, a traição”, diz o teólogo João Décio Passos, da PUC de São Paulo. Margarida Oliva, autora de O Diabo no Reino de Deus, acrescenta: “A consciência humana não evoluiu o bastante e precisa de um demônio para apaziguar culpas e evitar responsabilidades”. Não por acaso, a Renovação Carismática, braço pentecostal da Igreja Católica, reintroduziu nos cultos o temor a Satanás. Os padres carismáticos raramente praticam exorcismo, mas celebram missas para “cura e libertação”, que se propõem, entre outras coisas, a afastar o demônio.

Em Salvador, o padre capuchinho Marco Lázaro comanda às terças-feiras a Missa da Cura na Igreja da Piedade. Cerca de 1.300 pessoas comparecem. Em duas ocasiões, diz ter visto mulheres tomadas por forças do mal. “Uma senhora de 55 anos revirava os olhos”, relembra. “Rezei com toda a força e pedi a Jesus que a curasse.” Teve êxito. O padre Cleodon Amaral de Lima, de 34 anos, viveu experiência semelhante. “Há muitos casos de histeria, mas já atendi a possessões”, diz. Pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo, é conhecido na área pela habilidade em identificar o capeta e libertar os fiéis. “Expulso o demônio em nome do Salvador”, diz padre Cleodon. “Não há diabo que resista a Jesus, o filho de Deus.”

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Papa será Beatificado


O Papa João Paulo II será beatificado em 1º de maio de 2011. A data foi oficializada na manhã desta sexta-feira, 14, com a assinatura do decreto de beatificação pelo Papa Bento XVI, que recebeu em audiência o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

A cu
ra da religiosa francesa Marie Simon-Pierre Normand do Mal de Parkinson foi o milagre reconhecido para a Beatificação. 
O Rito de Beatificação será presidido pelo próprio Santo Padre, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no II Domingo da Páscoa - conhecido como da Divina Misericórdia, Festa litúrgica instituída pelo próprio João Paulo II.

"A sua vida e o seu Pontificado foram percorridos pelo desejo de dar a conhecer ao mundo todo [...] a consoladora e entusiasmante grandeza da misericórdia de Deus", afirma o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi.
De acordo com padre Lombardi, a urna com os restos mortais do Papa polonês será transferida das Grutas Vaticanas para o altar da Capela de São Sebastião, na Basílica de São Pedro. No translado, ela não será aberta - logo, não será uma exumação.

Ainda não foi decidida a data em que será celebrada a memória litúrgica do Beato João Paulo II. Esse dia será estabelecido pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos após a Beatificação.
Karol Wojtyla - nome de batismo de João Paulo II - foi o 264º Pontífice da Igreja Católica, o primeiro de origem eslava. Ele faleceu em 2 de abril de 2005, após mais de 25 anos como Sucessor de São Pedro.

De acordo com o Cardeal Angelo Amato, a Causa de João Paulo II teve dois aspectos facilitadores.

"O primeiro diz respeito à dispensa pontifícia da espera de cinco anos para o seu início. Já a segunda foi a passagem para um tribunal especial, que não a colocou em lista de espera. No entanto, no que diz respeito ao rigor e zelo processual, não foram dados privilégios. A Causa foi tratada como as outras, seguindo todos os passos previstos pela legislação da Congregação", disse.
Na lista, figuram também os nomes de outros candidatos à honra dos altares através do próximo passo, que é o reconhecimento de mais um milagre para a canonização.


Processo de beatificação

- 28/04/2005 - Bento XVI concedeu dispensa do tempo de cinco anos de espera para o início da Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente em 28 de junho pelo vigário-geral para a Diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini.

O Vaticano explica que a dispensa pontifícia dos cinco anos de espera entre a morte do candidato a santo e o início da Causa aconteceu devido à "imponente fama de santidade de que gozava João Paulo II em vida, na morte e depois da morte";

- 2/04/2007 - dois anos após a morte, na Basílica de São João de latrão, em Roma, o Cardeal Camillo Ruini declarou concluída a primeira fase diocesana do processo de beatificação de João Paulo II, confiando os resultados à Congregação para as Causas dos Santos. Isso acontece através de uma cerimônia jurídico-processual durante a qual são lidas, em latim, as palavras para a passagem dos documentos, compostos por 130 testemunhos a favor e contra a beatificação, além da conclusão de teólogos e historiadores a respeito;

- 1º/04/2009 - os relatos de possíveis milagres pela intercessão do Papa polonês sob avaliação da Congregação para as Causas dos Santos somam mais de 250;

- 19/12/2009 - com um decreto assinado pelo Papa Bento XVI, são reconhecidas as virtudes heroicas e Wojtyla é proclamado venerável;

- 21/10/2010 - uma Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos recebe os Atos da Investigação Canônica, bem como os detalhes das perícias médico-legais, para exame científico. Os peritos, após estudar com o habitual cuidado os testemunhos processuais e toda a documentação, expressam-se favoravelmente quanto à inexplicabilidade científica da cura;

- 14/12/2010 - os Consultores teólogos, após terem acesso às conclusões médicas, procedem à avaliação teológica do caso e, unanimemente, reconhecem a unicidade, antecedência e caráter coral da invocação destinada ao Servo de Deus João Paulo II, cuja intercessão foi eficaz para a cura prodigiosa;

- 11/01/2011 - a Sessão Ordinária dos Cardeais e dos Bispos da Congregação para as Causas dos Santos emite unanimemente uma sentença afirmativa sobre a cura milagrosa da Irmã Marie Simon Pierre, como realizada por Deus de modo cientificamente inexplicável, após intercessão do Sumo Pontífice João Paulo II, confiadamente invocado tanto pela curada quanto por muitos outros fiéis.

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista com Reinaldo,Pioneiro da RCC do Brasil e do Mundo

Portal Carismático – Como a RCC entende e explica o “batismo no Espírito”?

Reinaldo: É uma efusão renovada daquele Espírito que já está em nós, portanto não se trata de um novo sacramento, obviamente, mas tanto a tradição, como a doutrina prevê esta “ação”, por exemplo, o padre reza após a consagração, na Oração Eucarística número três: “daí-me Senhor, que pela participação deste sacramento sejamos repletos do Espírito Santo”, ou seja, por mais que já o tenhamos em nós, podemos ficar repletos e a Eucaristia é uma maneira.
No catecismo, parágrafo 667, fala que Jesus intercede por nós para que tenhamos uma efusão permanente do Espírito Santo. Santo Agostinho também em seu discurso comentava também sobre o evangelho de São João, n° 74,2 – que o Espírito Santo é dado para quem não tem, para quem tem e para os que tem, para que tenham mai. Dessa forma, entende-se por “batismo no Espírito” uma capacitação do próprio Espírito, a partir de um “enchimento” contínuo dele.
Pelo pecado, vamos “amarrando” a ação do Espírito Santo em nós, por isso quando nos abrimos a sua ação, ele que já está em nós, se manifesta com mais poder na vida daquele que crê. Portanto, não se trata de um novo batismo, mas também nós sabemos que não basta dizer que tem o Espírito Santo. Há muitos batizados por aí que não querem saber de Jesus, então a diferença  é atender ao que Paulo fala aos Efésios 5, 18b: “enchei-vos do Espírito Santo”.

Portal Carismático – Sobre a Oração em Línguas. Os Padres da Igreja já falavam alguma coisa a respeito desse carisma?

Reinaldo: Sem dúvida. O próprio Irineu de Lião, no século II, já falava sobre esse carisma, de maneira especifica no seu livro Contra as Heresias, portanto lá nos primórdios da igreja existem citações e assim através dos séculos muitos outros abordaram esse carisma. De uma maneira muito popular tem um livreto que eu escrevi, RCC Responde, onde eu abordo sobre esse dom. E Dom Alberto me pediu um estudo para apresentar para a CNBB, eu fiz, ele apresentou e a CNBB gostou. O livro se encontra disponível no portal dele (...).

Portal Carismático – Tem-se falado muito em “Cultura de Pentecostes”. Como surgiu essa expressão?

Reinaldo: Especialmente com João Paulo II, em 13 maio de 2002, falou a Renovação Carismática da Itália – “No nosso tempo, ávido de esperança, fazei com que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Assim, ajudareis a fazer que tome forma aquela "cultura do Pentecostes", a única que pode fecundar a civilização do amor e da convivência entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar: Vem, ó Espírito Santo! Vem! Vem!", a partir daí muitos discursos tem se embasado nessa expressão. Então Cultura de Pentecostes seria aquela cultura que leva ao encontro do transcendental, do primatur da graça. Muitos teólogos tem usado essa expressão e inclusive, a revista italiana Renovamento no Espírito há anos tem feito um artigo mensal sobre essa temática.

Portal Carismático – Obrigado Reinaldo pela entrevista, que Deus o abençoe por sua disponibilidade.

Fonte:http://www.portalcarismatico.com.br/menu/folha/coluna1/materia2.htm

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Deus pode tudo por você .

Talvez você acordou meio desanimado, chateado com alguma coisa, quem sabe enfermo até mesmo?
Uma frustração sem fim tomou conta de você, e por conta disso tudo agora virou um caso "impossível”
Seu coração anda dolorido? Onde está sua esperança?
Essa palavra você não a conhece mais. Quero animá-lo, dizendo para você que DEUS PODE TUDO!
 
Sm 31.24

"Quando o sonho se desfaz, Deus reconstrói;
Quando se acabam as forças, Deus renova;
Quando é inevitável conter as lágrimas, Deus dá alegria;
Quando não há mais amor, lembre-se DEUS é Amor;
Quando a maldição é certa, Deus transforma em bênção;
Quando parecer ser o final, Deus te diz: Não é o fim!;
Quando a aflição quer persistir, Deus nos envolve com a paz;
Quando a doença assola, Deus é quem cura;
Quando o impossível se levanta, Deus o torna possível;
Quando faltam as palavras, Deus sabe o que queremos dizer;
Quando tudo parece se fechar, Deus abre uma nova porta;
Quando você diz: não vou conseguir, Deus diz: não temas, pois estou contigo;
Quando o coração é machucado por alguém, Deus é quem derrama o bálsamo curador;
Quando não há possibilidade, Deus faz o milagre;
Quando só há morte, Deus é a vida;
Quando a noite parece não ter fim, Deus faz nascer o amanhecer; (Que Lindo!)
Quando caímos num profundo abismo, Deus estende sua mão e nos tira de lá;
Quando tudo é dor, Deus dá o Refrigério;
Quando o calor da provação é grande, Deus dá a sombra da sua presença;
Quando o inverno parece infinito, Deus traz o verão;
Quando não existe mais fé, Deus diz: creia;
Quando estamos a um passo do inferno, Deus nos dá a direção do céu;
Quando não temos nada, Deus nos dá tudo;
Quando alguém diz que não somos nada, Deus nos diz que faremos proezas n'Ele;
Quando difícil se torna o caminhar, Deus nos carrega no seu colo."DEUS PODE TUDO POR VOCÊ"

Deus abençoe.

Símbolos !

A verdade sobre símbolos 
Livreto Ferramenta - Combatendo Seitas e Heresias II - pgs.: 33, 34 e 35 
 
Vivemos uma época permeada por símbolos, enraizados no ocultismo e em crenças pagãs da antiguidade. Transmitem mensagens e imprimem padrões comportamentais. Confronte-os com a Bíblia:

SÍMBOLOS DA NOVA ERA

O grego symbállein dá a idéia de reunir realidades: "Se o símbolo se identificar completamente com aquilo que representa ele será adorado, como no caso da cruz."

Analise alguns à luz da Bíblia:

1. Arco-íris pela metade - pretende ligar o homem a Lúcifer.

Conduz ao inferno (Is 14.12-15; Ap 20.1-3, 10; Ez 28.11-19; Lc 10.18)

2. Fitas entrelaçadas - união infinita amarrada às forças cósmicas.

O cosmos será destruído (Is 24.19-20; 51.6-8; II Pe 3.7,10,12; Ef 1.10)

3. Yin Yang - coexistência pacífica, equilibrada entre o bem e o mal.

O bem está acima do mal (Lc 10.18; Is 5.20, 24; 1 Ts 5.4-11; 1 Jo 1.5)

4. Urano - rege a harmonia da pessoa com a mente universal aquariana.

A consulta aos astros leva à ruína (Is 47.13-14; Jr 8.2; Dt 17.2-5)

5. O olho da pirâmide - representação da divindade sobre a terra.

É abominação (Ez 20.7; 30.13; Is 19.3; 31.1-3; 2.12-18; Jr 43.12-13)

6. Cruz de Nero - pé de galinha, símbolo da paz sem Cristo.

Temos paz em Cristo (Jo 14.27;16.33; Is 9. 6; Fp 4. 7; CI 1.20; Rm 14.17)

7. Estrela de seis pontas - simboliza a evolução e involução.

Não há reencarnação (Hb 9.27; Jo 11.25, 26; 5.24; IJo 5.11-13) "'


CAMISETAS, ADESIVOS, TÊNIS E BONÉS COM SÍMBOLOS

1. Desenho de escorpião, serpentes e dragões (Lc 10.18-19; Ap 20.2)

2. Figuras egípcias (Ez 20.7; 30.13; Is 19.3; 31.1-3; Jr 43.12-13; 44.8)

3. Formas sensuais (I Pe 2.16; Mt 5.28; Ef 5.3; Cl 3.5-6; Is 57.8 e 17)

4. Magos e figuras esotéricas (Ez 8.5-18;13.18-21;Is 57.1-13; Lv 19.31)

5. Estampas de astros e signos (Is 47.13-14; Jr 8.2; Dt 4.19; 17.2-5)

6. Expressão de anjos e demônios (Ex 20.4; I Co 10.20, 23; I Ts 5.1-11)

7. 666 e símbolos satânicos (Ap 16.13; Ap 19.20; I Cor 10.20)

8. Gestos obscenos e maliciosos (I Pe 2.16; Ef 4.31; Ti 3.3-4; I Ts 5.22)

9. Caveira, morte e trevas (Jo 10.10; 3.19-21; Lc 23.33; Ez 37.1-12)

10. Danças ritualísticas (Analise Cl 3.17; I Pe 1.15; II Pd 3.9-12)


O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DA TATUAGEM

O Dicionário de Símbolos de J.E. Cirlot diz que "o simbolismo genérico engloba tatuagem e ornamentação como atividade cósmica, incluindo sentido sacrificial, místico e mágico. Veja alguns pontos:

1. A tatuagem pode ser um sinal de propriedade e pacto místico

No oriente (China, Japão), a tatuagem estava vinculada às divindades configuradas no símbolo. Os líbios tatuavam-se para a deusa Neit, os egípcios para Atargatis e na Síria para deuses diversos.

"Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto dos deuses-demoníacos e era praticada durante ritos dedicados por feiticeiros. O sangue que brotava das feridas, o qual, segundo criam, levava consigo os espíritos malignos." "Dá idéia de consagração." O pacto era feito para se incorporar a entidade do desenho: escorpião, demônios (I Co 10.20-21)

2. A tatuagem pode identificar o grupo e ser usada como talismã.

Na Polinésia identificava o clã e a hierarquia. Na Europa do séc. XVII ela passou a ser propagada pelos marujos como talismã, distinguindo-os dos demais. A máfia japonesa, yakuza, surfistas, metaleiros, presidiários, fazem o mesmo. Os nazistas tatuavam judeus para ofenderem sua fé (I Co 3.16-17; 6.19-20; I Ts 5.5).

3. A tatuagem pode expressar anarquismo e rebeldia

A palavra tattoo, propagada por James Cook, refere-se ao som dos ossos finos usados na aplicação da tatuagem. A máquina elétrica foi patenteada por Samuel O'Relly em 1891, em Nova York, e chegou ao Brasil em 1959. A onda atual que inclui o piercing vem dos hippies e punks e da influência do rock pesado. Essa herança comunica rebeldia a Deus, à família e às autoridades. Defende a liberdade sexual e a Nova Era (Ef 5.6-13; I Ts 5.22; Cl 3.17; 2.6).


OS PERIGOS DA TATUAGEM E A BÍBLIA

Este estudo fala apenas da origem da tatuagem. Muitos a usam por razões próprias (I Co 8.9; Rm 14.12). Mas, há riscos de contrair o vírus HIV, hepatite, infecções bacterianas e virais. Se você fez a tatuagem sem orientação, a liderança da Igreja local lhe dirá como agir.

"... e escrita de tatuagem não porei em vós" (A Torá -tradução judaica). "Não façam cortes no corpo por causados mortos, nem tatuagens em si mesmos" (Lv 19.28 - NVI - Nova Versão Internacional da Bíblia).


O SIMBOLISMO E OS PERIGOS DO PIERCING

A revista Época de 25/02/2002 aponta diversos perigos do piercing:

Língua - Pode provocar fendas nos dentes e infecção geral.

Sobrancelha - Inchaço e dor impedem a higienização correta do local e abre caminho para infecções.

Umbigo - A pele pode ficar irritada com reações alérgicas.

Nariz - Danifica os vasos sanguíneos e produz cicatrizes."'

Em Ex 21.6 perfurar a orelha simbolizava um pacto de escravidão. Roland de Vaux, ex-diretor da École Biblique de Jerusalém, diz:

"As leis antigas da Mesopotâmia presumem que o escravo seja marcado, como uma rês, com uma tatuagem, um estigma feito com ferro em brasa ou ainda com unia etiqueta presa a seu corpo (Dt 15.17). ...Sinal de identidade. como as tatuagens dos cultos helenísticos."


UM SINAL DE ESCRAVIDÃO

Deus aprovaria algo que chega a mutilar o templo do Espírito Santo? Veja o alerta que a Bíblia faz em I Cor 3.16-17. Existe a tese de que os locais mais perfurados estejam relacionados à salvação e que, como certos adornos, o piercing constitui uma tranca que aprisiona a alma (Ez 13.18-21). Um sinal visível de escravidão espiritual. Leia os textos abaixo, faça sua própria avaliação e tire suas conclusões:

1. Nariz - fôlego de vida (Gn 2.7; 7.22-24; Is 2.22, 42.5; Ec 3.19, 21)

2. Boca - confissão (Rm 10.8-9;IJo 1.9; Mt 15.18;21.16; Tg 3.10; Pv 21.23)

3. Sobrancelhas (olhos) - mente (Mt 6.22-23; Ef 1.17-18, 4.18; II Co 4.4)

4. Orelha - ouvir e crer (Rm 10.14-18; Hb 3.15; Is 6.10; Jr 17.23; Ap 3.6)

5. Umbigo (ventre) - sede da vida (Jo 7.38-39; 4.14; Fp 3.19; Rm 16.18)

Segundo a Clínica Mayo (EUA), numa pesquisa feita com 454 estudantes, um em cada dez usuários do piercing sofreu infecção. A Universidade de Yale informou que uma garota de 22 anos sofreu infecção no cérebro, causada por um piercing de língua. As bactérias da boca chegaram ao cérebro pelo sangue. Você sabia que a lei 9.828/97(SP) proíbe essa prática para menores e que A. La Vey, fundador da Igreja de Satanás, defendia a tatuagem e o piercing, por entender que são rejeitados em Lv 19.28 e Dt 14.1-2, e que certas tatuagens são propagandas do mal ?(Lc 10.18-20; 10.3; 20.2). O que você diz de Is 3.18-21,1 Cor 3.16.17; 6.19-20, Rm 12.1-2?


O CRISTÃO DEVE USAR PIERCING OU TATUAGEM?

O pluralismo corrói insidiosamente o cristianismo. Para muitos o piercing e a tatuagem é apenas uma questão cultural. Entretanto, "o Evangelho nunca é o hóspede da cultura; ele é sempre seu juiz e redentor," pois parte dela é demoníaca.'' O cristão está na
contramão (Tg 4.4; I Jo 2.15; Rm 12.1-2). Que prática você deve rejeitar?

1. Se traz escândalo ou fere a consciência alheia (Mt 18.7; Rm 14.21)

2. Se deforma a dignidade humana (II Cor 4.2;C13.17; I Cor 6.12)

3. Se a natureza da prática dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, exploração, malignidade (Gl 5.13;Cl 3.17;IPd 1.14-25)

4. Se apresenta alguma aparência do mal (I Ts 5.22; Ef 5.8; Mt 5.13-16)

5. Se viola a autoridade dos pais, pastor, governo (Rm 13.2; Tt 1.9-10)

6. Se traz dúvidas ao coração ou à consciência (Rm 14.22; I Jo 3.20)

7. Se não traz edificação ou a glória de Deus (I Cor 6.19-20; 10.23)

Para J.R. Stott "somos diferentes de tudo no mundo que não é cristão e esta contra-cultura cristã é a vida do Reino de Deus." Por fim, H.R. Niebuhr apresenta Cristo como o transformador da cultura.


É VERDADE QUE A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS?

A Moda, a Liberdade e a Cultura da Imagem

Fausto Rocha responde: A voz do povo não é a voz de Deus" Foi o povo que gritou: Fora com este (Jesus). Crucifica-o! (Lc 23.18-23) Não é porque bilhões de moscas visitam o lixo diariamente que você fará o mesmo. A realidade virtual explorada nos veículos culturais (TV, internet, cinema e a arte), comandada por inteligência artificial transformou-se na própria cultura. Dita a moda, valores e padrão de vida, aversos a Deus. As perguntas abaixo guiarão você:

1. Isto prejudicará outros ou fará mal ao meu corpo? (I Cor 8.9-13)

2. Em meu lugar, o que faria Jesus? (I Pd 2.21;1 Jo 2.6;C12.6;Jo 13.15)

3. Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? (I Pd 3.15)

4. Minha consciência terá paz se eu fizer assim? (ITm 1.19;1 Jo 3.10)

5. Meu pastor está de acordo com essa atitude? (Hb 13.7,17; Rm 13.2)

Conforme a confissão de Westminster, "Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória Dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Grande Noite para iniciar nosso Grupo de oração !!!

ENF -RCC

Novo Coordenador Estadual da RCC -S.P


Carta aberta a todos os coordenadores na RCC do Estado de São Paulo

Estado de São Paulo, 01 de janeiro de 2011.


“Por causa da Tua palavra, lançaremos as redes!”
Irmãos e irmãs, a paz de Jesus!

Estamos iniciando o ano de 2011 e ao mesmo tempo um novo mandato de coordenação na RCC do Estado de São Paulo.

Alegremo-nos no Senhor! Que este tempo seja vivido na alegria do Espírito e na oferta total de nós mesmos, por amor, Àquele que é digno de ser invocado como Mestre e Senhor: Jesus Cristo.

O ministério de coordenação, “que nos conferido por misericórdia” (cf. 2Cor 4,1), é sempre um excelente meio de colaborar com a missão da Igreja de fazer acontecer no mundo o anuncio do Evangelho de Jesus Cristo. Para isso, toda pessoa chamada a esse ministério precisa assumi-lo com alegria, ou seja, não deve julgar ter recebido um fardo para carregar, mas, antes, deve considerar a grande honra recebida de poder participar do serviço de pastoreio e formação de uma parcela do povo de Deus. Devemos alegrar-nos por saber que, mesmo sem merecimentos, o Senhor Jesus confiou-nos essa responsabilidade e podemos em comunhão com nossos pastores – os bispos – realizar um excelente serviço de evangelização por meio da Renovação Carismática Católica.

Foi movido por esse sentimento de alegria em ter sido chamado à coordenação estadual e certo de que colheremos muitos frutos desse “tempo de abundância” vivido na RCC BRASIL que decidi escrevê-los, fazendo uma breve reflexão que possa nos ajudar a permanecer e avançar no caminho já iniciado pela coordenação que nos precedeu.
Trago em meu coração três palavras rhemas que creio poderem nos ajudar a manter na visão profética: santidade, zelo apostólico e simplicidade.

Santidade
No anseio de querer fazer a vontade de Deus, é comum perguntarmos a Ele em nossa oração pessoal: o que queres de mim, Senhor? Esperamos sempre que Ele nos dê respostas e direcionamentos objetivos. Aguardamos novas inspirações, profecias, moções que possam mostrar claramente o caminho a seguir. Sabemos que Deus, por meio de seu Espírito, frequentemente ilumina nossas mentes com alguma nova inspiração. Mas se queremos de fato saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito, devemos olhar para a Sagrada Escritura: “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tess 4,3; cf. Ef 1,4). Deus nos chamou para a santidade! Significa dizer que a intenção de Deus ao nos chamar ao ministério de coordenação, mais do que um serviço, a sua primeira intenção era apresentar-nos um meio de fazer-nos santos. Nesse sentido, o nosso ministério deve ser compreendido como “lugar” onde se semeia, cresce e amadurece as sementes da santidade. E nós, ministros da santidade de Deus por meio de nosso batismo, temos por dever a busca da perfeição, sobretudo por meio da “prática dos conselhos evangélicos, que abraçada sob a moção do Espírito Santo [...] leva e deve levar ao mundo um admirável testemunho e exemplo desta santidade.” (LG 39)

O Papa João Paulo II exortou-nos, com parresia de apóstolo, a priorizar a santidade: “Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade.” (NMI 30) Significa dizer, irmãos e irmãs, que nossa vocação será bem correspondida na medida em que crescermos e ajudarmos nossos irmãos na prática da santidade. É passar do discurso para a prática da perfeição cristã. Sobre este ponto voltarei a refletir durante todo esse período de coordenação.

Zelo apostólico
Outra expressão rhema importante para esse tempo é zêlo apostólico. Entendemos por zelo apostólico o cuidado zeloso – ao modo de verdadeiros apóstolos da efusão do Espírito Santo – que se deve ter com o chamado que Deus nos fez. O apóstolo São Paulo, ao escrever a Timóteo, exorta-o de muitas maneiras a ser zeloso, dizendo: “permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste” (2Tm 3,14). Além da doutrina a ser guardada, Timóteo deve “reavivar a chama do dom de Deus” (2Tm 1,6), e “não se envergonhar do Evangelho (v.8), deve “progredir na graça” (2Tm 2,1), formar outras pessoas para ajudar na missão (cf. 2Tm 2,3), viver uma vida moralmente correta (cf. 2Tm 2,14-26) e “pregar a Palavra, cumprindo plenamente o ministério que lhe fora confiado” (cf. 2Tm 4,5). Cada uma dessas expressões merece um cuidadoso aprofundamento – e faremos isso em tempo oportuno. Por elas, certamente poderemos trilhar um caminho seguro em nossa vocação.

Simplicidade
E por fim, irmãos, falaremos do rhema simplicidade. Simplicidade é a qualidade ou caráter daquele que é simples, sincero; significa agir com franqueza, pureza, candura. A pessoa simples sabe que não necessita de artifícios, extravagâncias ou excessos naquilo que vai executar. Um novo conceito de simplicidade que se relaciona perfeitamente ao nosso chamado ministerial é “imitar Jesus Cristo em toda a sua humanidade”. Agir como ser humano que sabe ser filho de Deus. É assumir nossa humanidade sem nenhum complexo de inferioridade ou superioridade. É ser o que somos, configurando-nos cada vez mais à imagem daquele que nos criou.

Ora, quando nos propomos a fazer algo dentro de nosso ministério, devemos fazê-lo com simplicidade, ou seja, não precisamos de artifícios que venham desfigurar o que somos, revelando uma imagem falsa de nós mesmos. A função de coordenação no movimento carismática, seja qual for a instância, não pode querer imprimir em nós uma imagem falseada daquilo que somos. Nem devemos esperar por algum tipo de privilégio ou status pelo fato de ser chamado coordenador. Tornar-se coordenador é continuar crescendo na graça e no  conhecimento, sem nunca perder a simplicidade. Mudam-se as obrigações funcionais, mas não nossas verdades. Um título não pode transformar-se em desculpas para gozar de benefícios, mas, antes, deve comprometer-nos ainda mais com aquilo que acreditamos e que nos trouxe até aqui. Deus agirá em nossa simplicidade.

Ao nos chamar, Deus já considerou o que somos e “por isso” mesmo nos chamou. Isso não significa, no entanto, que não devemos buscar ser melhores em tudo o que fizermos. Empenhar-nos por fazer o melhor é verdadeira virtude quando não está associada à vaidade. Sejamos simples e Deus estará refletido em nossas obras!
Irmãos e irmãs, desejo profundamente que “santidade, zelo apostólico e simplicidade de vida sejam marcas de Deus em nosso ministério. Que não nos esqueçamos de verificar a presença dessas marcas em cada nova ação que nos propusermos fazer.

No mais, desejo que tenham em mim, nesse simples servo, um irmão com quem possam contar em tudo. Sei também o quanto precisarei de cada um de vocês para conseguir ser solícito Àquele que me vocacionou a este ministério.

Mantenhamos a unidade, a “perfeita unidade” (Jo 17,23) para que Cristo seja acreditado por meio de nosso testemunho, e para que o mundo, crendo, seja Deus glorificado! E, para além do discurso, que essa unidade seja vivida concretamente. Que a referência de unidade no Movimento seja a voz de Deus por meio do Conselho Nacional da RCCBRASIL. Que cada moção profética, discernimento ou projeto nacional seja acolhido por nós, Conselho Estadual e demais coordenadores na RCC São Paulo, com alegria e disposição de colocá-los em prática. Pois sabemos que os frutos abundantes deste tempo de graça somente poderão ser colhidos por aqueles que se mantiverem unidos a Cristo, na comunhão com aqueles que Deus mesmo colocou como instrumentos proféticos para o nosso Movimento.

Que a cultura de Pentecostes se manifeste plenamente por meio de todos os membros da Renovação Carismática Católica do Estado de São Paulo.

Um abraço fraterno a todos,


Rogerio Soares                   
Presidente do Conselho Estadual da RCC São Paulo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um ato de Puro Amor !!!

Vejam esse vídeo ,aqui esta relatado a maior prova de amor de Jesus por nós.
Vendo esse vídeo eu estava me lembrando de que quando o Papa João PauloII viu o filme (Paixão de Cristo) ele disse que esse filme não relata nem a metade do que Jesus sofreu.Eu olhando para esse vídeo percebo em jesus quanto sofrimento e dor ,e só de pensar que isso não é nada perto do que ele realmente passou ,ja me parte o coração.



Que esse vídeo lhe traga muita reflexão do quanto você é amado por Deus ...


Deus abençõe sua semana - Marcelo R.C.C

domingo, 2 de janeiro de 2011

Batalha Espiritual

1 – Introdução
Existem três níveis de batalha espiritual ou guerra espiritual:
- Nível 1: Batalha a nível de solo (pessoa a pessoa)
- Nível 2: Batalha a nível de instituição (organização/organização)
- Nível 3: Batalha a nível estratégico (tomada de cidades).

A batalha a nível solo é para curar o nosso povo e fechar as brechas.

2 – Os dois reinos
O homem entregou o direito legal dado por Deus sobre a terra, a satanás, quando pecou no Jardim do Édem, isto é, passou uma procuração em branco para que o adversário se tornasse posseiro, através do engano, daquilo que pertence a Deus e foi entregue nas mãos do homem. O pecado dá direito legal a este posseiro, satanás e seus demônios.

Mt 11.12 - “desde os dias de João Batista até agora o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”
I Co 15.24 - “Então virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo o domínio, e toda autoridade e todo o poder.”
Mt 12.28 - “Se, porém, eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.”

O reino de Deus só é implantado quando o reino do inferno é subjugado.

3 – A missão de resgate do ser humano
Mas, desde a queda do homem, o nosso Deus planejou o seu resgate:
Gn 3.15 - “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
I Jo 3.8 - “ ... para isto se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo.”
Lc 19.10 - “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.”

A salvação do homem, ou o resgate do homem à sua condição inicial, passa obrigatoriamente pela destruição das obras do diabo.
Sem libertação não há salvação

A Luta é espiritual
Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”
Lc 4.18 - “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista ao cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”
Cl 1.13-14 - “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu Amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.”
Mt 16.18b - “...as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja.”

Aquele que não se prepara é como o rei descrito por Jesus em Lucas
Lc 14.31-32 - “Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz.”

4 – A nossa batalha é nas regiões celestes
Precisamos conhecer os lugares desta batalha, e onde nos encontramos:
Paulo define que é nas regiões celeste que se desenvolve esta guerra.

Vejamos:
O lugar onde Deus está:
Ef 1.3 - “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.”

O lugar onde Jesus, depois de ressuscitado está:
Ef 1.20 - “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestes.”

O lugar daqueles que aceitaram a Jesus como salvador, é o lugar da igreja:
Ef 2.4-6 - “Mas Deus sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e, estando mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, e, juntamente, com ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.”
O lugar dos principados e potestades do império das trevas:
Ef 3.10 - “para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais.”
O lugar da guerra:
Ef 6.12 - “Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes.”
A chave é a oração:
Ef 6.18 - “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.”

Só há uma maneira para entrarmos nas regiões celeste para guerrearmos: é a oração.
A oração é o combustível que move os anjos do Senhor. A oração move o braço de Deus em favor da pessoas pelas quais estamos intercedendo para serem salvas.

Exemplos bíblicos de guerra espiritual:
 Daniel – Dn 10.1-3, 13
 Jesus – Lc 4.1-2
 Paulo – At 16.16-18 e 19.1-20

Os grandes avivamentos só acontecem como resultado das orações do povo de Deus.

5 – As nossas armas de guerra
a – Arma de defesa – O sangue de Jesus – Hb 9.18-22; Ex 12.23; I Jo 1.7
b – Arma de ataque – O nome de Jesus – Mc 16.17-18; Lc 10.19; Jo 14.14
c – Arma de apoio – Os anjos de Deus – Sl 34.7; Sl 91.11; Hb 1.13-14
d – Arma estratégica – Unção com óleo – Is 10.27; Mc 6.13; Tg 1.14
e – Armadura de Deus – Ef 6.13-17
Chave principal: “Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.” Ef. 6.10
I – Capacete da salvação – Para proteger a mente, onde está o livre arbítrio.
II – Couraça da justiça – feita com o sangue de Jesus , que nos justifica e protege as nossas emoções.
III – Calçado com a preparação do Evangelho da Paz – Is 52.7
IV – Escudo da Fé – Sl 5.12; 7.10; 18.2; 18.30; 28.7; 84.11; 89.18; 91.4; 115.9
V – Espada do Espírito – Lc 4.1-13; Hb 4.12; Ap 1.16; Ap 19.15
VI – O cinto da verdade – Pv 6.16-19; Cl 3.9; Jo 8.44; Ef 4.25; Jo 8.44

Conclusão: Agora você está preparado para entrar em guerra que já tem um vencedor determinado: Jesus Cristo e você; e um perdedor definido: satanás e todo o seu inferno.

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