quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Origem do Carnaval: qual é a sua relação com o catolicismo?

 Conheça a origem do carnaval e entenda sua relação com o catolicismo, assim como a maneira que a Igreja enxerga essa festa.

Quer saber qual é a origem do carnaval e como a Igreja Católica enxerga e nos ensina a nos portar diante da festa? É exatamente isso que será tratado neste texto.

Origem do Carnaval: algumas possibilidades

Em primeiro lugar, quanto à origem do nome, não se tem muito clara a sua procedência.

Neste tópico, nós vamos recorrer quase que de forma exclusiva a Dom Estevão Bettencourt 1, grande defensor da fé católica no Brasil e criador da revista “Pergunte e Responderemos”.

Adeus à carne

Alguns autores explicam este nome a partir dos termos do latim “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; esta derivação indicaria que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal.

Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, ou seja, ao domingo da Qüinquagésima, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”. 

Carros alegóricos ou navais?

Um terceiro grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: donde a forma Carnavale. 

As mais antigas notícias de festas semelhantes às que hoje chamamos “Carnaval” datam, como se crê, do séc. VI antes de Cristo, na Grécia: as pinturas de certos vasos gregos apresentam figuras mascaradas a desfilar em procissão ao som de música cultuando o deus Dionísio, com suas fantasias e alegorias, são certamente anteriores à era cristã. Mas há influências do mundo todo. O Carnaval é uma festa com influências do mundo todo. Tem características trazidas de egípcios, gregos, babilônicos, hebreus e romanos. O Rei Momo, por exemplo, tem origem Babilônica — uma das origens, na verdade, pois “Momo”, na mitologia grega, era o deus do sarcasmo e do delírio. Diz a tradição Babilônica que um prisioneiro podia “ser rei” por um dado período. Podia comer e vestir-se como o rei e até “usar” suas concubinas. Outra grande referência ao carnaval atual é a Saturnália, uma celebração da Roma Antiga em honra a Saturno, deus romano da agricultura. Na ocasião, todos saíam para dançar nos seus “carros alegóricos” que se assemelhavam aos navios, os currus navalis que já mencionamos.

A Igreja perante o carnaval

A origem do carnaval na liturgia

Aos poucos, as festas pagãs foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo (Natal, Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro, 6 de janeiro ou 2 de fevereiro). Com o estabelecimento do ano litúrgico como conhecemos hoje, a Igreja fez com que o Carnaval passasse a ser uma espécie de despedida da carne (em sentido amplo – da carnalidade, materialidade) antes do período de penitência da Quaresma. Assim, a data do Carnaval passou a ser definitivamente atrelada à da Páscoa, como acontece até hoje.

Bento XVI comenta sobre a origem do carnaval e o novo sentido das máscaras

O papa Bento XVI, ao comentar sobre o carnaval dentro da perspectiva litúrgica 2, recorda que uma tradição pagã da região alemã da Suábia, onde vestiam-se com máscaras em ritos de expulsão do inverno e dos poderes demoníacos, para assegurar que o plantio e a fecundidade da terra não fossem atrapalhados pelo inverno.

Bento XVI faz um paralelo dessa máscara demoníaca com o carnaval na perspectiva cristã. No mundo cristão, ela se converte em uma máscara divertida: a luta contra os demônios se converte em uma alegria prévia à seriedade da quaresma. Mesmo as máscaras que simbolizam deuses tornaram-se agora parte de um espetáculo divertido, expressando uma alegria de quem agora pode dar risada daquela mesma coisa que causava medo. Neste sentido, completa o Papa, no Carnaval se esconde sem dúvida a libertação cristã.

Festa da Sagrada Face


Por fim, na terça-feira de carnaval é celebrada a Festa da Sagrada Face. Como ensina o Padre Paulo Ricardo 3, o Papa João XXIII, em 1959, permitiu exclusivamente ao Brasil a possibilidade de celebrar a Festa da Sagrada Face de Nosso Senhor Jesus Cristo com especial solenidade.

A festa foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1958, e teve sua origem a partir das revelações privadas recebidas pela Beata Irmã Maria Pierina de Micheli, a quem Jesus pedia que fosse feita uma reparação pelas ofensas cometidas contra Ele.

Todos Me beijam as chagas, mas ninguém beija o Meu rosto para reparar o beijo de Judas

inspiração interior ouvida pela irmã Pierina.

A devoção à Sagrada Face de Cristo é uma excelente forma de meditar a Paixão, reparar as ofensas cometidas contra Nosso Senhor e ingressar na Quaresma

Essa também é uma devoção muito associada hoje em dia a Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada “Face”.

Inclusive, a santinha compôs a oração “À Santa Face”, que podemos rezar para cultivar esta bela devoção.

“Oh, Face adorável de Jesus, única Beleza que arrebata meu coração! Digna-te imprimir em mim tua divina semelhança, a fim de que não possas olhar a alma de tua pequena esposa sem contemplar-te a ti mesmo.

Oh, meu Amado! Por amor de ti, aceito não ver, aqui nesta terra, a doçura do teu olhar, não sentir o inexprimível beijo de teus lábios, mas suplico que me abrases em teu Amor, para que ele me consuma rapidamente e me faça logo comparecer diante de ti.

Teresa da Santa Face 4

Reze também a Novena das Rosas de Santa Teresinha!

Referências

  1. “PERGUNTE E RESPONDEREMOS” D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 5, Ano 1958, Página 213.[]
  2. El resplandor de Dios en nuestro tiempo: Meditaciones sobre el año litúrgico. Bento XVI.[]
  3. A devoção à Sagrada Face de Cristo, Padre Paulo Ricardo.[]
  4. Obras Completas de Santa Teresa, Paulus. Oração 16, “À Santa Face”.[]

 

 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

O que é combate espiritual?

 


O ministério de libertação é uma força de apoio ao combate espiritual a que todo cristão é chamado a viver. Precisamos conhecer esse combate na vida e nas palavras de Jesus.

O Mestre sofreu tentações antes de começar a Sua vida pública: cobiça, vaidade e orgulho. Venceu esses males e ensinou-nos a pedir: “Pai, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”. O Pai-Nosso é a principal oração de libertação. O apóstolo Paulo falou muito de combate espiritual. O texto mais eloquente sobre esse tema está em Efésios 6,10-17: armadura do cristão. Cada versículo desse texto deve ser meditado com muita atenção.

A armadura de Deus é Jesus. Precisamos nos revestir de Cristo para estar a salvo dos ataques do inimigo. Isso significa permitir que o “homem novo” vá crescendo em nós, até o ponto de podermos dizer: já não sou eu que vivo, Cristo vive em mim.

Estar revestido de Cristo significa sentir como Ele sentia, fazer o que Ele fazia, falar como Ele falava, agir como Ele agia. É colocar a vontade amorosa do Senhor como princípio e centro da nossa vida.

O Cristo é a nossa força no combate espiritual

A Eucaristia é a expressão maior desse revestir-se de Cristo. É o melhor refúgio. Precisamos estar conscientes de que o inimigo de Deus existe e age. A Igreja afirma claramente que o demônio existe. Mas não é tão poderoso assim. É criatura, age só com a permissão de Deus.

É interessante conhecer as estratégias do maligno, para que possamos resistir “no dia mau”, ou seja, na “hora H”. Santo Inácio de Loyola, com suas regras de discernimento, ensina-nos, com sabedoria, a perceber a voz do Espírito Santo, distinguindo-a da sedutora cantinela do inimigo. Ao fim do texto, São Paulo compara o cristão a um soldado pronto para a guerra:

* O cinturão da verdade: lembre-se de que o inimigo é o pai da mentira. É o príncipe das trevas. Portanto, não resiste à luz nem à verdade. O Sacramento da Confissão é uma luz de verdade que deve ser utilizado como estratégia contra ele.

* A couraça da justiça: bastaria lembrar a Campanha da Fraternidade dos últimos anos. Justiça e Paz se abraçarão.

* O calçado da prontidão para anunciar o Evangelho da Paz: a Nova Evangelização é uma estratégia de libertação. Quando nos fechamos em nós mesmos, estamos à mercê dos ataques. Mas quando nos colocamos a caminho…

* O capacete da salvação: na cabeça, um critério muito seguro que distingue as verdadeiras das falsas doutrinas: Jesus é o Salvador.

*  A Espada do Espírito: é a Palavra de Deus, nosso instrumento de libertação.

Questões para reflexão pessoal:

1. Conheço algo do combate espiritual na vida dos santos? (Santo Agostinho, Antão, Bento).
2. Já tive a curiosidade de pesquisar esse tema no Catecismo da Igreja Católica?
3. Conheço algum outro texto da Bíblia que frequentemente me anima no combate?
4. Tenho um diretor espiritual ou, pelo menos, um confessor?
5. Tenho um projeto pessoal de vida? Escrito? Tenho metas? Ou meu combate consiste apenas em resolver problemas?

 

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Para ser santo não precisamos deixar de viver.

 

Quer saber como ser santo? Faça bem todas as coisas, leve Jesus para todos os lugares, convide-O para estar em todos os lugares. Santidade não é fuga do mundo, mas a transformação deste mundo. Santidade é saber que podemos curtir aqui, mas sem sermos “curtidos”. É saber que podemos deixar marcas de Céu na vida de todos aqueles que estão ao nosso redor. Isso é ser santo. Fazer bem todas as coisas e amar. Esse é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive a si própria na plenitude. O amor é tudo o que as pessoas procuram.

Somos o que queremos ser. Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos. Em cada escolha nossa, deixamos um rastro de nosso jeito de ser pessoa e, assim, deixamos um jeito de ser santo. O amanhã depende muito de como vivemos o hoje. Não deixe a vida o levar; leve a vida! Não a desperdice!

Vamos viver com entusiasmo, com alegria, mas, sobretudo, com senso de responsabilidade.

Aprenda a viver

Existem muitas pessoas que pensam viver, mas, na verdade, estão fingindo. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que, para serem santos devem deixar de viver. Não é nada disso! A ordem é: Viva! Viva a vida! Deseje o Céu!

É hora de nos levantarmos e propormos uma santidade linda, apresentada pela Igreja Católica há mais de dois mil anos, e que é possível. Vamos santificar nosso namoro, nosso trabalho, nossas amizades, nossas baladas. É possível! O mundo e Deus esperam isso de nós! A juventude é uma riqueza que nos leva à descoberta da vida como um dom e uma tarefa.

 

Não desperdice a riqueza da juventude

Você se lembra do jovem do Evangelho que era muito rico, e, um dia, perguntou para Jesus o que era preciso para ganhar a vida eterna? Se quiser, confira essa passagem em Mateus (19, 16-22); ele percebeu a riqueza de sua juventude. Foi até Jesus, o Bom Mestre, para buscar uma orientação. Mas, no momento da grande decisão, não teve coragem de apostar tudo em Jesus Cristo. Saiu dali triste e abatido. Faltou-lhe a generosidade, o que impediu uma realização plena. O jovem fechou-se em sua riqueza, tornando-se egoísta.

Não podemos desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, apostando tudo em Jesus e sendo gente, humano. Sempre com a certeza de que é possível ser santos de calça jeans.

(Trecho extraído do livro Santos de Calça Jeans” de Adriano Gonçalves)

 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Como posso ser um católico bem formado e contribuir com a minha fé?

 

Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico é a formação na doutrina

O autor da Carta aos Hebreus escreveu: “Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas, o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal” (Hb 5,13-14). Sem esse “alimento sólido”, que a Igreja chama de “fidei depositum” (o depósito da fé), ninguém poderá ser verdadeiramente católico e autêntico seguidor de Jesus Cristo.

Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico é a formação na doutrina. Por não a conhecer bem, esse mesmo povo, muitas vezes, vive sua espiritualidade, mas acaba procedendo como não católico. Pois, aceita e vive, por vezes, de maneira diferente do que a Igreja ensina, especialmente na moral. Deixa-se enganar pelas seitas, igrejinhas e superstições.

Papa Bento XVI

Em sua viagem à África,  em 2009, o Papa Bento XVI deixou claro que a formação é o antídoto para as seitas e para o relativismo religioso e moral. Em Yaoundé, em Camarões, o Sumo Pontífice disse que “a expansão das seitas e a difusão do relativismo “– ideologia segundo a qual não há verdades absolutas – tem um mesmo antídoto, segundo Bento XVI: a formação.

Afirmando que: “O desenvolvimento das seitas e movimentos esotéricos (assim como a crescente influência de uma religiosidade supersticiosa e do relativismo) são um convite importante a dar um renovado impulso à formação de jovens e adultos, especialmente no âmbito universitário e intelectual”.

O Santo Padre pediu – encarecidamente – aos bispos que perseverem em seus esforços por oferecer aos leigos “uma sólida formação cristã, que lhes permita desenvolver plenamente seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, econômica, social), que é compromisso característico da vocação secular do laicado”.

Sã doutrina

Desde o começo da Igreja, os apóstolos se esmeraram na formação do povo. São Paulo, ao escrever a São Tito e a São Timóteo, recomendou a eles todo cuidado com a “sã doutrina”. A Tito, o Apóstolo dos Gentios recomenda: “Seja “firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem” (Tt 1,9). “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina” (Tt 2,1).

A Timóteo ele recomenda: “Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes, e a preocupar-se com fábulas e genealogias” (1Tm 1,3-4). E “recomenda essa doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina, que até agora seguiste com exatidão” (1Tm 4,6). São Paulo ensina que “Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,4).

A Igreja sempre se preocupou em formar o povo

Sem a verdade não há salvação. E essa verdade foi confiada à Igreja: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Jesus garantiu aos apóstolos na Última Ceia que “o Espírito Santo ensinar-vos-á toda a verdade” (cf. Jo 16,13) e “relembrar-vos-á tudo o que lhe ensinei” (cf. Jo 14,25). Portanto, se o povo não conhecer essa “verdade que salva”, ensinada pela Igreja, não poderá vivê-la. Mas, importa que essa mesma verdade não seja falsificada, que seja ensinada como recomenda o Magistério da Igreja, que recebeu de Cristo a infalibilidade para ensinar as verdades da fé (cf. Catecismo da Igreja Católica § 981).

Já no primeiro século do Cristianismo, os apóstolos tiveram que combater as heresias. De modo especial, o gnosticismo dualista e isso foi feito com muita formação. São Paulo lembra a Timóteo: “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores […]” (1Tm 4,1-2).

A Igreja, em todos os tempos, preocupou-se com a formação do povo. Os grandes bispos e padres da Igreja como São Agostinho, Santo Ambrósio, Santo Atanásio, São Irineu e tantos outros gigantes dos primeiros séculos, eram os catequistas do povo de Deus. Suas cartas, sermões e homilias deixam claro o quanto trabalharam na formação dos fiéis.

A importância do Catecismo da Igreja Católica na formação

Hoje, o melhor roteiro que Deus nos oferece para uma boa formação é o Catecismo da Igreja Católica, aprovado em 1992 pelo saudoso Papa João Paulo II. Em sua apresentação, na Constituição Apostólica ‘Fidei Depositum’, ele declarou:

“O Catecismo da Igreja Católica […] é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé”. E pede: “Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica. Esse Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica. O ‘Catecismo da Igreja Católica’, por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte ‘a razão da nossa esperança’ (cf. 1Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê”.

A Igreja confia nos leigos

Essas palavras do Papa João Paulo II mostram a importância do Catecismo para a formação do povo católico. Sem isso, esse povo continuará sendo vítima das seitas, enganado por falsos pastores e por falsas doutrinas.

Mais do que nunca, a Igreja confia nos leigos, abre-lhes cada vez mais a porta para evangelizar. Então, precisamos fazer isso com seriedade e responsabilidade. Ninguém pode ensinar aquilo que quer, o que “acha certo”; somos obrigados a ensinar o que ensina a Igreja, pois só ela recebeu de Deus o carisma da infalibilidade. Ninguém é catequista e missionário por própria conta, mas é um enviado da Igreja. Sem a fidelidade a ela, tudo pode ser perdido. Portanto, é preciso estar preparado, estudar, conhecer a Igreja, a doutrina, a sua história, o Catecismo, os documentos importantes, a liturgia entre outros. Quanto mais conhecermos a Igreja e todo o tesouro que ela traz em seu coração, tanto mais a amaremos.

 

Fonte:https://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/como-posso-ser-um-catolico-bem-formado-e-contribuir-com-minha-fe/

 

domingo, 26 de novembro de 2023

O Papa João Paulo II

 

O Papa João Paulo II, cujo nome de nascimento era Karol Józef Wojtyła, foi o pontífice da Igreja Católica de 1978 até sua morte em 2005. Durante seu papado, ele escreveu diversas encíclicas, cartas apostólicas e livros que abordam uma variedade de questões teológicas, éticas e sociais. Abaixo estão algumas das obras mais notáveis associadas ao Papa João Paulo II:

"Redemptor Hominis" (O Redentor do Homem) - Sua primeira encíclica, publicada em 1979, trata da redenção e da dignidade humana.

"Dives in Misericordia" (Rico em Misericórdia) - Uma encíclica de 1980 que explora o tema da misericórdia divina.


"Laborem Exercens" (O Trabalho Humano) - Encíclica de 1981 sobre o trabalho humano e a dignidade do trabalhador.

"Slavorum Apostoli" (Apóstolos dos Eslavos) - Carta apostólica de 1985 sobre os santos Cirilo e Metódio, apóstolos dos eslavos.

"Mulieris Dignitatem" (A Dignidade da Mulher) - Carta apostólica de 1988 sobre a dignidade da mulher.

"Centesimus Annus" (Centésimo Ano) - Encíclica de 1991 que aborda a justiça social e econômica no centenário da Rerum Novarum.

"Veritatis Splendor" (O Esplendor da Verdade) - Encíclica de 1993 sobre questões éticas e morais.

"Evangelium Vitae" (O Evangelho da Vida) - Encíclica de 1995 que trata da dignidade da vida humana, especialmente no contexto do aborto e da eutanásia.

"Fides et Ratio" (Fé e Razão) - Encíclica de 1998 sobre a relação entre fé e razão.

"Novo Millennio Ineunte" (No Início do Novo Milênio) - Carta apostólica de 2001 que reflete sobre o Jubileu do Ano 2000.

Essas obras representam apenas uma parte do extenso corpus de escritos do Papa João Paulo II. Além disso, ele também escreveu diversos livros, incluindo "Cruzando o Limiar da Esperança" e "Dom e Mistério". Para uma análise mais completa de sua obra, recomenda-se consultar as edições oficiais dos documentos papais e suas biografias autorizadas.

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Quando um papa fala "ex cathedra"

Quando um papa fala "ex cathedra", significa que ele está falando "do trono" em latim. Essa expressão é usada para descrever uma declaração solene e infalível feita pelo Papa em questões de fé e moral dentro da doutrina católica. Quando o Papa fala "ex cathedra", ele está exercendo sua autoridade máxima como o líder espiritual da Igreja Católica.

A infalibilidade papal em assuntos de fé e moral é um dogma da Igreja Católica, conforme definido pelo Concílio Vaticano I em 1870. No entanto, é importante notar que a infalibilidade papal é uma prerrogativa que é aplicada apenas em circunstâncias específicas e não se estende a todas as declarações do Papa.

Para uma declaração ser considerada infalível, três condições devem ser atendidas:

O Papa deve falar em sua capacidade oficial como supremo mestre da Igreja.

A declaração deve ser sobre uma questão de fé ou moral.

O Papa deve expressar claramente sua intenção de falar de maneira infalível.

É raro que um Papa faça uma declaração "ex cathedra", e historicamente isso aconteceu em questões fundamentais, como a definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria em 1854 e a definição da Assunção de Maria em 1950.

Em resumo, quando um Papa fala "ex cathedra", ele está proclamando uma doutrina que deve ser aceita pelos católicos como uma verdadeira e definitiva parte da fé católica. Essas declarações são consideradas infalíveis de acordo com a doutrina católica.

 


A alegria de ser Católico

 

A alegria de ser católico é uma experiência profunda e significativa que transcende as fronteiras da vida cotidiana. Ser católico não é apenas aderir a uma fé, mas mergulhar em uma tradição rica, cheia de história, rituais e ensinamentos que moldaram civilizações e tocaram corações ao longo dos séculos.

A base da alegria católica reside na relação íntima com Deus, um Deus que é amor, misericórdia e graça. Através da oração, da liturgia e dos sacramentos, os católicos encontram uma via para se conectar com o divino, buscando crescimento espiritual e consolo nos momentos de alegria e desafio.

A Eucaristia, celebrada na Missa, é o coração da vida católica. A comunhão com o corpo e o sangue de Cristo não apenas nutre o corpo, mas também alimenta a alma, proporcionando uma profunda experiência de união com o divino. Este sacramento é uma fonte inesgotável de alegria, lembrando-nos da presença constante de Cristo em nossas vidas.

A alegria católica também se manifesta na comunidade. A Igreja Católica é uma família global, unida pela fé em Cristo. Participar de uma comunidade de crentes proporciona um senso de pertencimento, apoio mútuo e a oportunidade de compartilhar a alegria da fé. A solidariedade e a caridade são valores centrais que impulsionam os católicos a servir aos outros, imitando o exemplo de Jesus Cristo.

Além disso, a riqueza da tradição católica, incluindo a veneração dos santos, os rituais litúrgicos e os ensinamentos morais, oferece um guia sólido para a vida. Os católicos encontram conforto na sabedoria atemporal da Igreja, que oferece orientação em questões éticas, proporcionando um caminho para viver uma vida significativa e alinhada com os valores cristãos.

A alegria de ser católico não está isenta de desafios e questionamentos, mas é na busca constante pela verdade e na confiança em Deus que os católicos encontram força e consolação. A fé católica é um convite para viver uma vida plena, imbuída de significado e propósito, guiada pela luz da esperança e da graça divina. Ser católico é mais do que uma identidade religiosa; é uma jornada espiritual que oferece alegria, paz e um profundo senso de pertencimento à família de Deus.

 

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