terça-feira, 7 de novembro de 2017

Existe o Purgatório?



Existe o Purgatório?



A DOUTRINA HERÉTICA chamada Sola Scriptura ('somente a Bíblia', como única regra de fé e prática) é a principal dificuldade para a compreensão da realidade do Purgatório: ocorre que essa palavra específica não se encontra, literalmente, escrita nas páginas da Bíblia.

O problema maior, evidentemente, não está em ter-se a Escritura como regra (nós também a temos), mas sim em tê-la como única e exclusiva regra, principalmente devido às múltiplas interpretações possíveis do Livro sagrado. É perfeitamente possível interpretar qualquer texto – mesmo o Texto inspirado – de maneiras inúmeras, muitas vezes contraditórias entre si, e a prova disso está na diversidade de "igrejas" que incessantemente se multiplicam e disputam pela correta compreensão da Escritura. Nesse triste cenário, a verdade mais óbvia é sempre deixada de lado: a correta interpretação de um texto só pode partir daquele que o produziu e autenticou – no caso da Bíblia Sagrada, a Igreja Católica.



Sobre este assunto, já respondi da seguinte maneira a um colega de classe protestante que se dizia mais livre do que nós, católicos, por supostamente não precisar observar dogmas: "Como poderia ser assim, se o único grande dogma que vocês observam é a sua grande cadeia? O Sola Scriptura é o grande dogma protestante, não há dúvida disto, e você está acorrentado à letra do Livro Sagrado, sendo que esse mesmo Livro diz: 'Vós sois a carta de Cristo escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra (ou em folhas de papel), mas nas tábuas de carne (e nas páginas) do coração (...) o qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata e o Espírito vivifica!'" (2Cor 3,3.6)...

Controvérsias à parte, o Purgatório é –, sim senhor –, ensinado nas Escrituras, e ensinado claramente, mesmo que não literalmente. Antes de abraçar o ingrato trabalho a que sempre nos obrigam, de demonstrar se "está escrito", ou se "não está escrito", seria interessante analisar a questão de uma maneira um pouco menos simplória.

A existência do Purgatório é uma simples exigência da razão humana – que nos foi dada por Deus e que nos torna humanos, porque sem esta seríamos iguais aos animais irracionais. A existência do Purgatório é também uma prova cabal do Amor que Deus tem por nós. Pare um pouco o leitor e pense: se nós, seres humanos falhos e imperfeitos, tentamos aplicar penas justas aos criminosos, proporcionais à gravidade dos crimes cometidos, e sabemos ser ainda mais misericordiosos quando são nossos filhos que pecam contra nós, quanto mais o Deus de Misericórdia Infinita (Lm 3,22), Deus que é Amor (1Jo 4, 8), não saberia lidar com os pecadores de acordo com as suas culpas?

Imagine um indivíduo que, por sentir fome, furtou um pacote de biscoitos no mercado. Logo depois, ele atravessa uma rua e é atropelado, vindo a falecer. Imagine que este indivíduo tenha aceitado Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, em algum momento, e praticado muitas vezes o bem, durante sua vida.

Bem, tal pessoa pecou contra o sétimo Mandamento da Lei de Deus – "Não roubarás" (Ex 20,15; Dt 5,19; Mt 19,18) – e segundo a compreensão protestante "clássica" (se podemos chamar assim) por cometer pecado está afastado da perfeita Comunhão com o Pai Celestial. E em nosso exemplo morreu sem confessar este pecado. Mas... Será que este  ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus – e este filho de Deus – mereceria receber como pena, por ter furtado um pacote de biscoitos para saciar a sua fome, uma pena eterna? Sofrer para todo o sempre num inferno de chamas? Será que esse castigo seria compatível com a perfeita Justiça Divina, proclamada no verso 137 do Salmo 119? E com a Misericórdia infinita de Deus, cantada no Livro das Lamentações (3, 22)?


'Provando biblicamente' a existência do Purgatório

A palavra “Purgatório” não aparece na Bíblia, literalmente. Esse termo foi definido pela Igreja. A mesma Igreja que a própria Bíblia Sagrada declara ser "a coluna e o sustentáculo da Verdade" (1Tm 3,15). Aqui é importante abrir parênteses para lembrar que nós, cristãos católicos, reconhecemos a realidade do Purgatório desde o primeiro século da Era Cristã, isto é, desde antes de o Novo Testamento da Bíblia existir enquanto tal. Mas o conceito do Purgatório, a realidade de um lugar ou estado de purificação das almas, é facilmente encontrado também nas Escrituras, como veremos agora.

Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja, no ano de 593dC já explicava o Purgatório conforme a Bíblia, nas palavras de Cristo:

Aquele que é a Verdade, Jesus, afirma que existe antes do Juízo um fogo purificador, pois Ele disse: ‘Se alguém blasfemar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro’ (Mt 12,32). Vemos então que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo (neste século), e outras, num mundo (ou século) futuro. O pecado contra o Espírito não será perdoado neste mundo e nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, que há pecados que serão perdoados após a morte.1

Em 1Coríntios, Paulo também ensina a realidade do Purgatório: fala por metáforas dos que constroem as suas casas sobre o Fundamento que é Cristo: alguns utilizam material resistente ao fogo, outros usam materiais que não resistem ao fogo. Paulo apresenta o Juízo de Deus justamente como fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, seu autor “receberá uma recompensa”; se não resistir, seu autor sofrerá uma pena, mas essa pena não é a condenação eterna, pois o texto diz que aquele cuja obra for perdida ainda se salvará: “Este perderá a recompensa; Ele mesmo, entretanto, será salvo, mas como que através do fogo” (1Cor 3,15).

Também em Mc 3,29, Jesus dá uma imagem nítida do Purgatório:

O servo que, apesar de conhecer a Vontade de seu Senhor, lhe desobedeceu, será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a Vontade de seu Senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes. (Lc 12,45-48)

Aí está o que a Igreja chama de Purgatório: Jesus mesmo ensina que, após a morte, há um estado em que os que foram pouco fiéis serão purificados por algum tempo, de acordo com suas culpas, e não eternamente.

Outra passagem bíblica que confirma o Purgatório é Lucas 12, 58-59:

Faze o possível para entrar em acordo com o teu adversário no caminho até o magistrado, para que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali até pagares o último centavo.

O Cristo não diz: “Nunca mais sairás dali”, mas ensina claramente: ao fim desta vida, seremos entregues ao Juiz, que poderá nos mandar a uma prisão de onde não sairemos até saldarmos as nossas dívidas – mas da qual um dia sairemos. A condenação não é eterna em alguns casos, diferentes dos daqueles que vão ao Inferno. A mesma afirmação está em Mt 5, 22-26.

Mais: em 1Pedro (3,18-19; 4,6) vemos uma outra afirmação que nos leva inequivocamente à conclusão da existência do Purgatório:

Cristo padeceu a morte em carne, mas foi vivificado quanto ao Espírito. Neste mesmo Espírito Ele foi pregar aos espíritos detidos na prisão: aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes.

Obviamente, o Cristo não teria porque pregar àquelas almas, se elas não tivessem a possibilidade de salvação: vemos que os antigos estavam numa “prisão” temporária. Novamente, aí está o Purgatório: um estado onde as almas aguardam pela Salvação definitiva. Evidentemente não é o Céu, um lugar ou estado de alegria eterna na Presença de Deus, mas também não é um lugar de tormento eterno e irremediável. É um lugar ou estado da alma onde os espíritos são purificados, um lugar ensinado claramente na Bíblia Sagrada, inclusive pelo próprio Senhor Jesus Cristo.

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1. São Gregório Magno, Diálogos 4,39.
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Fontes bibliográficas:
• CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.
• Website Veritatis Splendor, artigo "O Purgatório, a Igreja primitiva e os Santos Padres", diponível em:
http://veritatis.com.br/patristica/patrologia/435-o-purgatorio-a-igreja-primitiva-e-os-santos-padres

Acesso 25/3/014

Origem da Festa de Halloween


Halloween: o apreço dessa celebração, em alguns lugares, decorre da onda neopagã

A Festa de Halloween, de origem celta, tem sua inspiração no druidismo ou na religião dos sacerdotes celtas, que muito marcaram o pensamento dos povos da Irlanda, Escócia e regiões da Inglaterra. Supunha-se que os mortos vinham à Terra visitar seus familiares na noite de 31 e outubro para 1º de novembro. Em consequência disso, homens e mulheres se vestiam com trajes fantasiosos, a fim de não serem reconhecidos e arrebatados pelos visitantes do além. A essas concepções associava-se o festival de fim do ano celta celebrado no dia 31 de outubro com presentes e orgias. Esse fundo de ideias e práticas pagãs foi, tanto quanto possível, cristianizado pela Igreja, que instituiu a Festa de Todos os Santos a 1º de novembro e a comemoração de Finados a 2 de novembro.
Ainda hoje, o Halloween é festejado nos Estados Unidos, levado para lá pelos imigrantes irlandeses. Todavia, muitos abusos são registrados em tais celebrações.
No Brasil, a Festa de Halloween toma o caráter de um pequeno carnaval, em que as crianças trajam suas fantasias e recebem presentes. O apreço dessa celebração em alguns lugares decorre da onda neopagã, que tem invadido a civilização ocidental.
Na tarde do dia 31 de outubro, celebra-se em alguns lugares a vigília da Festa de Halloween (Allhallowseven).
Muitas pessoas, um tanto estupefatas, perguntam-se: “Que festa é essa?”.

A origem da festa

À primeira vista, quem considera a Festa de Halloween, como é celebrada no Brasil, dirá que é uma comemoração folclórica, popular e inofensiva: as crianças se vestem de fantasias (quase carnavalescas) e põem seus sapatos à porta da residência dos vizinhos, para que estes lhes deem presentes. Há, porém, quem levante suspeitas sobre o significado de tais celebrações; suspeitas, aliás, justificadas, dada a origem do Halloween.
Com efeito, a Festa de Halloween tem seu berço entre os povos celtas. Esses vieram da Ásia para o Continente Europeu nos séculos anteriores a Cristo e se fixaram principalmente na Gália, na Irlanda, com os druidas como guardiões das tradições religiosas de sua gente, que tinham conhecimentos de astronomia, medicina e direito. Os druidas exerciam as funções de juízes e líderes, dotados de “dons proféticos” ou da capacidade de prever o futuro. Acreditavam na imortalidade da alma e de metempsicose ou na migração das almas dos falecidos. Eles foram um fator de unidade do mundo celta, por isso foram combatidos pelos romanos, que conquistaram a Gália e as Ilhas Britânicas.
De modo especial, os celtas valorizavam a noite de 31 de outubro para 1º de novembro. Isso por dois motivos:
1) O ano celta terminava em 31/10, dia do olho de Samhain. Tal dia era celebrado com ritos religiosos e agrários. Nessa ocasião, comiam-se alimentos especiais como nozes e maçãs, e preparavam-se os alimentos para o inverno.
2) Na noite de 31 de outubro para 1º de novembro, julgava-se que os mortos desciam do além para a terra, a fim de visitar seus familiares à procura de calor e bom ânimo frente ao frio do inverno que se aproximava.
Dessa maneira, Samhain assinalava o fim de um ano e o começo de outro, juntamente com o festival dos mortos. A celebração respectiva implicava todo um folclore típico. Os homens e as mulheres vestiam trajes fantasiosos, a fim de se dissimilarem e não serem arrebatados pelos espíritos dos falecidos para o além. Por estarem começando novo ano, desejavam uns aos outros plena felicidade. Havia magos que procuravam saber “profeticamente” quem haveria de se casar e quem haveria de morrer no próximo ano; tentavam adivinhar também quais as melhores oportunidades de êxito em seus empreendimentos. Ao lado desse aspecto festivo, havia o apavorante: julgava-se que as bruxas, as fadas e os gnomos lançavam o terror no povo: eram tidos como seres de um mundo superior que roubavam crianças, destruíam colheitas e matavam o gado.
Dentro desse quadro de festa e pavor, os homens acendiam lanternas no topo das colinas sob o olhar de Samhain; o fogo luminoso podia servir para guiar os espíritos até a casa dos familiares, como também para matar ou afugentar as bruxas.
Tais são os elementos dos quais dependem a festa moderna de Halloween. Além desses dados de origem céltica, julga-se que o Halloween traz também resquício da festa romana da colheita dita “Pomona”; resquícios, porém, muito mais pálidos do que os de origem celta.

Por que a Igreja instituiu a Festa de Todos os Santos

O Cristianismo, ao penetrar nas regiões da Gália e das Ilhas Britânicas, encontrou aí a celebração pagã mencionada. A Igreja procurou eliminar os elementos mitológicos do festival. Assim, o dia 1º de novembro foi “cristianizado”. Com efeito, o Papa Gregório III (731-741) escolheu a data de 1º de novembro para celebrar a festa da consagração de uma capela na basílica de São Pedro em honra de Todos os Santos. Em 834, o Papa Gregório IV estendeu a festa à Igreja inteira; dessa maneira, procurava-se dar um sentido cristão à celebração, da vinda dos espíritos dos falecidos praticada pelo druidismo.
A cristianização foi corroborada pelo fato de que, em 908, Santo Odilon, abade de Cluny (França), começou a celebrar a memória de todos os fiéis defuntos aos 2 de novembro. Os cristãos tentaram assim neutralizar os efeitos dos antigos ritos pagãos.
Todavia, não foi possível aos cristãos retirarem todo o resquício mitológico. Na Idade Média, dava-se grande importância às bruxas, que eram tidas como agentes do demônio; como se dizia, esses desciam sobre as bruxas em “sabbaths”, quando havia banquetes e orgias. Um dos mais importantes “sabbaths” era precisamente o dia da noite de 31 de outubro; supunha-se que as bruxas iam a esses bacanais voando em cabo de vassoura, acompanhadas de gatos pretos.
Nos Estados Unidos, a Festa de Halloween foi introduzida pelos imigrantes irlandeses a partir de 1840; e tem sido celebrada com vandalismo e danos para muitas famílias.
No Brasil, também há redutos de Halloween, com fantasias e presentes para as crianças. Tal festividade tem caráter ambíguo, fomentado pela onda de paganismo renascente.
Fonte: Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/a-origem-da-festa-dos-halloween/

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Dom de Linguás

No dom de línguas se apresentam o orar em línguas e o falar em línguas

O orar em línguas é pessoal e voltado para Deus. Só o Senhor entende essa oração e, em geral, ela não é interpretada. Já o falar em línguas é uma mensagem para as pessoas que estão reunidas em oração, e só tem finalidade se dela resultar uma interpretação. Por isso, quem fala em línguas, peça na oração o dom de interpretação, diz São Paulo (1 Cor 14,13).

O falar em línguas é uma espécie de profecia. Dessa forma, é Deus quem fala ao seu povo. Fala porque quer que seus filhos o compreendam. Então, ao mesmo tempo que Deus suscita a profecia ou o falar em línguas, concede também, a alguém ali presente, o dom de a interpretar. Pode ser que Deus conceda o dom da interpretação à mesma pessoa que trouxe a mensagem em línguas. Pode ser também que o Senhor dê a mensagem em línguas a uma pessoa e a interpretação a outra. Mas a instrução é clara: "Se não houver intérprete, fiquem calados na reunião, e falem consigo mesmos e com Deus" (1 Cor 14,28).

Não se trata de tradução

Podemos perceber que não se trata de tradução, mas de interpretação. Ninguém é capaz de traduzir o falar em línguas, mas é possível interpretá-lo. A interpretação é um dom e uma arte que podemos encontrar nas comunidades carismáticas que Deus tem suscitado.

Na tradução, pegamos palavra por palavra e encontramos a correspondência em outra língua. Quando digo que a palavra "janela" corresponde a "window" em inglês e "fenêtre" em francês, estou traduzindo.

Reproduzir o pensamento de Deus

Interpretar é diferente, é descobrir o sentido do que está sendo dito. No caso do dom de línguas, é reproduzir o pensamento de Deus, tornar claro o sentido da mensagem que Ele enviou. Estamos falando de uma mensagem que Deus dirige àquela comunidade de pessoas reunidas, ou a uma única pessoa. Normalmente acontece assim: Após um momento intenso de oração, em geral, depois de um bom tempo de oração em línguas, faz-se um profundo silêncio, cheio de adoração e expectativa para escutar o Senhor. Todos estão em silencio… de repente, uma única pessoa em todo o grupo começa a falar em línguas. Todos a escutam. Quando ela termina, todos devem permanecer em silêncio até que uma outra pessoa comece a falar aquela mesma mensagem na língua que todos entendem, no nosso caso, a língua portuguesa.

O dom de línguas exige muita fé e coragem

Quem recebe o dom de interpretação percebe qua as palavras vêm a sua mente uma a uma. Nessa hora, podemos sentir como se os pensamentos sumissem e apenas aquela palavra o ocupasse. A palavra seguinte só surge em nossa mente depois que proclamamos a anterior. À medida que vamos falando, a próxima palavra surge. Exercer esse dom exige muita fé e coragem, pois, quando a pessoa abre a boca para trazer a interpretação, na verdade, ela dispõe de apenas uma única palavra. Só depois as outras vão se juntando a ela e formando a frase, a idéia, a mensagem.

A pessoa que recebeu o dom da interpretação deve trazer a mensagem na primeira pessoa, em nome do Senhor. Ela deve proclamar essa palavra dizendo: "Eis o que o Senhor" ou "O Senhor fala", e logo em seguida falar na primeira pessoa a mensagem que recebeu em seu coração, como o próprio Deus falando. O Senhor nos concede o seu dom para que proclamemos a mensagem em seu nome e não para que expliquemos às pessoas o que Ele nos falou.

Deus abençoe você!

Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova