segunda-feira, 9 de julho de 2018

Reflexão sobre " Confiança em Deus"



Papa Francisco: "O amor de Deus é gratuito"


“Temos que nos proteger dos ‘doutores da lei’ que limitam os horizontes de Deus e minimizam o seu amor. O amor de Deus é gratuito e ninguém pode controlar a salvação”.

As palavras são retiradas da homilia desta manhã do Papa Francisco na eucaristia a que presidiu na Casa de Santa Marta.

Na ocasião, e tomando o evangelho do dia o Papa afirmou que como cristãos “temos muita dificuldade em entender a gratuidade da salvação em Jesus Cristo”. Para Francisco, que centrou a sua homília no mandamento do amor, esta dificuldade já a encontra o apostolo Paulo que “encontra grande dificuldade e resistência em explicar aos homens do seu tempo que a verdadeira doutrina era a ‘gratuidade da salvação’”. O Papa reforçou a ideia afirmando que “estando nós acostumados a ouvir que Jesus é o Filho de Deus que veio por amor para nos salvar e depois morreu por nós” enfermamos pela mesma dificuldade pois “quando entramos no mistério de Deus ‘deste amor sem limites’ ficamos maravilhados e por vezes ‘preferimos não entendê-lo’”.
Tomando o diálogo de Jesus com os doutores da lei Francisco convidou os crentes a “colocar os seus olhos sobre o mesmo e a fazer “o que Jesus nos diz” pois isso “é bom”. De tal modo que se constitui “como a minha resposta à salvação, que é gratuita, que vem do amor gratuito de Deus".
Doutores da lei: Guardas da salvação
Olhando para o diálogo entre Jesus e os doutores o Papa recordou que “Jesus também implica um pouco com os doutores da lei, dizendo-lhes coisas fortes, muito duras: ‘Vocês levaram embora a chave do conhecimento, vocês não entraram, impediram quem queria entrar, levaram a chave’, ou seja, a chave da gratuidade da salvação, do conhecimento”. Para o Papa estes homens pensavam genuinamente “que somente respeitando todos os mandamentos era possível salvar-se, e que quem não o fizesse seria condenado”. Assim, “limitavam os horizontes de Deus e tornavam o seu amor pequenino, à medida de cada um de nós”.
Neste ponto o Papa ressalvou que “não deixando de cumprir os mandamentos” Jesus sintetizou-os no “amar a Deus e ao próximo” e afirmou que “só com esta atitude” ficaremos à “altura da gratuidade da salvação, porque o amor é gratuito”.
No final da sua intervenção o Papa deixou, para reflexão, algumas questões:
“Acredito que o Senhor me salvou gratuitamente?’ Creio que não mereço a salvação? E se a mereço, é graças a Jesus Cristo e aquilo que Ele fez por mim?”:
“Perguntemo-nos, porque somente assim seremos fiéis a este amor tão misericordioso: amor de pai e de mãe, porque Deus também diz que Ele é como uma mãe connosco; grandes horizontes, sem limites nem limitações. E não nos deixemos enganar pelos doutores que limitam este amor”.

Educris com Rádio Vaticano

Fonte: http://www.educris.com/v2/artigos/5319-papa-francisco-o-amor-de-deus-e-gratuito

Quanto Custa o Seu ministério ?



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sereis batizados no Espírito Santo



Na celebração da vigília de Pentecostes de 2004, em Roma, o Papa João Paulo II afirmou em seu discurso: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um renovado salto de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio” (29/05/2004).
Ora, o elemento central de toda a espiritualidade de Pentecostes não é um devocional, um rito litúrgico ou uma novena de orações, simplesmente. Aquilo de mais significativo que a espiritualidade de Pentecostes - mormente em conseqüência da reflexão emanada do Concílio Vaticano II a respeito da Pessoa e do operar do Espírito Santo - tem resgatado e oferecido à Igreja é uma experiência: a experiência do chamado “Batismo no Espírito Santo”...
“Entre os católicos da Renovação a frase ‘batismo no Espírito Santo’ se refere a dois sentidos ou momentos. O primeiro é propriamente teológico. Nesse sentido, todo membro da Igreja é batizado no Espírito Santo pelo fato de ter recebido os sacramentos da iniciação Cristã. O segundo é de ordem experiencial e se refere ao momento ou processo de crescimento pelo qual a presença ativa do Espírito, recebido na iniciação, se torna sensível à consciência da pessoa. Quando se fala, na renovação católica, do batismo no Espírito Santo, recebido na iniciação, se torna sensível à consciência da pessoa. Quando se fala, na renovação católica, do batismo no Espírito Santo, geralmente se refere a essa experiência consciente que é o sentido experiencial.” (Documento de Malines, Orientações Teológicas e Pastorais da RCC, Cardeal Suenens e outros). Para Dom Paul Josef Cordes - atual presidente do Pontifício Conselho Cor Unum (das obras de misericórdia) - , “o batismo no Espírito Santo” é experiência concreta da “graça de Pentecostes” na qual a ação do Espírito Santo torna-se realidade experimentada na vida do indivíduo e da comunidade de fé.
O “derramamento do Espírito Santo” é introdução decisiva a uma renovada percepção e a um novo entendimento da presença e da ação de Deus na vida pessoal e no mundo. É, em suma, a redescoberta experiencial, na fé, de que Jesus é Senhor pelo poder do Espírito para a glória do Pai. Enraizado na graça batismal, o “batismo no Espírito” é essencialmente a experiência da renovada comunhão com as pessoas divinas. É abertura e manifestação da vida trinitária nos que foram batizados [...] Com demasiada freqüência, indivíduos batizados não tiveram um encontro genuíno com o Senhor; “muitas vezes não se verificou a primeira evangelização” e ainda não há “adesão explícita e pessoal a Jesus Cristo” (Catechese Tradendae 19). Segundo ainda Dom Paul Cordes, a expressão “batismo no Espírito” pode ser usada em muitos sentidos. Aqui, “batismo no Espírito Santo” é usada com respeito à experiência de receber o Espírito Santo com a vida de graça, juntamente com a recepção dos carismas, como parte integrante da iniciação cristã, ou como reapropriação ou inspiração mais tardia em um contexto não-sacramental do que já foi recebido na iniciação (op.cit; p.28). Como se vê, há de se entender aqui a palavra “batismo”, no seu sentido primário, não sacramental, que se refere ao ato de mergulhar, imergir alguma coisa ou alguém em uma outra realidade (no nosso caso, um “inundar-se” no mistério da efusão do Espírito dispensado pelo Pai por intermédio de Jesus, em Pentecostes, que foi “derramado” conforme a promessa (cf. At 2,16-21).
Também se recorre com freqüência ao termo efusão do Espírito ou, ainda, “derramamento do Espírito”, e mesmo “um liberar do Espírito Santo”, querendo-se, sempre, referir-se àquela experiência que nos leva a abrirmo-nos mais à realidade da Trindade de Deus em nós, com uma crescente consciência a respeito do significado dos sacramentos da iniciação cristã, nos batizados
sacramentalmente. Essa especial e profunda “percepção” – definida, perceptível, envolvente – do relacionamento pessoal com Jesus Cristo que essa experiência proporciona não faz parte de nenhum movimento em particular - em caráter exclusivo - mas é patrimônio da Igreja, que celebra os sacramentos da iniciação e por quem recebemos o Espírito Santo.
Antes de entender e elaborar uma teologia a respeito do Espírito Santo, os apóstolos tiveram uma experiência com Ele. Ainda que, a princípio, não entendêssemos tudo o que pode significar, os frutos desse chamado batismo no Espírito deveriam, por si sós, motivar-nos a querê-lo, a desejá-lo- e com muita sede - para a nossa vida de fé. Alguns dos frutos que se percebem na vida dos que buscam e experimentam essa graça são:
•Conversão interior radical e transformação profunda da vida;
•Luz poderosa para compreender melhor mistério de Deus e seu plano de salvação;
•Novo compromisso pessoal com Cristo;
•Gosto pela oração pessoal e comunitária;
•Amor ardente à Palavra de Deus na Escritura;
•Busca viva dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia;
•Amor verdadeiro e autêntico à Igreja e às suas instituições;
•Descobrimento de uma verdadeira opção preferencial pelos pobres;
•Entrega generosa ao serviço dos irmãos, na fé.
•Força divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes;
 

BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS) 

Fonte: http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=935

Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.
O Espírito Santo, o Dom de Deus
"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).
Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.
Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.
Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.
Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.
O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.
Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.
O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.
Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.
Símbolos
O Espírito Santo é representado de diferentes formas:
  • Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.
  • Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.
  • Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito.
  • Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.
  • Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão.
  • A Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".
  • A Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.
Fonte: http://www.acidigital.com/fiestas/pentecostes/espiritusanto.htm