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Semana Santa: o significado de cada dia da celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo

      A Igreja Católica dá início neste Domingo de Ramos, 28 de março – a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 4 de abri...

terça-feira, 28 de maio de 2019

O que são os sacramentais?

São sinais sagrados, pelos quais à imitação dos sacramentos, são significados efeitos espirituais, obtidos pela intercessão da Igreja. Pelos sacramentais, os fiéis se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas situações da vida (SC, 60).
O objetivo dos sacramentais é consagrar toda a vida do homem a Deus e também o seu ambiente de vida, para que ele esteja livre dos perigos e voltado sempre para Deus, livrando-os sempre dos pecados.
Os sacramentais são sinais sagrados. São classificados como dois tipos: objetos(medalhas, crucifixos, rosários, escapulários…), e orações: a) bênçãos (alimentos, oficinas, casas, carros, imagens, máquinas, campos, doentes, etc.); b) consagrações (igreja, altar, cálice, Abade, Virgem, criança após o batismo, esposa, esposo,…) e c) exorcismos.
O número dos sacramentais é muito grande; à medida que se diversificam as situações da vida moderna, a Igreja também diversifica e aumenta as suas orações; pois nada é profano na vida do homem. Diz a Sacrossantum Concilium que “quase não há uso honesto de coisas materiais que não possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem e louvar a Deus” (SC, 61).
É preciso entender que a eficácia santificadora dos sacramentais é diferente dos sacramentos. Ela tem a sua força na oração da Igreja e das disposições da pessoa que recebe ou utiliza o sacramental. Esta eficácia é chamada de “ex opere operantis Ecclesiae”, depende da fé e devoção do ministro e do fiel. No sacramento é diferente, sua eficácia (realização) independe da santidade do ministros e do fiel, pois é ação de Cristo (ex opere operato).
Não se pode exagerar o valor do sacramental, como se fosse um rito mágico ou um amuleto, superstição ou fanatismo. Por outro lado, não se pode desprezar o seu valor, pois o Concílio Vaticano II reafirmou esse valor e também a sua necessidade.
O homem é o lugar-tenente de Deus no mundo, e deve domina-lo pela técnica e pelo trabalho. Os sacramentais o protegem do mal e não o deixa colocar Deus em segundo lugar. O povo gosta dos sacramentais; quando a Igreja não os oferece ao povo, este corre o sério risco de buscar as superstições, amuletos, benzedeiras etc.
O Catecismo da Igreja nos ensina sobre os sacramentais:
§1667 – “A santa mãe Igreja instituiu os sacramentais, que são sinais sagrados pelos quais, à imitação dos sacramentos, são significados efeitos principalmente espirituais, obtidos pela impetração da Igreja. Pelos sacramentais os homens se dispõem a receber o efeito principal dos sacramentos e são santificadas as diversas circunstâncias da vida” (SC 60; CDC, cân. 1166).
§1677 – Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida.
§1678 – Entre os sacramentais, ocupam lugar as bênçãos. Compreendem ao mesmo tempo o louvor a Deus por suas obras e seus dons e a intercessão da Igreja, a fim de que os homens possam fazer uso dos dons de Deus segundo o espírito do Evangelho.
§1679 – Além da liturgia, a vida cristã se nutre de formas variadas de piedade popular, enraizadas em suas diferentes culturas. Velando para esclarecê-las à luz da fé, a Igreja favorece as formas de religiosidade popular que exprimem um instinto evangélico e uma sabedoria humana e que enriquecem a vida cristã.
§1676 – Há necessidade de um discernimento pastoral para sustentar e apoiar a religiosidade popular e, se for o caso, para purificar e retificar o sentido religioso que embasa essas devoções e para fazê-las progredir no conhecimento do mistério de Cristo (cf. CT 54). Sua prática está sujeita ao cuidado e julgamento dos bispos e às normas gerais da Igreja (cf. CT 59).
“A religiosidade do povo, em seu núcleo, é um acervo de valores que responde com sabedoria cristã às grandes incógnitas da existência. A sabedoria popular católica tem uma capacidade de síntese vital; engloba criativamente o divino e o humano, Cristo e Maria, espírito e corpo, comunhão e instituição, pessoa e comunidade, fé e pátria, inteligência e afeto. Esta sabedoria é um humanismo cristão que afirma radicalmente a dignidade de toda pessoa como filho de Deus, estabelece uma fraternidade fundamental, ensina a encontrar a natureza e a compreender o trabalho e proporciona as razões para a alegria e o humor, mesmo em meio de uma vida muito dura. Essa sabedoria é também para o povo um princípio de discernimento, um instinto evangélico pelo qual capta espontaneamente quando se serve na Igreja ao Evangelho e quando ele é esvaziado e asfixiado com outros interesses” (Doc. Puebla, 448; cf. EN, 48).
Texto retirado do livro: “Os Sete Sacramentos” – Prof. Felipe Aquino/ Ed. Cléofas.

Detém-te! O Sagrado Coração de Jesus está comigo


Detém-te! O Sagrado Coração de Jesus está comigo

Conhecido como 'Detém-te', trata-se de um pequeno emblema que pode ser usado sobre o peito, em volta do pescoço ou preso ao casaco, embora o ideal fosse levá-lo à altura do coração, como um lembrete das palavras de São Paulo “Tende em vossos corações os mesmos sentimentos que teve Jesus Cristo no seu” (Filipenses 2,5).

O 'Detém-te' tem uma imagem do Sagrado Coração, que, normalmente, está circundada da seguinte frase: “Detém-te! (ou Alto!) O Sagrado Coração de Jesus está comigo”.


Diz-se que, em 1870, uma cidadã de Roma, depois de consagrar ao Sagrado Coração e à Santíssima Virgem o seu filho que estava de partida para a guerra da unificação da Itália, alistado com os Zuavos Pontifícios[1], lhe entregou um 'Detém-te' que ela mesma desenhou sobre um pedaço de pano vermelho, dizendo: “Ele te trará são e salvo.” O jovem saiu ileso da guerra, dizendo que uma bala atingiu o seu peito, onde tinha o 'Detém-te', e parou sem causar qualquer dano. A Mãe contou isto ao Santo Padre.

O Papa concedeu a aprovação definitiva a essa devoção e disse: “Isso, senhora, é uma inspiração do Céu.” E, em seguida, acrescentou. “Abençoo este Coração e quero que todos aqueles que forem feitos segundo este modelo recebam esta mesma bênção, sem ser necessário que um Padre a renove. Ademais, quero que de modo algum Satanás possa causar dano àqueles que levem consigo o Escudo, símbolo do Coração adorável de Jesus”.

Em seguida, o próprio Papa Pio IX ditou a seguinte oração:

Abri-me o vosso Sagrado Coração, ó Jesus!...
Mostrai-me os seus encantos,
uni-me a Ele para sempre. 
Que todos os movimentos e palpitações do meu coração,
mesmo durante o sono,
Vos sejam um testemunho do meu amor
e Vos digam sem cessar:
Sim, Senhor Jesus, eu Vos adoro...
Aceitai o pouco bem que faço e
fazei-me a mercê de reparar o mal cometido,
para que Vos louve no tempo
e Vos bendiga por toda a eternidade. Amém.
Sagrado Coração de Jesus, eu confio em Vós. 
(Repita três vezes este última jaculatória)

Para incentivar a prática deste Santo Escapulário, o Papa Pio IX concedeu, em 1872, 100 dias de indulgência a todos os que o levarem e rezarem um Pai-Nosso, Avé-Maria e Glória.
Em alguns 'Detém-te', como os que empregaram os contra-revolucionários franceses, desenharam um Sagrado Coração, coroado por uma cruz e com as palavras “Le Roi” (“O Rei”), reconhecendo a Cristo como o verdadeiro Rei de França e o Rei de todos os corações.

O 'Detém-te' foi usado no México pelos Cristeros, que pegaram em armas contra o governo anticristão, entre 1926-1929, e que trazia a legenda “Detém-te, inimigo mau, o coração de Jesus está comigo”. Recorreram também ao 'Detém-te' os católicos cubanos que combateram contra o regime castrista, pois tinham uma especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus e usaram um 'Detém-te' no qual dizia: “Detém-te, bala inimiga, que o Coração de Jesus está comigo”.

Ao recitar a jaculatória do 'Detém-te', renegamos as obras do mundo, do diabo e da carne, e ao mesmo tempo é uma forma de solicitar a protecção d'Aquele que nos amou sem poupar esforços para conseguir o amor dos homens (Palavras literais de Nosso Senhor a Santa Margarida Alacoque).

Que melhor maneira de recordar o Amor do Sacratíssimo Coração que levando sobre o nosso peito um 'Detém-te'? Já dizia o Papa Pio XII, sobre a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que considerava esta prática como “a mais completa profissão da Religião Cristã” (Encíclica Haurietis Aquas, 15.V.1956).
Adaptado de Pale Ideas

[1] “Zuavos Pontifícios” eram um regimento militar do Estado Pontifício. Criado a 1 de Janeiro de 1861, à semelhança dos Zuavos do exército francês, era constituído por voluntários, na maioria franceses, belgas e holandeses, que haviam chegado ao Estado Pontifício para defendê-lo de ataques militares por parte do Reino da Itália que desejava tomar Roma, para completar a unidade da península.

A sua história identifica-se com o último decénio de vida do Estado da Igreja (1860-1870). O regimento foi licenciado a 21 de Setembro de 1870, depois da tomada de Roma. O seu valor e seu heroísmo eram devidos principalmente aos princípios que os animaram. Significativo é o que disse deles o estudioso Lorenzo Innocenti: “(...) foram o “baluarte do Trono e do Altar, contribuíram de maneira determinante com o seu voluntariado místico - contraposto à fé laica dos garibaldinos [tropa de Garibaldi] e à fé monárquica das tropas do exército piemontês – para retardar em alguns anos a anexação do Estado da Igreja ao resto da Itália”.


O texto do juramento prestado pelos soldados é bastante representativo das motivações que os animavam: “Eu juro a Deus Omnipotente ser obediente e fiel ao meu soberano, o Pontífice romano, nosso Santo Padre, o Papa Pio IX, e aos seus legítimos sucessores. Juro servi-lo com honra e fidelidade e de sacrificar a minha vida pela defesa da sua augusta e sacra pessoa, pela defesa da sua soberania e pela defesa dos seus direitos.”

Fonte: http://senzapagare.blogspot.com.br


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A Igreja Católica foi fundada por Constantino?

Não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino.

O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337, foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.

No início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.

Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição "In hoc signo vinces" – "Com este sinal vencerás" – este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.

Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : "Havemos por bem anular por completo todas as restrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos – restrições odiosas e indignas de nossa clemência – e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã". Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.

https://cleofas.com.br/a-igreja-catolica-foi-fundada-por-constantino/