quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Uma resposta católica a uma polêmica protestante

O sentido das Escrituras só pode ser esclarecido pela interpretação autorizada do Magistério da Igreja.




Prestem atenção! É preciso pôr um fim nesta polêmica — muito mal fundamentada, aliás — de que a Igreja Católica não possui base bíblica. Essa conversa sem pé nem cabeça, forjada por Martinho Lutero e repisada ainda hoje pelos seus seguidores, já vai longe demais. O cristianismo, dissemos aqui várias vezes, não é a religião do livro, mas de toda a Palavra de Deus. A insistência dos protestantes no dogma da Sola Scriptura, esse, sim, sem qualquer respaldo dos autores sagrados (cf. 2 Ts 2, 15), só consegue produzir ainda mais desconfiança sobre a fé cristã, seja em relação ao catolicismo, seja ao protestantismo. Que tipo de pessoa, hoje em dia, acreditará numa Igreja que prega uma enormidade de conceitos desarticulados, sem a devida consideração pelo contexto cultural e pelos gêneros literários? Que tipo de pessoa se deixará convencer pelos ensinamentos cristãos, quando os próprios cristãos, fazendo mau uso das Escrituras, dividem-se em não se sabe quantas denominações?
A memorização de alguns versículos bíblicos nunca deu, nem dará, o direito a um cidadão qualquer de fundar uma igreja. Não faz muito tempo surgiu na internet um vídeo de um pastor que incentivava o adultério por não saber distinguir entre o adjetivo "adúltera" e o verbo "adultera". Isso se deve não somente a uma dificuldade de interpretação de texto. O problema é mais grave. Chesterton estava certo ao afirmar que "a Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo" [1]. Lógico. Quando as Sagradas Escrituras são retiradas de seu contexto eclesial, um texto alegórico passa-se facilmente por histórico e vice-versa. Perde-se o referencial. Que garante a autenticidade dos quatro evangelhos senão o testemunho da Igreja? Como se prova que o Evangelho segundo São Lucas é verdadeiro e o Evangelho segundo Maria Madalena não? Os protestantes — assim como muitos católicos que se deixam levar por aquela famosa pergunta: "Onde está na Bíblia?" — precisam aprender que a Bíblia não caiu do céu. 300 anos antes da definição do Cânon, já existia uma única Igreja — católica apostólica romana, para deixar claro — governada por bispos, sob a autoridade do Romano Pontífice. Já existia um Magistério antes mesmo que Constantino soubesse soletrar Roma. E é precisamente desse Magistério, cuja autoridade os protestantes adoram tomar para si, que podemos haurir a veracidade do Antigo e do Novo Testamento (cf. 1 Tm 3,15). Negá-lo equivale a negar as próprias Escrituras.
Celebramos nestes dias a Solenidade de Pentecostes. É também a festa da manifestação da Igreja. Os apóstolos, reunidos com Maria, a Mãe de Jesus — como faz notar São Lucas —, rezam no Cenáculo, pedindo a Deus a vinda do Espírito Santo. O Texto Sagrado autoriza-nos a fazer um paralelo muito pertinente com a visita da Virgem Maria à sua prima Isabel. O hagiógrafo diz: "Apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1, 41). É uma espécie de pentecostes antecipado. O cumprimento de Maria suscita, por assim dizer, a descida do Espírito Santo, que diz pela boca de Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 43). Desde o começo, Deus mostra-se, de certo modo, dócil à Virgem Maria. Esta cena vai se repetir nas bodas de Caná, quando o Filho antecipa o início de seu ministério conforme o pedido da mãe (cf. Jo 2, 1-11), e, finalmente, em Pentecostes, quando os apóstolos, unidos à intercessão d'Ela, são inflamados pelas línguas de fogo que caem do céu (cf. At 1, 13-14). A Igreja já nasce mariana. Nasce pela intercessão da Virgem Santíssima. Como se pode constatar, a acusação de que o culto à Nossa Senhora não faz parte do cristianismo é simplesmente ridícula. Na verdade, trata-se de uma blasfêmia — e das mais grosseiras —, porque é o próprio Espírito Santo quem o aprova. Ele diz por Isabel: "Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" (Lc 1, 45).
Uma porção de outros textos bíblicos poderiam ser elencados aqui para respaldar o uso de imagens, a intercessão dos santos, o primado petrino, o celibato clerical etc. Não é nosso objetivo, porém, iniciar um debate deste gênero. Mesmo porque esses temas já foram tratados exaustivamente em outras oportunidades, e de maneira muito mais articulada. Além disso, os protestantes poderiam facilmente apresentar uma outra porção de versículos que, aparentemente, refutariam nossa posição, como sói acontecer quando nos arriscamos a seguir pela falsa premissa da Sola Scriptura. Ora, é exatamente este equívoco que pretendemos desfazer. A Bíblia não é a premissa fundamental porque ela mesma possui argumentos aparentemente contraditórios. É a interpretação autorizada da Igreja que a ilumina e revela a intenção de cada autor sagrado. Como uma criança diante de dois brinquedos a escolher — a comparação é do padre Lima Vaz —, o cristão escolhe não apenas um dos artigos da fé, mas ambos; vê universalmente, pois católico, aceita o todo [2].
Entendam uma coisa. Não existe Bíblia sem IgrejaSacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta, dizem os Santos Padres. Ou seja, a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais. E isso por uma razão muito simples: Jesus se encarnou, não se encadernou. A Igreja, por sua vez, guiada pelo Espírito Santo, perpetua-se na história e dá continuidade a essa encarnação. Não nos esqueçamos: Ela é o Corpo de Cristo. Quem a nega, destarte, nega o próprio Cristo, pois não é possível aceitar a cabeça sem o corpo (cf. Mt 10, 40). Alguns contestam: "Ah, mas os bispos cometem muitos pecados". E daí? Cristo assegurou a infalibilidade da Igreja. Nada disse sobre a impecabilidade de seus pastores. Uma coisa nada tem que ver com a outra. Se aceitamos que a Igreja erra nos juízos de fé, a própria veracidade das Escrituras é posta em xeque. Dan Brown ganha muitas razões para apontar o dedo em nossas caras. As coisas mudam de rumo somente se acolhemos a Tradição, na certeza de que a promessa de Cristo sobre a incorruptibilidade da Igreja é verdadeira — non praevalebunt (cf. Mt 16, 18).
Que fique claro: não pretendemos com isso ofender nossos irmãos protestantes. A Igreja, vale lembrar, admite, em várias circunstâncias — mas sobretudo na defesa da dignidade do homem —, a colaboração "com outras Igrejas cristãs, comunidades e grupos religiosos, a fim de ensinar e promover" o conteúdo moral e social do Evangelho [3]. Apenas desejamos esclarecer alguns pontos de discordâncias que, as mais das vezes, só contribuem para aumentar as divisões e, pior, para a difusão do indiferentismo religioso.
Um pouco de bom senso e humildade nunca fez mal a ninguém. Cristo deixou-nos a Igreja e seus sacramentos para a santificação de nossas almas. Não podemos, a pretexto de uma interpretação particular da Bíblia, relativizar tudo isso (cf. 2 Pd 1, 20). É pecado. É temerário. Sem a Igreja, a Bíblia vira letra morta. Ou aceitamos o Magistério, ou perdemos as Sagradas Escrituras. Tertium non datur.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/uma-resposta-catolica-a-uma-polemica-protestante

Bispos e sacerdotes realizam “exorcismo magno” no México

Cerimônia inédita foi realizada para frear o avanço do aborto, da violência e do satanismo, que “provocaram uma grande infestação satânica em todo o México”.

Um evento sem precedentes teve lugar na cidade de San Luís Potosí, região central do México, quando um grupo de bispos realizou um "exorcismo magno" sobre todo o país.
O rito foi realizado no dia 20 de maio, a portas fechadas, na catedral metropolitana da cidade. Contou com a presença de dois bispos: o arcebispo emérito de Guadalajara, cardeal Juan Sandoval Íñiguez, e o arcebispo de San Luís Potosí, monsenhor Carlos Cabrero. Também participaram da celebração o padre José Antonio Fortea, famoso demonologista espanhol, bem como inúmeros sacerdotes exorcistas vindos de diversas dioceses mexicanas.
O exorcismo foi realizado para conter o avanço do aborto e da violência ligada ao tráfico de drogas, e também para frear práticas como o satanismo e o culto pagão à "santa morte", as quais – segundo explica o pe. Fortea – "provocaram uma grande infestação satânica em todo o México".
Monsenhor Cabrero explicou que o caráter reservado da cerimônia se deve a que "logo aparecem os mórbidos e as más interpretações" e assinalou que "o que se quer buscar é o bem, antes de tudo". Ele também disse que, nesta oração, "se pede, por exemplo, pelas questões do divórcio e do aborto, e que muitas vezes são favorecidas por leis desumanas, que vão contra a própria natureza".
O cardeal Íñiguez assegurou a importância de que as pessoas tomem consciência "da situação tão grave que vivemos no México, que tem uma raiz muito profunda e para além da maldade humana, que é o demônio, o qual está muito conectado com a morte, sendo o homicida desde o princípio". Ele manifestou o desejo de que ritos como esses "se multipliquem" ao redor do mundo.
Em entrevista exclusiva a ACI Prensa, o padre Fortea recordou que essa é a primeira vez que "exorcistas vindos de distintos lugares se reúnem para exorcizar os poderes das trevas não de uma pessoa, mas de todo um país". Na Idade Média, São Francisco de Assis expulsou os demônios da cidade de Arezzo [1], mas isso aconteceu de forma privada. "Deste modo ritual, belo, cheio de cerimônias, nunca antes isso teve lugar em nenhuma parte do mundo."
Perguntado se os demônios podem ser expulsos de um país, o exorcista explicou que, "na medida em que um país aumenta desmedidamente o pecado, nessa medida a ação tentadora dos demônios acontece mais facilmente". "Na medida em que em uma nação se realizem mais atos de bruxaria e mais satanismo, nessa mesma medida acontecerão mais fatos extraordinários provindos desses poderes das trevas."
Ele afirmou que não se deve esperar "nenhum fenômeno extraordinário" como efeito do exorcismo. "Seria um erro pensar que, por realizar um grande exorcismo para toda a nação, tudo já mudará automaticamente", disse. "Se, porém, com o poder recebido de Cristo, afastamos os demônios de uma nação, certamente isso repercutirá positivamente".
Questionado se uma cerimônia dessas poderia se repetir em outros lugares do mundo, o pe. Fortea respondeu que "seria muito desejável". "Temos que ter fé em que Deus entregou um poder aos Apóstolos e que podemos usar esse poder", afirmou. "Satanás ronda, como leão a rugir, procurando a quem devorar, e os pastores podem afastar o depredador da vítima".
VEJA O EXORCISMO:


Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/bispos-e-sacerdotes-realizam-exorcismo-magno-no-mexico



CONGRESSO ESTADUAL DO MINISTÉRIO JOVEM - 2016


domingo, 9 de outubro de 2016

Fé é atitude


Como o cristão deve viver? O que caracteriza a existência cristã? Você, certamente, já pensou sobre essas perguntas! Tenho fé; creio em Deus… Mas qual a incidência da minha fé na minha vida de cada dia? Não podemos separar fé e vida, seja dentro da Igreja, seja andando pela rua não deixamos de ser quem somos. Divorciar a fé da vida é desacreditar a fé e matar a vida! Sem vida, a fé de nada vale; e sem fé, a vida perde o sentido!
Mas, o que é a fé? Fé não se resume na aquisição de conhecimentos, embora estes sejam necessários. Não basta conhecer Jesus, a Igreja e os artigos do Catecismo da Igreja Católica. A fé antes de ser pensada, deve ser celebrada! Fé, antes de ser conhecimento, é seguimento, mesmo no sofrimento! Guarde bem isso! A fé que não gera em nós uma atitude, não é fé verdadeira! É clássica a afirmação de São Tiago: “Mostra-me a tua fé sem as obras, que mostrarei pelas minhas obras a minha fé.”
A comunidade cristã é essencialmente uma comunidade de seguidores. Seguir significa conviver, acompanhar, estar junto… Ter fé em Jesus é conviver com Ele, acompanhá-Lo, estar junto d’Ele. É dizer como Pedro: “Mestre, é bom estar aqui Contigo.” Esse seguimento fiel e assíduo nos converte e nos transforma. Na medida em que convivemos com o Senhor, vamos nos deixando moldar por Ele. Passamos a ser outros “Cristos” – é isso que significa a palavra cristão: ser Cristo para os irmãos!
Assim, a vida cristã deve ser banhada e iluminada pela fé! Resumindo, isso quer dizer, no mínimo, duas coisas:
1ª. Tenho fé porque sei em quem depositei a minha fé! Sei que mesmo no sofrimento não estou sozinho. Deus está comigo. Ele é nosso Deus auxiliador (Leia os poemas do ‘Servo Sofredor’ no livro de Isaías).
2ª. A fé que tenho deve ser traduzida em compromisso concreto com a missão de Jesus. Preciso ser fiel a Ele e tentar reproduzir em minha vida os gestos e as palavras d’Ele.
É claro que não estou fazendo, aqui, qualquer tipo de defesa à preguiça intelectual. Aprender a fé estudando a Bíblia e artigos religiosos é muito importante. Quando a gente ama, procura conhecer profundamente a pessoa amada! Por isso, precisamos ler, meditar e refletir a Palavra de Deus e a doutrina cristã. Mas como devemos fazer isso? Com toda distância, isenção e imparcialidade? Claro que não. Não podemos abdicar da nossa fé quando, ao estudar, procuramos aprofundá-la. Se deixássemos a fé de lado na hora de estudá-la, nos assemelharíamos a um médico legista que, no frio do mármore, estuda um corpo sem vida.
Assim como o caminho se faz caminhando, a fé se faz praticando! Não é algo que guardo na cabeça e no coração, mas que, porque a guardo na cabeça e no coração, move minhas palavras e minhas atitudes!
Fé é vida e a vida do cristão é fé!
Dito mais simplesmente, a fé nasce primeiro de um encontro com o Senhor. Depois disso, vamos nos outros encontros com Ele, nos encantando cada vez mais com aquilo que Ele diz e com aquilo que Ele faz!
Finalmente, no do Salmo 116, temos uma síntese do que foi dito anteriormente: “Andarei na presença do Senhor!” Vida cristã é exatamente isso. Andar na presença do Senhor, de tal maneira que passemos pela terra fazendo o bem (cf. At 10, 38)
Fonte http://formacao.cancaonova.com/diversos/fe-e-atitude/

Deus é o verdadeiro amor, diz Papa em homilia

Na homilia de hoje, Papa lembrou que Deus ama a humanidade, não importa o quanto ela seja pecadora

Da Redação, com Rádio Vaticano
Nem todo amor vem de Deus, mas Deus é o verdadeiro amor. Esse foi o pensamento que conduziu a homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. Francisco lembrou que Deus ama sempre e primeiro, não importa o quanto o homem seja pecador.
Na Primeira Leitura, o apóstolo João faz uma longa reflexão sobre dois mandamentos principais da vida de fé: o amor de Deus e o amor do próximo.
“Esta palavra ‘amor’ é uma palavra usada tantas vezes e não se sabe, quando se usa, o que significa exatamente. O que é o amor? Às vezes pensamos no amor das telenovelas, não, aquilo não parece amor. O amor pode parecer um entusiasmo por uma pessoa e depois…se apaga. De onde vem o verdadeiro amor? Qualquer um que ama foi gerado por Deus, porque Deus é amor”.

O ano do perdão

Francisco observou que João destaca uma característica do amor de Deus: ama “por primeiro”. A prova disso é a narração no Evangelho da multiplicação dos pães, proposta pela liturgia: Jesus olha para a multidão e sente “compaixão”, o que não é a mesma coisa que “sentir pena”, ressaltou o Papa. O amor que Jesus nutre pelas pessoas leva-O a sofrer com elas e esse amor de Deus é exemplificado de inúmeras formas, como nas passagens sobre Zaqueu, Natanael e o filho pródigo.
“Quando temos alguma coisa no coração e queremos pedir perdão ao Senhor, é Ele que nos espera para nos dar o perdão. Este Ano da Misericórdia recorda um pouco isso também: que nós sabemos que o Senhor está nos aguardando, a cada um de nós. Por que? Para nos abraçar. Nada de mais. Para dizer: filho, filha, te amo. Deixei que crucificassem meu Filho para ti; este é o preço do meu amor; este é o presente de amor”.
O Papa enfatizou que Deus espera pelo homem, mas quer que ele abra a porta do seu coração, é preciso ter essa certeza sempre. “Ir ao Senhor e dizer: ‘Mas tu sabes, Senhor, que te amo’. Ou senão, posso dizer assim: ‘Sabes, Senhor, que eu gostaria de te amar, mas sou muito pecador, muito pecadora”. E Ele fará o mesmo que fez com o filho pródigo, que gastou todo o dinheiro em vícios: nem te deixará acabar a frase, e com um abraço te calará. O abraço do amor de Deus”.
Fonte: http://papa.cancaonova.com/deus-e-o-verdadeiro-amor-diz-papa-em-homilia/

POSTAGEM EM DESTAQUE

EXORCISMOS: REFLEXÕES TEOLÓGICAS E ORIENTAÇÕES