quinta-feira, 7 de abril de 2016

A Igreja Católica foi fundada por Constantino?

Não, a Igreja Católica não foi fundada por Constantino.
O imperador Constantino, também conhecido como Constantino Magno (O Grande) ou Constantino I, nasceu em 274 e faleceu em 337, foi imperador durante 31 anos: de 306 a 337. Era filho de Constâncio Cloro e Helena, uma cristã que se tornou Santa Helena. Casou-se com Faustina, filha de Maximiliano Hércules.
historia_da_igreja_antigaNo início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.
Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição “In hoc signo vinces” – “Com este sinal vencerás” – este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.
Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : “Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos – restrições odiosas e indignas de nossa clemência – e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã”. Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio.

Então quem fundou a Igreja Católica?
Foi o próprio Senhor Jesus Cristo.
A palavra igreja deriva de outra palavra grega que significa assembleia convocada. Neste sentido a Igreja é a reunião de todos os que respondem ao chamado de Jesus:
“…ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 10,16).
Jesus Cristo tinha intenção de fundar uma Igreja, a prova bíblica de sua intenção, encontramos em (Mt 16,18): “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
Outras passagens são também importantes para constatarmos o propósito de Jesus em fundar a Igreja:
A escolha dos doze apóstolos:
– Depois subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a Ele. Designou doze entre eles para ficara_minha_igreja_nova_capa em sua companhia”. (Mc 3,13-14).
– A escolha precisa de doze apóstolos tem um significado muito importante. O Senhor lança os fundamentos do novo povo de Deus. Doze eram as tribos de Israel, surgidas dos doze filhos de Jacá; doze foram os apóstolos para testemunhar a continuidade do Plano de Deus por meio da Igreja.
A Última Ceia
“Tomou em seguida o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este é o cálice da nova aliança em meu sangue, que é derramado por vós…” (Lc 22,19-20).
Assim como era costume para os judeus, Jesus também reuniu os seus apóstolos para celebrar a páscoa. Durante esta cerimônia foi celebrada a última ceia. Jesus se apresenta como o novo e verdadeiro cordeiro, dá aos seus seguidores o alimento do Seu corpo e sangue.
As palavras “fazei isto em memória de mim” apresentam o distintivo do novo povo de Deus. Deste modo, a última ceia passou a ser o alicerce e o centro da vida da Igreja que estava nascendo. Afinal, por meio da ceia o Senhor se torna de um modo mais forte presente entre o seu povo.
E, finalmente, segundo Santo Agostinho, a Igreja começou “onde o Espírito Santo desceu do céu e encheu 120 pessoas que se encontravam na sala do Cenáculo”. O derramar do Espírito, em Pentecostes, foi como a inauguração oficial da Igreja para o mundo.
Estamos vivendo um momento do cristianismo onde muitas igrejas são criadas a cada momento:

Os luteranos foram fundados por Martinho Lutero em 1524.
Os anglicanos pelo rei Henrique VIII em 1534, porque o Papa não havia permitido seu divórcio para se casar com Ana Bolena.
Os presbiterianos por John Knox em 1560.
Os batistas por John Smith em 1609.
Os metodistas por John wesley em 1739 quando decidiu separar-se dos anglicanos.
Os adventistas do sétimo dia começaram com Guilherme Miller e Helen White no século passado.
A congregação cristã do Brasil fundada por Luigi Francescom em 1910.
As assembléias de Deus têm sua origem no despertar pentecostal de 1900 nos EUA. Muitas pessoas saíram de diferentes igrejas evangélicas para formar novas congregações pentecostais. Em 1914 mais de cem destas novas igrejas se juntaram para formar esta nova organização religiosa.
A igreja do evangelho quadrangular foi fundada na década de 20 pela missionária canadense Aimeé Semple McPathersom, que passou da igreja batista para a pentecostal.
A igreja Deus é amor foi fundada por David Miranda em 1962.cpa_no_cora_o_da_igreja_1
A renascer em Cristo surgiu a alguns anos, fundada po Estevan Hernandez.
A igreja universal do reino de Deus surgiu em 1977, fundada por Edir Macedo.
Isto além de outras denominações menores que foram surgindo a partir dessa, cada uma delas sendo fundadas por homens, com diferenças em suas doutrinas e cultos. A pergunta é simples: Como o Espírito Santo poderia animar tantas divisões, Ele que é fonte de unidade? Como identificar a Igreja de Cristo?
No credo do Primeiro Concílio de Constantinopla (ano 381), são apresentados os traços que permitem reconhecer os sinais da Igreja de Cristo:

“Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”
UNA: A Igreja deve ser UMA do mesmo modo como existe “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4,5). A intenção de Jesus Cristo foi fundar uma só Igreja.
SANTA: em virtude do seu fundador: Jesus Cristo. Foi ela que recebeu uma promessa fundamental:
“…as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18).
Deste modo, a razão da própria existência da Igreja está em ser um instrumento de santificação dos homens: “Santifico-me por eles para que também eles sejam santificados pela verdade” (Jo 17,19).
CATÓLICA: porque foi estabelecida para reunir os homens de todos os povos, para formar o único povo de Deus: “Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
APOSTÓLICA: porque está construída sobre o “fundamento dos Apóstolos…” (Ef 2,20). A garantia da legitimidade da Igreja está na continuidade da obra de Jesus por meio da sucessão apostólica. Tudo o que Jesus queria para a sua Igreja foi entregue aos cuidados dos apóstolos: a doutrina, os meios para santificação e a hierarquia. Quando surgiu a “expressão” Igreja católica?
A palavra católica em relação à Igreja foi usada pela primeira vez no segundo século da era cristã por Santo Inácio bispo de Antioquia, na carta dirigida aos esmirnenses: “Onde quer que se apresente o bispo, ali também esteja a comunidade, assim como a presença de Jesus nos assegura a presença da Igreja católica”(8,2).
Foi empregada para destacar o sentido universal da Igreja de Cristo. Aos poucos a palavra católica foi sendo usada para definir aqueles que estavam de fato seguindo a doutrina de Jesus. No final do século II, a igreja cristã já era conhecida como Igreja católica.
Qual é a única Igreja de Cristo?
Encontramos a resposta em uma afirmação do Concílio Vaticano II: “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para propagá-la e regê-la (Mt 28,l8ss), levantando-a para sempre como coluna da verdade (1Tm 3,15)… Esta Igreja(…) subsiste na Igreja católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8).
Examinando os textos bíblicos já apresentados, somos levados a concluir que Jesus fundou somente uma Igreja.
A Pedro disse: “…sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18); apresentou-se como o bom pastor dizendo: “…haverá um só rebanho e um só pastor” (Jo 1016); na sua oração sacerdotal orou ao Pai: “…para que sejam um, como nós somos um… para que sejam perfeitos na unidade…” (Jo 17,22.23).
Jesus só pode ser a cabeça de um corpo, do mesmo modo como somente pode desposar uma noiva, assim como Deus teve somente um povo entre os vários povos.
Entretanto, a Igreja católica reconhece que nestes quase 2000 anos de cristianismo os homens, por causa de seus pecados, arranharam a unidade do Corpo de Cristo. Essas divisões fizeram surgir novas denominações. Observa a Igreja que em muitas delas existem “elementos de santificação e de verdade” (LG 8).

ROTA 300 – ROTA DA MISERICÓRDIA

Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza Missionário da Misericórdia
No ano de 2017 o Brasil celebrará os 300 anos em que foi encontrada no Rio Paraíba a pequena imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição. Essa imagem recebeu, posteriormente, o título de Nossa Senhora Aparecida. Devido à grande repercussão do ocorrido e de tudo o que aconteceu ao redor daquela Imagem, logo o fato tornou-se conhecido e a fama daquela “imagenzinha” espalhou-se. Em pouco tempo a devoção local a Nossa Senhora Aparecida alcançou todo território nacional e a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi declarada Rainha e Padroeira do Brasil.
Para celebrar os 300 anos do “aparecimento” de Nossa Senhora naquelas terras foi lançado oProjeto Rota 300, que desde 2015 já está em execução. Uma imagem peregrina está visitando as Dioceses do Brasil, como que partilhando e animando os fieis a participarem dessa grande festa em 2017. O Rota 300 ganhou um grande apoio: a Juventude do Brasil!Uma vez que o Setor Juventude da CNBB encabeçou, dentro do Rota 300, o aspecto da evangelização, retomando a belíssima experiência da peregrinação dos ícones da JMJ Rio 2013, e mais uma vez dando aos jovens o papel de protagonistas do anúncio da Boa Nova, levados pelo Espírito Santo.
Era assim que o Santo Padre animava os jovens na sua passagem por Aparecida em 2013: “Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo” (Homilia, 24/07/2013).
Assim, após peregrinar por várias Dioceses do nosso imenso Brasil chega a vez da Imagem da Virgem de Aparecida visitar a Arquidiocese de Fortaleza.  Certamente, será tempo de renovada missão para os jovens e todas as pessoas que se propuserem a levar a mensagem do Evangelho a tantos quantos forem visitados por Nossa Senhora, a Mãe da Esperança. Dizia ainda o Papa Francisco que “é de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria” (Aparecida, Homilia, 24/072013).
Na Arquidiocese de Fortaleza, a imagem peregrina chegará no dia 12 de abril e permanecerá até 28 de maio, visitará da Cidade ao Campo, do Litoral ao Sertão, das planícies às serras.Estará nas Igrejas e no meio do povo, visitará casas de recuperação para dependentes químicos, centros de privação de liberdade juvenil, enfim. Com Maria, a Mãe Aparecida, queremos incendiar com o fogo do amor do Coração de Jesus os mais variados ambientes que a Mãe visitar junto com os missionários, até porque, “se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado”(Papa Francisco, Aparecida, Homilia, 24/072013).
O Rota 300 será tempo de sentirmos de maneira ainda mais próxima e viva a Misericórdia de Deus. A visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida às periferias existenciais e sociais, aos campos mais variados de missão, como as Praças e tantas outras dependências públicas será uma visita de Misericórdia, uma visita de amor.No discurso aos Bispos do Brasil, em 2013, no Rio de Janeiro, dizia o Santo Padre: No início do evento que é Aparecida, está a busca dos pescadores pobres. Tanta fome e poucos recursos. As pessoas sempre precisam de pão. Os homens partem sempre das suas carências, mesmo hoje.Possuem um barco frágil, inadequado; têm redes decadentes, talvez mesmo danificadas, insuficientes” (27/07/2013).
Rota 300 será tempo de missão, será tempo de renovação da esperança em tempos difíceis para nosso povo; Rota 300 será tempo de sentirmos que não estamos sozinhos, mas que a boa Mãe do Céu nos acompanha sempre. Rota 300 será tempo de Misericórdia.
Esperamos confiantes que a visita da imagem peregrina da Padroeira do Brasil seja sinal vivo da presença do seu próprio Filho Jesus Cristo, o Verbo que se encarnou naquele ventre maternal. Que a visita de Nossa Senhora Aparecida seja sinal vivo da presença do amor misericordioso de Deus que na pequenez da sua Serva, Maria de Nazaré, encontrou espaço de salvação para toda a humanidade.
Coloquemo-nos em missão com a Mãe Aparecida.

Fonte: http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/rota-300-rota-da-misericordia/

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