terça-feira, 30 de novembro de 2010

As quatro velas do Advento

As quatro velas do Advento


Liturgicamente, o tempo do Advento (do latim adventus = chegada) corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico - roxa -, diferenciando-se a terceira vela - rosa - como alegre preparação para a vinda do Senhor.
Neste sentido, relembramos que as vestes litúrgicas devem ser de cor roxa, como sinal de nossa conversão em preparação para o Natal, com exceção do terceiro domingo, onde o rosa substitui o roxo, revelando o Domingo da Alegria (ou Domingo Gaudette). O Advento deve ser tempo de celebração onde a sobriedade e a moderação são características peculiares da liturgia, evitando-se antecipar a plena alegria da festa do Natal de Jesus. Por isso, neste período não se entoa o “Glória” e nossos passos, nesse recolhimento, seguem em direção ao sublime momento do nascimento de Jesus.
AS QUATRO VELAS
Rito - Na celebração eucarística, um pequeno rito pode ser colocado no início da celebração, liturgia da palavra ou qualquer outro momento conforme o designar o celebrante. O acender das velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria. Seria também muito próprio fazer, em nossas casas, uma breve oração e acendimento das velas nos Domingos que antecedem o natal.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mentirinha ou Mentirona

Quando podemos mentir e quando não podemos? Quer saber?nem 

 Existem situações nas quais uma mentira se faz necessária? Existe alguma forma de mentir sem estar indo contra a Palavra do Senhor? Qual é a diferença entre a mentira considerada grave e uma mentira mais leve? Essas são algumas perguntas que circulam nas mentes de muitas pessoas, principalmente dos jovens.

Para mentiras não existem limites de tamanho, qualquer uma pode abrir as portas para um caminho pelo qual retornar se torna muito mais difícil. Satanás foi o primeiro ser que começou a mentir e a fingir. Ele tramava contra Deus por baixo dos panos, pensando que de alguma forma iria enganar o seu criador. Infelizmente muitas pessoas vivem como Satanás imaginando estar fazendo as coisas totalmente por “baixo dos panos” se esquecendo que não há nada que façamos na terra, no mar ou no ar que Deus não esteja observando.

Durante a infância muitas crianças escutam os pais contando histórias repletas de ... bem, podemos chamar de ficção. Porém, essa ficção quando é revelada para uma criança, que tem certo entendimento em uma fase mais avançada, se transforma em mentira. “Papai ou mamãe mentiram pra mim quando me falaram do ‘lobo-mau’ ” é um exemplo claro disso. Muitas pessoas acreditam que contando histórias assustadoras para seus filhos eles terão menor interesse em realizar certas brincadeiras, mas fazendo isso as crianças crescem e vão criando suas próprias histórias.

Na fase da adolescência e do descobrimento essas histórias que são criadas pelos jovens assumem tamanhos exorbitantes e podem causar inúmeros problemas para eles no colégio, trabalho e círculo de amizades. E a vida vai passando, os problemas vão aumentando, as fugas enganosas vão se tornando cada vez mais freqüentes e até, em certo ponto, “inevitáveis” para aqueles que passaram toda sua vida assim.

Mas Deus tem algo diferente para a vida dessas pessoas. Deus quer mudar essa situação na qual elas estão, ele quer e ele pode fazer desde que exista espaço para atuar em sua vida. Se existe ainda mentira em sua vida, mesmo que elas pareçam grandes demais para serem solucionadas, traga à tona a realidade dos fatos.

A mentira não pode mais ter lugar em sua vida, pois ela tem um pai, um formador. Está escrito em João 8.44: Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere MENTIRA, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da MENTIRA.

Mas Deus é Pai de amor e perdão e não quer nos ver presos às armadilhas das trevas. Por isso ele nos diz em Efésios 4.25 Pelo que deixai aMENTIRA, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.

Voltemos aos braços do Pai. Vamos nos reconciliar com todos; falemos somente a verdade e apregoando essa verdade em todos os cantos aonde formos poderemos ganhar o mundo para o Reino de Deus. Pois Jesus Cristo é o caminho, a VERDADE e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele.

O Chamado a ser Jovem -Santidade


Temos como objetivo restituir a idéia e o chamado de santidade na mente de cada jovem e adolescente.
Santidade hoje em dia é algo considerado antigo, ultrapassado, descartável. Porque, esta, foi associada à ser cafona, brega, chato, não viver a vida, não poder desfrutar do que é "bom", e viver preso no "mundo do não", trazendo um sentimento sombrio, negativo e extremamente cansativo.
Em primeiro lugar, moda, estilos, gírias, linguagens podem sim ser ultrapassadas, porém, ser santo não é algo carnal e almático e sim totalmente espiritual: "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito
de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." I Coríntios 2:14, um chamado onde sua definição não é estabelecida a cada década e sim é respeitada, observada e vivida à luz
da palavra.
Em segundo lugar, os "inimigos" da santidade reposicionaram na mente humana a idéia de santidade como se fosse uma mulher velha, séria, de preferência de óculos, sem um único sorriso... mas a santidade não está associada à aparência morta, até porque a palavra de Deus diz que o coração alegre formoseia o rosto. E se santidade é um chamado,
entendemos que quando o cumprimos em um propósito, tornamo-nos jovens satisfeitos e os mais felizes da face da terra.
Aparência sem um coração santo gera hipocrisia, assim como um coração renovado sem mudanças interiores gera um emocionalismo. Porém, santidade gera equilíbrio!
em último lugar, santidade gera prazer, porque você sai do mundo do não (não pode isso, não pode aquilo) e entra no mundo do sim, sim de Deus, onde se gera: liberdade, plenitude, cura, libertação, salvação, alegria e uma pureza irresistível, "santidade à flor da pele". Esse é o padrão de ser feliz onde você se encaixa!
Deus quer reposicionar essa "velha idéia" em seu coração.
Vista essa camisa! Deus trará uma revolução de santidade através de você!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Os 7 Sacramentos

A CELEBRAÇÃO
 DO MISTÉRIO CRISTÃO 


OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA

1210. Os sacramentos da nova Lei foram instituídos por Cristo e são em número de sete, a saber:

1. O Batismo,
2. A Crisma,
3. A Eucaristia,
4. A Confissão,
5. A Unção dos Enfermos,
6. A Ordem,
7. O Matrimônio.

Os sete sacramentos tocam todas as etapas e momentos importantes da vida do cristão: outorgam nascimento e crescimento, cura e missão à vida de fé dos cristãos. Há aqui uma certa semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual .

1211. Seguindo esta analogia, exporemos primeiro os três sacramentos da iniciação cristã (capítulo primeiro), depois os sacramentos de cura (capítulo segundo) e finalmente os que estão ao serviço da comunhão e da missão dos fiéis (capítulo terceiro). Esta ordem não é, certamente, a única possível, mas permite ver que os sacramentos formam um organismo, no qual cada sacramento particular tem o seu lugar vital. Neste organismo, a Eucaristia ocupa um lugar único, como «sacramento dos sacramentos»: «todos os outros sacramentos estão ordenados para este, como para o seu fim» .

O que é um sacramento?
Procuremos, em primeiro lugar, compreender bem o que é um sacramento, donde vem e para que serve. Esta simples noção fará cair já a maior parte das objeções, como, perante a exposição clara da verdade, dissipam-se todos os erros.
O catecismo diz que "sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las."
Desta definição resulta que três coisas são exigidas para constituir um sacramento:
    a) "Um sinal sensível", representativo da natureza da graça produzida. Deve ser "sensível" porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um sinal. Este sinal sensível consta sempre de "matéria" e de "forma", isto é, da matéria empregada e das palavras pronunciadas pelo ministro do sacramento.
    b) Deve ser "instituído por Jesus Cristo", porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida mortal, instituiu pessoalmente os sete sacramentos, deixando apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários, realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância.
    c) "Para produzir a graça". Isto é, distribuir-nos os efeitos e méritos da redenção que Jesus Cristo mereceu por nós, na cruz... Os sacramentos comunicam esta graça, "por virtude própria", independente das disposições daquele que os administra ou recebe. Esta qualidade, chamada pela teologia "ex opere operato", distingue os sacramentos da "oração", das "boas obras" e dos "sacramentais", que tiram a sua eficácia "ex opere operantis" das disposições do sujeito.

Os sacramentos são sinais de graças
A graça, que a teologia define "um dom sobrenatural de Deus", por causa dos méritos de Jesus Cristo, como meio de salvação, é tudo na religião católica, é sua seiva, o seu sopro, a sua alavanca.
Querendo ou não, todos os homens devem viver da graça ou se perderão eternamente. Ou escolhem a vida de Cristo que é a graça, ou a vida da carne que é o vício; a salvação ou a perdição.
Santo Agostinho define a graça da seguinte forma: "A graça é como o prazer que nos atrai... Não há nada de duro na santa violência com que Deus nos atrai... tudo é suave e benfazejo" (Sermo 133, cap. XI). Esta palavra é admirável: a graça é um verdadeiro poderatrativo, que provém à vontade, a estimula e leva a Deus, a atrai por deleitação interior, e faz amar, como por instinto, Aquele que a nossa razão devia amar acima de tudo: Deus. Este termo "atrativo" parece novo em teologia, entretanto ele é a expressão da palavra de Nosso Senhor: "Ninguém pode vir a mim, se Aquele que me enviou não o atrair" (Jo 8, 22). E esta outra: "Uma vez levantado da terra, atrairei tudo a mim - omnia traham ad meipsum" (Jo 12, 32).

O que é a graça e a necessidade dos sacramentos
A graça em seu princípio é, pois, a vida de Deus em nós: "Participatio quaedam naturae divinae", diz Santo Tomás.
Para comunicar-nos a sua vida, Deus podia agir imediatamente sobre a nossa alma; ele o faz às vezes. A simples elevação dos nossos corações, pela oração, podia produzir este efeito, mas além desta ação imediata de Deus sobre a alma, além do meio da oração, Deus instituiu meios particulares para comunicar-nos as suas graças, meios obrigados, indispensáveis: estes meios são os sacramentos.
Vejamos esta necessidade; está admiravelmente descrita por S. Paulo (Rom. 6, 1-14): "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum" (6, 1). "Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" (8). "O pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" (14).
    Há, pois, duas vidas em nós: a vida do pecado e a da graça. Ora, esta graça é o dom de Deus, proveniente dos méritos de Jesus Cristo. É a seiva desta graça que deve circular em nós: "Nós somos os ramos, Cristo é o tronco" (Jo 15, 4-5). Deve haver união completa, íntima entre os meios de transmissão da graça e a alma que recebe esta graça, como há união completa entre o tronco e os ramos.
Na oração e nas boas obras esta união completa não existe... Deve haver outro meio e este meio são os sacramentos. Os sacramentos tornam-se, neste sentido, os canais transmissores da graça divina às almas. Canais estabelecidos por Jesus Cristo, como veremos, e portanto necessários.

Como provar a existência dos sete sacramentos?
É um dogma, definido pelo Concílio de Trento, que existem os sacramentos e que são em número de sete, condenando o erro protestante.
São, pois, sete os sacramentos, nem mais, nem menos, contra os protestantes que nunca estiveram de acordo entre si sobre este ponto. A Igreja católica sempre ensinou e sempre ensinará que há sete sacramentos, porque assim recebeu o ensino dos Apóstolos, tanto pela Tradição, como pelo Evangelho, e assim o vai transmitindo aos séculos. Nunca houve discussão a este respeito na Igreja, embora não encontremos nos primeiros séculos a enumeração metódica que hoje empregamos na citação dos sacramentos.
Três argumentos temos às mãos para provar a tese dos sete sacramentos, e todos três são irrefutáveis:
    a) A crença dos séculos
    b) O bom-senso
    c) O Evangelho

A) Crença Secular
O primeiro argumento da crença popular desta verdade parece remontar ao século V., quando até mesmos os hereges, como os monofisitas e os nestorianos, aceitavam o número dos sete sacramentos. Em textos deles é explícito o número de sete sacramentos, recebidos da Igreja Romana.

b) O Bom-senso
É apenas argumento de conveniência, é certo, mas este argumento tem o seu valor pela analogia perfeita que estabelece entre as leis da vida natural e as leis da vida sobrenatural.
Santo tomas explica admiravelmente esta analogia. Os sete sacramentos reunidos são necessários e bastam para a vida, conservação e prosperidade espiritual, quer do corpo inteiro da Igreja, quer de cada membro em particular.
Os cinco primeiros são estabelecidos para o aperfeiçoamento pessoal, os dois últimos para o governo e a multiplicação da Igreja.
Na ordem natural, para o aperfeiçoamento pessoal, é preciso: 1o. nascer; 2o. fortificar-se; 3o. alimentar-se; 4o. curar-se na enfermidade; 5o. refazer-se nos achaques da velhice.
Para o aperfeiçoamento moral a humanidade carece de: 1o. Autoridade para governar, 2o.Propagação para perpetuar-se.
Tal é a ordem natural. Temos os mesmos elementos na ordem espiritual:
1o. O batismo é o nascimento da graça
2o. A crisma é o desenvolvimento da graça
3o. A eucaristia é o alimento da alma
4o. A penitência é a cura das fraquezas da alma
5o. A extrema-unção é o restabelecimento das forças espirituais
6o. A ordem gera a autoridade sacerdotal
7o. O matrimônio assegura a propagação dos católicos e das suas doutrinas.
Os sete sacramentos são, deste modo, como outros tantos socorros, dispostos ao longo do caminho da vida, para a infância, a juventude, a idade madura e a velhice; para as duas principais "carreiras" que se oferecem: sacerdócio e casamento.
Não se pode negar que a analogia é admirável e estabelece que deve haver sete sacramentos. Se houvesse menos, faltaria qualquer coisa; se houvesse mais, haveria um supérfluo; todas as necessidades estão preenchidas.

c) O Evangelho
Para o protestante, escravo da letra da bíblia, o último argumento deve ser o mais decisivo. Estarão expressos no Evangelho os sete sacramentos? Perfeitamente! O que o protestante não consegue entender é que Nosso Senhor não citou o número de 7, mas citou os sacramentos.
Todavia, o mesmo protestante acredita na Santíssima Trindade e Nosso Senhor nunca falou o número três para designar esse mistério, apenas disse: "Pai, Filho e Espírito Santo".
O Evangelho não fala de sete sacramentos, mas vai enumerando todos os sete, instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VIGÍLIA MUNDIAL PELA VIDA NASCENTE

VIGÍLIA MUNDIAL PELA VIDA NASCENTE


No dia 27 de novembro, a Igreja universal rezará pela defesa da vida

ROMA, quinta-feira, 18 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O apelo foi lançado no último mês de junho. Em algumas igrejas, a mobilização foi um pouco lenta, mas a verdade é que, no dia 27 de novembro, na Basílica de São Pedro, assim como nas dioceses e igrejas católicas do mundo inteiro, serão realizadas vigílias de oração, adorações ao Santíssimo Sacramento e terços em defesa da vida nascente.
No último dia 14 de junho, o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e o cardeal Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, enviaram uma carta a todos os presidentes das conferências episcopais para convidá-los a organizar uma solene "vigília pela vida nascente".
Na carta, informa-se aos bispos que foi o próprio Pontífice quem havia tomado a iniciativa de realizar a vigília na Basílica de São Pedro, coincidindo com as Primeiras Vésperas do 1º domingo do Advento e perto do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo.
Junto às vésperas, a carta propõe a adoração eucarística para "dar graças ao Senhor que, com a doação total de si mesmo, deu sentido e valor a toda a vida humana, e para invocar a proteção de todo ser humano chamado à existência".
À vigília e à adoração, a Conferência Episcopal Espanhola propôs acrescentar também a oração do terço.
"É desejo do Santo Padre - lê-se na carta - que os bispos presidam em suas igrejas celebrações similares que envolvam paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos."
A carta também explica: "Todos nós somos conscientes dos perigos que ameaçam a vida humana hoje devido à cultura relativista e utilitarista que escurece a percepção da dignidade de toda pessoa humana, seja qual for sua fase de desenvolvimento".
Por isso, acrescenta, citando a encíclica Evangelium vitae, de João Paulo II, "estamos chamados mais que nunca a ser 'povo da vida' com a oração e com o compromisso".
A missiva convida todos os presidentes das conferências episcopais a "envolver rapidamente e da maneira mais apropriada" todos os bispos de cada país, de forma que "se possa inserir esta iniciativa nos diversos programas diocesanos".
A carta termina com o desejo de que "todas as igrejas particulares, em união com o Santo Padre, Pastor universal", possam "obter a graça e a luz do Senhor para a conversão dos corações e dar um testemunho comum da Igreja para uma cultura da vida e do amor".

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Aprendendo a Lidar com Nosso mundo interior...

MUITOS DE NÓS CONQUISTAMOS MUITOS TÍTULOS, TROFÉUS, E MEDALHAS. FOMOS CAPAZES DE ASSIMILAR IDÉIAS, DEFENDER TESES E DEBATER QUESTÕES POLÊMICAS DA NOSSA SOCIEDADE. PORÉM, EM UM DADO MOMENTO, DESCOBRIMOS QUE DESCONHECEMOS A NOSSA ALMA, O NOSSO MUNDO INTERIOR.

Nos tornamos gigantes na ciência do conhecimento dos outros, mas frágeis e pequenos em nossas emoções, desconhecendo a nossa própria capacidade e inteligência, ignorando o nosso potencial humano e espiritual. Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, e nos capacitou com uma inteligência privilegiada.
 
Conhecer a nós mesmos significa dedicar tempo para cumprir o mandamento de Deus que nos diz: “Ame ao próximo como a ti mesmo” (Lv 19:18). Com isso entendemos que precisamos percorrer territórios pouco explorados por nós: O AMOR.
 
Quando amamos, derramamos lágrimas de alegria, nos emocionamos, nos tornamos sensíveis. A sensibilidade nos leva a Deus, o Criador de todas as coisas. Muitos procuram a felicidade em todo o universo, através de seitas, religiões e crendices, mas se esquecem de olhar para si mesmos e ver o Autor da Vida, Jesus. Nós fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, e Ele em nós, nos faz completos.
 
Procuramos a felicidade e sonhamos em viver dias felizes, mas a maior miséria humana esta no solo da emoção. Como diz Cury: “O sentido da vida se encontra num mercado onde não se usa dinheiro”. É nas coisas simples que estão a maior beleza. Você poderia se perguntar porque muitas pessoas buscaram a felicidade e falharam? Porque quiseram o perfume suave das flores, porém elas não quiseram sujar as suas mãos para cultivá-las. Como ,então, podemos dominar a nossa emoção? Vejamos:

1. Precisamos educar as nossas emoções para ser feliz
- Aprenda a superar as perdas e frustrações.
- Não se afunde no problema, mas vença, pois sem sonhos, a vida não tem brilho;
- Sem metas, os sonhos não tem alicerces firmes;
- Sem prioridades os sonhos não se tornam realidade e a vida não tem brilho.
- Precisamos tentar, porque é melhor errar tentando, do que se omitir e nunca tentar.
- Se você não saturar a sua emoção com os seus sonhos e projetos, você não terá perseverança para executá-los (Tg 1:2-4).

2. Sem diálogo ficamos isolados em nossas emoções. 
- Essa é a ferramenta que está morrendo em nossa sociedade. Ela é muito eficaz mas esta sendo pouco usada por nós. Dialogar é colocar para fora, expor os nossos sentimentos. É o tempo de darmos a nós mesmos uma chance de melhorar.
- Decida ser alegre, seguro e feliz, tenha novas experiências.
- Crie novas oportunidades, saia do isolamento.
–Dê testemunho das grandezas de Deus em sua vida (Is 50:4; Sl 119:140)

3. Precisamos dar valor para a vida. 
- A saúde das nossas emoções está no amor pela vida.
- As preocupações nos sufocam e nos atolamos com atividades e não conseguimos ver além das dificuldades, pois o cansaço nos cega.
- Precisamos aprender a ter um tempo com a natureza para contemplar a criação de Deus, sentir o ar que respiramos, o vento, brincar com os filhos.
- Trabalho, sempre teremos, então, saia um pouco da rotina e viva mais a vida com quem você ama (Mt 6:28-33).

4. Superar os complexos de inferioridade e superioridade. 
- Saiba que você é uma pessoa singular e que a beleza está nos olhos de quem vê.
- Não se sinta diminuído ou incapaz, também não se ache sabedor de tudo, pois todos nós temos experiências para compartilhar uns com os outros (Tg 2:9).
- Seja um eterno aprendiz na escola da vida, saiba receber e dar, saiba perdoar, o perdão nos tira do cárcere das nossas emoções e nos libera para novas experiências.
- Existem pessoas que não se perdoam e vivem se culpando, seu conceito de si mesmo é baixo e não consegue vencer, pois isso lhe prende a alma.
- Seja liberto e ande na luz da Palavra.

5. Proteja suas emoções. 
- Não aceite palavras agressivas.
- Filtre as incompreensões.
- Não faça das suas emoções uma lata de lixo social, saiba ouvir e reter o que é bom.
- Esteja sempre certo que se você tiver algum insucesso sempre existirá uma saída que você pode não estar enxergando.
- Então, areje suas emoções.
- Será que você não se auto-abandonou? Nunca desista da vida. O maior carrasco do homem é o próprio homem (Tg 3:10).

6. Aprenda a expor e não impor as suas idéias. 
- Treine ser lúcido, eficiente e trabalhe em equipe.
- Muitos têm medo de errar e impõe regras e normas. Não tenha medo, pois ele sempre aumenta e distorce a realidade.
- Seja um líder seguro consigo mesmo e vença a sua mente, que diz que você não consegue.
- Saiba que todos nós temos idéias boas e que todos nós olhamos de forma diferente as coisas.
- Não tenha medo de falhar, nem de reconhecer quando falha, não tenha medo de reavaliar a sua vida, não esqueça de sempre dar mais uma chance a si mesmo.

7. Não desista. 
- Persiga seus sonhos, creia que você é vencedor, acredite nos seus sonhos, não desista de lutar.
- Deus te ama e vai fazer de você um líder de excelência.
- Creia ainda que pareça difícil.
- Ponha a Palavra a prova (Ml 3:10; Ef 6:18; Hb 10:36).


Autor: Marcelo Rodrigues      RCC - Sorocaba

Passos para cura interior

Passos para cura interior


Quando lemos os Evangelhos podemos observar que a cura era um ministério importante na vida de Jesus. Onde quer que Jesus estivesse havia curas do corpo, mente,  espírito e coração. A cura também faz parte do ministério e da missão da Igreja.
 As orações de cura tem sido um elemento essencial na vida devocional dos católicos ao longo dos séculos. Com o surgimento da Renovação Carismática Católica como uma das graças para a Igreja após o Concílio Vaticano II as orações de cura se tornaram mais uma norma na vida e espiritual de muitas pessoas. As pessoas rezavam pela cura umas das outras durante os encontros de grupos de oração conferencias e retiros que atraiam grandes multidões.

        Precisamos orar pela nossa cura interior e nossa libertação, porque trazemos muitas marcas e traumas de nossa concepção, são muitas coisas que precisam ser resolvidas e só com oração de cura podemos alcançar esta graça.
Na palavra do Senhor em (ROMANOS 7-19) Diz: “não faço o bem que queria, mas o mal que não quero”. Vivemos-nos uma luta interior muito grande, muitas pessoas estão doentes fisicamente e espiritualmente em conseqüência desta lutas que vivem, a cura interior é muito importante, vamos mencionar aqui quatro razões porque a cura interior é indispensável

1° É importante e necessária
2° Devido à “limitação” da medicina
3° Em virtude da formação da personalidade humana
4° Para descobrir a verdadeira causa emocional

Quantas pessoas têm os seus sentimentos abalados, sem nem um sentido de vida, muitas delas acabam buscando preencher seu coração com outras coisas.
Os quatro maiores problemas emocionais que dificultam a nossa cura interior e libertação são:

1° Sentimento de rejeição

2° Sentimento de culpa

3° Sentimento de inferioridade

4° Sentimento de medo


REJEIÇÃO: a rejeição aparece em nossa vida quando não sentimos que somos amados por aquele que mais gostamos principalmente nosso pai, mãe, irmão, e os familiares em geral, como avos, tios, primos, e outros...

CULPA: temos de saber o certo o que vem a ser o sentimento de culpa. Ele surge quando falhamos com alguém e em alguns casos mesmo quando nos reconciliamos e pedimos perdão. Muitos casos de câncer estão relacionados com esses tipos de sentimentos.

INFERIORIDADE: quando somos bebes temos toda a atenção, muitas carícias, conseqüentemente sentimos-nos protegidos e amados, mas com passar do tempo vamos crescendo e às vezes temos a sensação de que somos desprezados, substituídos por outros irmãos ou por outros afazeres.

MEDO: Neste item, não nos referimos aos pequenos medos ou medos passageiros, estamos falando dos medos que nos paralisam conhecidos como pânico.

Podemos rezar em quatro situações ou momento pela cura interior.

 1° todos juntos
 2° Em grupo de oração
 3° No aconselhamento ou confissão
 4° Sozinho na presença de Jesus ou com o santíssimo sacramento exposto.

Nada é impossível para Deus! Ele é o Senhor de todas as coisas, e pode, certamente transformar qualquer realidade em nossa vida até mesmo curar os traumas que temos em nossa vida. Precisamos apenas entrar no templo de Deus e dizer: “Eu quero, Senhor, estar em Sua presença. Tudo o que eu estou sofrendo não é nada diante daquilo que pode realizar em minha vida”.

        O SALMO 33 nos diz: “Deus está perto dos contritos de coração e salva os que têm espírito abatido”. Percebemos que o Senhor fica conosco o tempo todo, aliviando nossos sofrimentos, principalmente aqueles relacionados com a solidão. A prova disso está na Encarnação de Seu Filho em nosso meio, Jesus é a prova definitiva da cura da nossa solidão.

Autor: Marcelo Rodrigues -RCC de Sorocaba

Como Vencer o mal




As fraquezas do diabo




As armas contra Satanás: louvor, obediência e humildade




O diabo não suporta o louvor e isso por algo muito simples: Lúcifer, ou "portador de luz", se transformou em satanás exatamente por não querer louvar a Deus. Isso é obvio! Portanto, o louvor para ele é muito forte e pesado. Se nós queremos lutar contra o diabo, não temos outra coisa a fazer senão começar a louvar a Deus. Existem fiéis leigos que dizem: "Mas, eu tenho medo!" Se você conhece uma pessoa que precisa de ajuda nem sempre é necessário que você faça oraçoes de libertação por ela. Se existe um grupo de irmãos que rezam juntos, comecem a louvar a Deus ignorando o inimigo, e o louvor o incomodará de tal modo que ele fugirá.



Uma pergunta que é muito feita nos dias de hoje é esta: "Por que o diabo se apresenta mais hoje do que nos tempos passados?" Houve um tempo em que o diabo trabalhava escondido, ignorado por todos. Até pouco tempo atrás existiam pouquíssimos ou quase nenhum exorcista, não porque não existissem pessoas que necessitassem, mas porque ninguém percebia essa necessidade. Hoje é diferente. E qual é a razão do diabo parecer mais ativo nesses últimos tempos? Começou-se a falar mais nele, primeiro, através dos pentecostais, depois pelos evangélicos seguidos pela Renovação Carismática Católica.





Pelo grande louvor que está sendo feito, ele não suporta! Isso poderia ser exemplificado como um rato escondido em um buraco; você joga água quente lá e, não a podendo agüentar, ele é obrigado a sair do buraco. O louvor faz com que o inimigo saia!



Toda essa luta que o diabo trava, hoje, não é porque ele está mais forte do que antes, mas, provavelmente, porque está mais fraco. Graças a todo o louvor que é feito – especialmente em grupos de oração –, por meio desses movimentos espirituais (em particular o movimento carismático), o maligno perde o controle e não sabe o que fazer. Por essa razão, nós temos de continuar a lutar através do louvor.




A segunda coisa que o diabo teme é a obediência. Por que? Porque ele é desobediente. Desta forma, tudo o que ele sugere é a desobediência, sugere continuamente a desobediência! Nós, sacerdotes, em particular, devemos estar muito atentos a isso, pois é fácil cair nessa cilada do inimigo.



A terceira coisa também temida pelo diabo é a humildade. Ele sugere o “poder”. No final das contas, ele é aquilo que é: o satanás, porque queria ter o poder. Certa vez, um exorcista fez uma pergunta para ele: Por que você tem pavor de Maria? E ele disse: “Tenho pavor daquela mulher, da sua grande humildade”. A humildade é uma virtude que o inimigo de Deus teme mais do que a nós, propriamente, porque essa virtude vai contra a natureza dele, pois ele é soberbo, orgulhoso, poderoso e faz o que quer. A humildade vai contra tudo isso.
 
Artigo extraído do livro "Cura do mal e libertação do maligno" de Frei Elias Vella (OFM)
 

Combate Espiritual

O COMBATE ESPIRITUAL SEGUNDO SÃO BENTO

O resumo de toda a Lei de Deus está no mandamente do amor:  “Amar a Deus sobre todas as coisas e aopróximo como a si mesmo”. O pecado nos leva a perverter esta ordem: Amar a si mesmo e as coisas acima do próximo, julgando-se igual a Deus. A Luta Espiritual nos leva a renunciar a esta idolatria do “eu” procurando a libertação do pecado e a volta ao verdadeiro amor. É isto que  significa as inúmeras passagens de Jesus: perder para ganhar, últimos serão os primeiros, servo se torna Senhor, e mesmo o magníficat: derruba os poderosos de seu tronoe eleva os humildes.  
As três brechas 

São Bento encontrou três brechas por onde o inimigo pode entrar em nosso coração. A luta espiritual acontece aí nestes lugares de maior fragilidade humana e espiritual. É nestas brechas que precisamos maior vigilância. 

Primeira brecha:  A COBIÇA 
É a idolatria das coisas. Por exemplo, fazer do dinheiro um deus. É o apego às coisas da terra. São Bento coloca como símbolo desta brecha o porco, pois seu focinho está sempre ligado ao chão. Curioso observar no Evangelho que o filho pródigo, após ter gastado todos os seus bens, foi trabalhar no meio dos porcos.   Nesta brecha a luta acontece na reorientação dos desejos. É preciso conquistar uma atitude de oblação, de generosidade, desapego.   É neste sentido que os religiosos fazem o voto de pobreza.  

Segunda brecha:  A VAIDADE             
É a idolatria do outro como objeto de prazer. É a necessidade de ser reconhecido e amado distorcida, pois esquece da relação de fraternidade com o próximo e pensa apenas em si mesmo. A vaidade se torna neste caso motivação até de coisas boas, mas no fundo está o apego idólatra aos elogios e a toda espécie de prazer. É fazer tudo só pelo interesse de ocupar o primeiro lugar, ser bem visto pelos outros, elogiado, ter status, ser admirado. Aqui São Bento usa o símbolo do Pavão.   É preciso reorientar esta necessidade natural e boa de ser reconhecido e amado. É dizer com sua vida e todo o seu coração:  Senhor, vosso é o Reino, o Poder e a Glória.  Se na primeira brecha, a atitude de desapego era uma garantia de vitória, nesta segunda brecha é necessário perseguir a atitude da solidariedade, do diálogo, da comunhão com Deus e com próximo. Para isso é fundamental a mansidão e a simplicidade.   É neste sentido, de reorientar todos os afetos para o serviço da comunhão, que os religiosos fazer voto de castidade. 

Terceira brecha:  O ORGULHO 
É querer dominar tudo para si. Ser um verdadeiro deus. É a idolatria de “si mesmo”. Aqui São Bento ilustra com o símbolo da águia. O orgulho é a origem de todos os pecados. É pelo orgulho que o homem se separa de Deus e procura sua independência.    É necessário perseguir a virtude da humildade. Na luta espiritual, às vezes Deus nos da a graça da humilhação (Cf. Eclo 2) como uma espécie de exercício para crescermos na humildade e vencermos a brecha do orgulho. Neste sentido os religiosos fazem o voto de obediência. 

Todas estas brechas estão descritas em Gn 1-11 
1 COBIÇA: Idolatria das coisas (árvore, frutos…)
2 VAIDADE: Idolatria do outro como objeto (Caim)
3 ORGULHO: Idolatria de si mesmo (sereis deuses…) 

Jesus venceu todas estas brechas (Cf. Mt 4,1-10) 
1. Cobiça: estar seguro contra a falta de alimento
2. Vaidade: fazer um milagre diante das multidões
3. Orgulho: dominar o mundo 

Joio e trigo misturados no coração 
É preciso reorientar os desejos de acordo com o amor segundo o qual fomos criados: 
1. Cobiça X desejo natural de viver, produzir, inventar
2. Vaidade X desejo natural de ser reconhecido, amado
3. Orgulho X desejo natural de organizar, dirigir

domingo, 21 de novembro de 2010

Olá galera ,Veja esse Email que recebi !

Email recebido ao Blog Fogo para as Nações
(Por favor leiam e tirem suas Conclusões ,a resposta desse email esta logo abaixo da Matéria)

Olá... Aquí é Welder e quero lhe agradecer por tantos esclarecimentos em seu blog da canção nova. Fogo (do Espírito Santo de Deus) para as Nações! Amém.
 

Creio que a única diferença entre quem serve e quem não serve a Deus é a noção da importância da prensença de Deus para sua própria vida... Pois quando temos essa noção, passamos a buscar e a ver Deus em Todas as coisas.
 
Mas eu só tenho uma dúvida e gostaria de solucioná-la...
 
Estava eu pesquisando alguns assuntos interessantes sobre a nova estátua do cristo e fiquei meio tenso... Não no sentido de adoração a Deus, é claro (pois toda a honra seja dada a Deus), mas no sentido que essa escultura, assim como muitas outras coisas podem tomar proporções e ir contra a própria Palavra de Deus, como vemos lá no livro de Êxodo cap. 20 e vers. 4-5 (4:"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem debaixo da terra; 5:"Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem").
 
Apesar da nova aliança de Deus na pessoa Cristo conosco, vemos que Deus é BEM categórico nesse tipo de coisa.
Vi no seu blog também algumas coisas a respeito do espiritismo que julgo nunca ter noção daquelas coisas. Já a passagem em que fala que ao ser humano está reservada uma só vida e depois dessa o julgamento (HB-9:27) já sabia e fiquei pensando... "Se as pessoas que passaram por essa terra estão mortas, guardadas na mente de Deus, aguardando o juízo como é que então posso pedir para "mediadores" levarem minhas petições a Deus e servi-los com velas e cultos!?
 
Uma vez que a própria Palavra se resume por si própria ao declarar, na primeira carta de Paulo a Timóteo no cap. 2 e vers. 5-6 (1ª TM-2:5-6), que: 5-''...há só um Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; 6-"O qual deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo."
 
Jesus disse: - Eu sou O Caminho, A Verdade e A Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.
 
Isso me leva a pensar que por mais que os apóstolos ou seguidores de Jesus foram pessoas virtuosas e de grande valor, primeiramente para Cristo e depois para o ministério, não podem ir contra a própria Palavra de Deus e levar homens a Deus encomendando suas almas ou atendendo a suas petições... Senão Jesus teria dito isso: Eu sou um caminho, uma das verdades e uma das vidas. Ninguém vem ao pai senão por nós.
 
E é isso que me indagou... quando vejo pessoas colocando a sua fé no "tanque de Betesda"(Jo:5) e não em Jesus Cristo... o qual deu a si mesmo em preço de redenção por todos.
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Resposta   Por Marcelo Rodrigues -Cidade de Sorocaba





Antes de responder às suas objeções, quero agradecer seu e-mail.
É bom que você se manifeste e faça as perguntas que fez.
Em primeiro lugar, devemos saber o que é uma idolatria.
Existem três tipos básicos de cultos possíveis: dulia, hiperdulia e latria. A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.
O culto de dulia ou hiperdulia é a veneração ou a hiperveneração, que consiste em reconhecer em outra pessoa virtudes exemplares e impetratórias (intercessão). O culto de hiperdulia se deve somente à Mãe de Deus, é claro.
Por acaso você sabe o que é, então, a idolatria?

A idolatria consistiria em achar que a divindade está em uma estátua, por exemplo. Ou seja, teríamos que colocar alimentos para as imagens, como faziam os romanos, os egípcios e os demais povos idólatras. Teríamos que achar que Deus e o santo são a mesma pessoa. No fundo, seria dizer que S. Benedito não é e nem foi S. Benedito, mas foi Deus, etc.
Nunca se ouviu algum católico defendendo que o Santo era Deus! Mesmo porque isso seria cair em um panteísmo (defendido por Calvino e Lutero em algumas de suas obras).

Ademais, sobre fazer imagens, onde você leu que elas só podem ser feitas com autorização de Deus? Você pede que eu mostre uma autorização, mas não me mostra onde ela é requerida! Ora, se Deus manda fazer imagens em pelo menos três passagens das Sagradas Escrituras e proíbe que se faça imagens em outra, de duas uma, ou Deus é contraditório ou fazer imagens não é idolatria!
Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o "Bezerro de Ouro" como se ele fosse uma divindade, um amuleto. É claro, como permitir que um povo tendente à idolatria fosse fazer imagens. Entretanto, o mesmo Deus mandou que se fizesse imagens em outras passagens.
Sobre os santos possuírem atributos divinos, devo dizer que há uma confusão de linguagem. Os santos não possuem atributos divinos, mas sim virtudes que os tornam "semelhantes" a Deus. Lembre-se que S. Paulo disse: "já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim".


Já viu alguma imagem católica que representasse um vício ou defeito? É claro que não, pois elas são "imagens" de pessoas virtuosas. Virtude essa que provém da graça de Deus. O mesmo não se dava na idolatria, pois os povos idólatras representavam as virtudes e os vícios em seus ídolos.

O poder de interceder pelos vivos está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras. Lembre-se das Bodas de Canáa, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois "ainda não havia chegado Sua hora" e "o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?". Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Quer maior poder de interceder do que esse? Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio de sua súplica a seu Filho, o poder onipotente!

Sobre os santos, também existem diversas passagens em que Deus só atende por meio da intercessão deles, como, por exemplo, no caso de Jó, em que Deus expressamente mandou que um dos que pediam a Ele pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.


Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder.
Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e Ele não existam degraus de pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma exemplar.

Sobre a fotografia, só seria idolatria alguém rezar diante de uma fotografia se o que reza pensasse que a foto fosse Deus ou que a pessoa fotografada fosse Deus. Fora isso, não há problema em se rezar para alguém, quem quer que seja, se a intenção é crescer em virtude ou alcançar alguma graça por intercessão dela.
O problema dos protestantes, Welder, não é conhecer as respostas que estou dando (que são simples e básicas), mas é em reconhecer o orgulho que existe em quem rompe com a Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.O Sofisma, quem faz são os protestantes, que se fecham para a Igreja, para Nossa Senhora e para a Eucaristia. Querem dizer que seguem a "Bíblia" e se esquecem que a Bíblia foi feita pela mesma Igreja que combatem. Uma Igreja que já existia há 1.500 anos quando apareceu o primeiro protestante. Uma Igreja que recebeu a promessa de que as "portas do inferno nunca prevaleceriam contra ela". E olhe bem, se não "prevaleceriam" é porque pareceriam prevalecer em algumas épocas históricas!
Welder Vinicios, espero que abra seus olhos, pois Deus é um só e não pode haver mais de uma religião verdadeira. Ele não teria vindo ao mundo para deixar os homens sem uma religião (pois todos os povos já tinham a sua) e perdidos no caos do "livre exame"!


As respostas às suas objeções foram dadas, espero que faça a sua parte. Se quiser, procure-me pessoalmente e conversaremos sobre qualquer dúvida que tenha.

Seu em Cristo e Maria,
Contato: Marcelo Rodrigues   marcelorcc@hotmail.com






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