segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Reflexão : Depois deixe seu comentário




Deus sabe o melhor para mim, ou cansei de esperar???



Esse Tópico nos leva a serias Reflexões,principalmente na vida dos jovens,por isso resolvi postar esse Tópico,sei que muitos podem não concordar por pensarem de forma Diferente...Mas vale a pena Refletir e avaliar nossas escolhas,,,,deixe seu comentário após o tópico.


Oi familia, tava meio sumida tb né?
Estou num processo de avaliação e evolução danado, tem horas que a energia baixa, tem horas que tudo flui, mas faz parte do processo de renascimento e crescimento!! Bom, tenho lido muito a frase " Deus sabe o que é melhor para mim" principalmente nos casos de relacionamento, que as pessoas pedem, oram para o ex. voltar, para ter a chance de conquistar aquele alguém. Bom a questão é: Deus quer o melhor para mim ou já estou cansado de sofrer e esperar, to na duvida, vou vivendo outras histórias e se Deus me atender beleza?? Porque se somos filhos de Deus e ele habita dentro de nós, somos nós que sabemos o que é melhor para a gente!! Deus não vai ficar lá em cima dizendo: " fulano serve ou não para ciclana" ou " Esse emprego é bom ou não para ela" portanto não vou atende-la e colocar outra opção em sua vida.


 Acho que Deus pode nos orientar, caso a gente peça e interferência dele, caso oremos por uma orientação e acreditem ele sempre responde!!! Más ele não muda nosso caminho, sem nossa permisão!! Acho que quando entramos nessa de mesmo gostando de outra pessoa orando para te-la e mesmo assim nos abrimos para outra historia e dizemos que não desistimos e que " Deus sabe o que é melhor, estamos na verdade dizendo " Cansei de esperar, vou viver, acho que ele não vem" ou " Será que Deus vai mesmo me atender?" E não falo só no caso de relacionamento, mas de tudo que envolve nossos mais profundos desejos de felicidade, emprego, prosperidade, amizades e etc.


 Deus respeita nossas escolhas, e não fica escolhendo o que é melhor para a gente ou ele não teria prometido " Tudo o que pedires em oração crendo assim será para convosco" e nem nos teria dado o direito do livre arbitrio Não é fácil abrir mão de algo que queremos ( tb me incluo nisso) más no fundo acho que quando dizemos a frase " Deus sabe o que é melhor para mim" estamos com uma vontade tremenda de mudar o capitulo da novela e estamos sem coragem de admitir até para nós mesmos!! Pois nós sabemos nossos limites de suportar dor, espera e etc! Tem horas que doi, machuca esperar, parece que tudo está contra o nosso desejo, a solidão bate, a gente vê amigos namorando, casando, tendo filhos e a gente lá esperando Deus nos atender! Bate a duvida, aflição, medo do tempo passar e ficarmos sozinhos, envelhecermos e não ter nos dado a chance de começar de novo! Tb sinto isso gente, por isso resolvi escrever esse tópico! Mas precisamos ver o que queremos de fato, de verdade , de coração e mergulhar nessa escolha de corpo, alma, de cabeça, não dizer que " Deus sabe o que é melhor para mim, pois ele não escolhe nossos caminhos, ele respeita nossas escolhas, pois habita dentro de cada um de nós!! 


Bjos a toda essa familia linda que tanto tem me ajudado a crescer e seguir em frente!!

 Em especial Mari, Fran , Amiguinha e Cris Esperança!! Nina


Fonte:http://alemdosegredo.com/forum/2009/06/22/deus_sabe_o_melhor_para_mim_ou_cansei_de_esperar



Mensagem de Esperança ao Mundo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Miguel, Miguel do Amanhecer...

Esta é a história verdadeira de um fuzileiro naval - marine - americano que foi ferido durante a Guerra da Coréia em 1950. Escrevendo para sua mãe, ele conta a ela um fascinante encontro que ele teve na guerra. O Pe. Walter Muldy, um capelão da Marinha que conversou com o jovem fuzileiro e sua mãe, bem como com o comandante do grupo de combate, sempre afirmou a veracidade dessa narrativa. Nós a ouvimos de alguém que leu a carta original e relata aqui a história com todos os detalhes e o faz em primeira pessoa, para melhor transparecer algo do impacto que ela deve ter causado quando foi escrita pelo filho à sua mãe.


Segue a postagem abaixo....
Querida Mamãe,Estou escrevendo para a senhora de uma cama de hospital. Não se preocupe, mãe, eu estou bem. Eu fui ferido, mas o médico me disse que eu terei alta em breve.
"A senhora se lembra daquela oração a São Miguel que a senhora me ensinou a rezar quando eu ainda era pequeno: "Miguel, Miguel do amanhecer,..." Antes que eu viesse para a Coréia, a senhora insistiu para que eu me lembrasse dessa oração antes de qualquer confronto com o inimigo."
Mas não é isso que eu tenho a contar para a senhora, mãe. Algo aconteceu comigo que eu não ouso contar a ninguém mais por medo de que não acreditem. Mas eu tenho que contar à senhora, a única pessoa em quem posso confiar, apesar de que mesmo a senhora pode achar difícil de acreditar.A senhora se lembra daquela oração a São Miguel que a senhora me ensinou a rezar quando eu ainda era pequeno: "Miguel, Miguel do amanhecer,..." Antes que eu viesse para a Coréia, a senhora insistiu para que eu me lembrasse dessa oração antes de qualquer confronto com o inimigo. Mas a senhora na verdade nem precisava me lembrar, mãe. Eu a tenho sempre rezado, e após minha chegada na Coréia, eu a tenho recitado várias vezes por dia, enquanto estou marchando ou mesmo descansando.
Bem, um dia, recebemos a ordem de sair para procurar uns comunistas. Era um dia realmente frio. Enquanto eu estava andando, eu percebi um companheiro andando ao meu lado, e eu olhei para ver quem era.

 
Ele era um sujeito grande, um fuzileiro de mais de 1,80m, fisicamente bem constituído. Engraçado, mas eu não o conhecia, e eu achava que conhecia todos da minha unidade. Eu fiquei feliz por ter companhia e quebrei o silêncio entre nós:
"Frio hoje, não é?" Então, comecei a sorrir comigo mesmo porque eu percebi que era um tanto absurdo falar sobre o clima quando estávamos avançando para o inimigo. Ele também deu um leve sorriso.
"Eu pensei que eu conhecia todo mundo da minha unidade," eu continuei, "mas eu nunca te vi antes."
"Não," ele concordou, "Eu acabei de me juntar ao grupo. Meu nome é Miguel."
"Verdade?! É o meu também!"
"Eu sei," o fuzileiro disse, "Miguel, Miguel do amanhecer..."
Mãe, eu fiquei realmente surpreso de como ele sabia sobre minha oração, mas eu a havia ensinado para muitos dos outros colegas, então eu pensei que aquele novato devia ter ouvido de alguém. De fato, a coisa se espalhou tanto que alguns dos meus companheiros estavam me chamando de "São Miguel".
Então, do nada, Miguel disse, "Vamos ter problemas aí em frente."
Eu fiquei pensando como eu poderia saber isso.
Eu estava respirando com força por causa da marcha acelerada, e minha respiração aparecia no ar frio quase como um denso nevoeiro. Miguel parecia estar em ótima forma porque eu não podia ver quase nada da respiração dele. Logo começou a nevar com força, ficando a neve tão densa que eu não podia ver nem ouvir o resto da minha unidade. Eu fiquei com um pouco de medo e disse, "Miguel!" Então, eu senti sua mão sobre meu ombro e ouvi sua voz no meu ouvido, "Logo a neve vai passar."
E foi o que aconteceu logo depois.
Então, a pouca distância à nossa frente, como uma dessas terríveis realidades, estavam sete comunistas, parecendo até um tanto cômicos por causa dos chapéus engraçados que tinham. Mas não havia nada de engraçado com eles naquele momento; suas armas estavam firmes e apontadas diretamente na nossa direção.
"Abaixe-se, Miguel!!!" Eu gritei enquanto me jogava no chão para me buscar cobertura.
Eu já estava no chão quando olhei para cima e vi Miguel ainda de pé, como se estivesse paralisado pelo medo. Foi o que eu pensei na hora. Balas estavam voando para todos os lados, e mãe, não havia como aqueles comunistas errarem daquela pequena distância. Eu pulei para puxá-lo para baixo, então fui atingido. A dor foi como um fogo quente no meu peito, e à medida que eu caía, minha cabeça rodou e eu me lembro de ter pensado comigo mesmo, "Eu devo estar morrendo..."
Alguém estava por cima de mim, me cobrindo, fortes braços estavam me segurando e me protegendo gentilmente por entre a neve. Naquele atordoamento, eu abri os olhos, e o sol pareceu brilhar nos meus olhos. Miguel estava de pé, havia um terrível esplendor no seu rosto. De repente, ele pareceu crescer, como o sol, o esplendor crescia intensamente em volta dele como as asas de um anjo. Eu estava quase ficando inconsciente quando vi que Miguel segurava uma espada na mão. Ela brilhava com a força de um milhão de luzes.
Mais tarde, quando eu voltei a mim, o resto dos meus colegas veio me ver juntamente com o sargento.
"Como você fez isso, rapaz?" ele me perguntou.
"Onde está o Miguel?" Eu perguntei.
"Miguel quem?" O sargento parecia perplexo.
"Miguel, o fuzileiro grande que estava andando comigo, até a última hora. Eu o vi quando fui atingido."
"Rapaz," o sargento disse em tom sério, "você é o único Miguel na minha unidade. Eu pessoalmente selecionei vocês todos, e só há um Miguel: você. E rapaz, você não estava andando com ninguém. Eu vim atrás de você porque você estava muito longe de nós, eu estava preocupado.

 
"Agora me diga, rapaz," ele repetiu, "como você fez isso?"
Era a segunda vez que ele me perguntava aquilo e eu já estava achando irritante.
"Como que eu fiz o quê?"
"Como que você matou aqueles sete comunistas? Você não atirou sequer uma vez com seu rifle."
"O quê?"
"Vamos lá, rapaz. Eles estão todos espalhados à sua volta, cada um morto por um golpe de espada."
E esse, mãe, é o fim da minha história. Pode ter sido a dor, ou o brilho do sol, ou o frio congelante. Eu não sei, mãe, mas algo que eu tenho certeza. Isso aconteceu.
Com amor, seu filho,
Miguel.

Aborto...

Domingo, 22 de agosto de 2010, 11h39

CNBB fala sobre eleições e aborto


CNBB


CNBB
Dom Dimas: ''Que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir''
O jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de sexta-feira, 20, na página A7, trouxe uma nota afirmando que o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”. A citação, fora de seu contexto, leva o leitor a interpretações que não correspondem em absoluto à posição do secretário geral em relação a este tema.

Diante disso, o secretário solicitou uma retificação por parte do jornal que foi publicada na edição deste sábado, 21, na página 2, coluna Fórum dos Leitores.

Publicamos abaixo a íntegra do texto

Prezado Senhor Diretor de Redação,

Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto.

Gostaria de expressar, mais uma vez, a posição inegociável da CNBB, que é a mesma do Magistério da Igreja Católica, de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade. Isso, evidentemente, não significa que o peso da culpa deva recair sobre a gestante. Também ela é, na maioria das vezes, uma grande vítima dessa violência, e precisa de acompanhamento médico, psicológico e espiritual. Aliás, esses
cuidados deveriam vir antes de uma decisão tão dramática.

Os católicos jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito. Aqui, vale plenamente o direito à objeção de consciência e, até, se for o caso, de desobediência civil.

O contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que eu fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais. No caso da eleição de vereadores e deputados  (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público. No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger? É uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário.

Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria... São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação. Por isso, o exercício da cidadania não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos. A iniciativa da Ficha Limpa mostrou claramente que, mesmo num Congresso com tantas vozes contrárias, a força da união do povo muda o rumo das votações.

Que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe.

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

O que é Bíblia ?

Bíblia (do grego βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, "rolo" ou "livro") é o texto religioso central do judaísmo e do cristianismo. Foi São Jerónimo, tradutor da Vulgata latina, que chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". A Bíblia é uma coleção de livros catalogados, considerados como divinamente inspirados pelas três grandes religiões dos filhos de Abraão, (além do cristianismo e do judaismo, o islamismo). São, por isso, conhecidas como as "religiões do Livro". É sinónimo de "Escrituras Sagradas" e "Palavra de Deus".
As igrejas cristãs protestantes e outros grupos religiosos além do protestantismo possuem no cânone de textos sagrados de suas Bíblias somente 66 livros: 39 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. A Igreja Católica inclui sete livros e dois textos adicionais ao Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico (os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácides), Baruque, I Macabeus e II Macabeus, e alguns trechos nos livros de Ester e de Daniel). 
Estes textos são chamados deuterocanónicos (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica. As igrejas cristãs ortodoxas, e as outras igrejas orientais, incluem, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos adicionais ao final do livro dos Salmos (umo nas Bíblias das igrejas de tradição e extração cultural grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca). As igrejas cristãs protestantes, dentre outros grupos, consideraram todos estes textos como apócrifos (ou seja, textos que carecem de inspiração divina). Mas alguns deles os reconhecem como leitura proveitosa e moralizadora, além do valor histórico dos livros dos Macabeus. E algumas importantes Bíblias protestantes, como a Bíblia do Rei James e a Bíblia espanhola Reina-Valera, os contêm ao menos nalgumas das suas edições.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sínodo da Palavra, resposta às seitas...


A interpretação fundamentalista da Bíblia ganha adeptos

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 8 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- O Sínodo dedicado à Palavra quer converter-se em uma resposta aos fiéis católicos que deixam a Igreja para se unirem a seitas que oferecem uma pregação fundamentalista da Bíblia.
As seitas, de fato, são um dos argumentos sobre os quais mais se falou nas discussões que tomaram conta da congregação geral entre terça e quarta-feira.

O número 56 no Instrumentum Laboris (documento de trabalho) que os participantes na assembléia do Sínodo tomam por referência em suas intervenções considera que “especial atenção merecem as numerosas seitas, que atuam em diversos continentes e que se servem da Bíblia para fins impróprios e com métodos estranhos à Igreja”.
O arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya, presidente da Conferência Episcopal da República Democrática do Congo, constatou que na verdade o fenômeno das seitas não é novo.
“Em sua primeira carta (escrita no ano 95 d.C.), João já mencionava alguns dissidentes que deixaram de crer em ‘Jesus Cristo vindo em carne mortal’ (1 Jo 4, 2-3), que saíram da comunidade e ficaram excluídos da fé apostólica (1 Jo 2, 19-24).”

“Contudo, longe de apaziguar, a proliferação cancerosa de seitas de todo tipo e com as motivações mais diversas é motivo de inquietude para os pastores da Igreja, dado que sua doutrina se baseia em uma interpretação fundamentalista das Sagradas Escrituras”.
“E, ainda, numerosos textos bíblicos dissuadem esta interpretação e incitam mais a recorrer a critérios estabelecidos”.
“Ou seja, existem normas de interpretação das Escrituras, das quais Pedro e os apóstolos são garantidores (cf. 2 Pe 1,16-19). O próprio Pedro afirma que ‘nenhuma profecia da Escritura pode ser interpretada por conta própria’, porque ‘os homens, movidos pelo Espírito Santo, falaram da parte de Deus (2 Pe 1, 20-21).”
E Pedro condena os “falsos doutores” e suas “heresias perniciosas”, acrescentou o arcebispo, considerado um dos maiores biblistas na África.

“É preciso dizer que muitas das seitas atuais respondem ao perfil descrito aqui pelo Príncipe dos Apóstolos: libertinagem, difamação contra a verdade, cobiça, palavras artificiosas, tráfico de influências (2 Pe 2, 2-3), do que se deduz que o melhor caminho de diálogo com as seitas é uma saudável interpretação das Sagradas Escrituras”, garantiu.
A África se converteu, neste sentido, no terreno de crescimento para as seitas, como reconheceu Dom John Olorunfemi Onaiyekan, arcebispo de Abuja (Nigéria), quem denunciou a proliferação de grupos que, além de “fundamentalistas, são anticatólicos declarados”.
“A África, infelizmente, é a lixeira de outros continentes, que jogam nela todo tipo de idéias disparatadas, tais como que a nossa Igreja não respeita a Bíblia e que, portanto, não pode ser considerada verdadeiramente católica.”

“Muitos membros nossos se sentem freqüentemente em dificuldade pelos ataques e pelos abusos destes grupos, sobretudo quando não estão adequadamente preparados para defender a própria posição católica”, confessou o prelado.
“Por isso, muitos fiéis nossos viram a necessidade de aprofundar nas Escrituras, justamente para poder combater os ataques dirigidos a eles mesmos e à Igreja. Em geral, igualmente, acho que o contato com nossos irmãos protestantes vai se desenvolvendo gradativamente na direção apropriada”, constatou.
Por sua parte, Dom Norbert Klemens Strotmann Hoppe, M.S.C., bispo de Chosica (Peru), explicou que “nos últimos 40 anos, a Igreja na América Latina perdeu cerca de 15% dos seus fiéis a favor de movimentos não-católicos que se baseiam em estratégias que impulsionam a Bíblia”.

“A América Latina representa hoje 43% do catolicismo mundial que, por sua vez, diminuiu nos últimos 30 anos 14% com relação ao crescimento da população mundial. A deserção de 2,3% dos católicos na América Latina representa hoje para o catolicismo mundial uma perda de 1%.”
O bispo pediu ao Sínodo “uma contra-estratégia pastoral que afine a ação bíblica a aqueles que possuem uma estratégia pastoral bíblica que torna difícil nossa ação pastoral”.
“É urgente uma clara identidade no que concerne à função fundadora da Palavra de Deus para a Igreja. Mas seria preciso avaliá-la sem descuidar a perspectiva exterior no difícil mar atual da Igreja.”
“Não há mais tempo – alertou: não o há, sobretudo, para as comparações com o atual clima geral da situação econômico-política.”

Concluiu dizendo que “não deveríamos ficar somente no interior da barca, ocupando-nos das questões relativas à construção para melhorar a estabilidade da rota. Como os apóstolos, depois de ter recebido o Espírito em pentecostes, deveríamos perguntar: como fazemos para sair desta Sala, já que a Palavra de Deus e o Espírito de Deus querem chegar às pessoas, e fazê-lo através de nós”.
O cardeal Péter Erdö, presidente do Conselho das Conferências Episcopais Européias, constatou neste sentido que as publicações “mais sensacionalistas que científicas podem criar uma confusão notável também no pensamento dos fiéis e às vezes até no dos próprios sacerdotes”.
“O maior risco não é que alguém não saiba que crédito pode dar a um escrito apócrifo, como, por exemplo, o Evangelho de Judas, mas que muitos não têm a mais remota idéia sobre como distinguir as fontes críveis das não confiáveis da história de Jesus Cristo.”

Dom Desiderius Rwoma, bispo de Singida (Tanzânia), considerou que, em parte, o progresso das seitas se deve “à falta de uma boa e adequada pregação por parte dos ministros”.
O relator geral, cardeal Marc Ouellet, arcebispo de Québec, denunciou em sua intervenção de abertura “a insatisfação de numerosos fiéis com relação ao ministério da pregação”.
“Esta insatisfação explica em parte a saída de muitos católicos a outros grupos religiosos”, disse.

O Sínodo sobre a Palavra em Roma

O Sínodo sobre a Palavra em Roma: 
“Toma e come a Palavra de Deus”

A Palavra de Deus tem uma voz (a Revelação), um rosto (Cristo), uma casa (a Igreja), um caminho (a Missão).

No mês de outubro, ocorreu um encontro de bispos do mundo inteiro, assim como representantes de Igrejas Crentes, ortodoxas, de Judeus. Havia também leigos e leigas, religiosos e religiosas. Refletiram sobre a palavra de Deus na vida do cristão.
No fim, no domingo 26 de outubro de 2008, enviaram uma “Declaração” belíssima a todos os cristãos. Insistiram em dizer que a palavra de Deus não é só o texto da Bíblia, e não é um texto morto, mas é Deus mesmo que fala àquele que abre o seu coração lendo, na oração, a Bíblia.
Eis um resumo desta declaração final que tem 4 partes:

1. A voz da Palavra: a Revelação.

Aí, se medita sobre Deus que cria o mundo pela sua palavra. “Deus disse: que a luz seja, e a luz foi.” Sabemos que não se fala só de milhares de anos atrás, mas se fala de Deus que hoje, falando no nosso coração, nos cria, faz a luz chegar à nossa vida, se abrimos os ouvidos do coração. Medita-se também sobre a criação que fala do Criador. Fala-se do homem que pode dialogar com Deus, e de Deus que ouve os gritos do seu povo oprimido no Egito e vem libertá-lo. Fala da Palavra de Deus que se tornou texto, começando com a lei de Moisés escrita sobre pedras e do Espírito Santo que nos ajuda a ler a Bíblia e a não ficar ao texto escrito, texto morto, mas a encontrar Deus vivo que fala a cada um que lê a Bíblia, iluminado pelo Espírito Santo.

2. O rosto da Palavra: Jesus Cristo.

Medita sobre “O Verbo – a Palavra – que se fez carne”, que se torna presente em Jesus Cristo. Agora, Deus invisível se tornou visível, nasceu numa cultura, revelou o amor do Pai. Toda a vida de Jesus é Palavra de Deus. Se diz que toda a Bíblia se diz numa língua e numa cultura. Por isso, é preciso não fazer leitura literal, mas interpretar a partir do conhecimento que temos desta cultura, da história. Fala-se da importância de ler qualquer trecho da Bíblia à luz de toda a Bíblia e, sobretudo, a luz de Cristo, senão caímos na leitura fundamentalista ou assim como várias Igrejas crentes que pegam um versículo do Antigo Testamento ou do Apocalipse e concluem de maneira imediata para hoje. Afirma com força que a finalidade do conhecimento da Bíblia não é uma moral ou uma grande idéia, mas o encontro com a Pessoa de Cristo que abre um novo horizonte para a nossa vida.

3. A casa da Palavra: a Igreja.

É a Igreja que fora confiadas as palavras de Jesus e a responsabilidade de anunciar o Evangelho. É para a missão de anunciar o Evangelho a todos os homens que a Igreja foi fundada. É pela palavra que a Igreja cresceu. É na Igreja que recebemos a palavra: na catequese, nas celebrações em particular nas homilias, momento capital do encontro com a Palavra de Deus onde a palavra se acolha tanto pelo espírito como pelo coração, e que precede um outro momento capital de acolhimento da palavra de Deus, a narração da última Ceia na consagração do pão e do vinho, corpo e sangue de Cristo. A liturgia da Palavra e da Eucaristia são um só ato e culto.
O terceiro pilar do edifício espiritual da Igreja, “Casa da Palavra” é a oração dos salmos, a leitura orante da palavra (Lectio Divina) a fazer em primeiro lugar na família, mas também nos círculos bíblicos, nas comunidades. Maria, mãe de Jesus, que guardava tudo no coração e meditava, assim como Maria, irmã de Marta, sentada aos pés do Senhor na escuta da sua Palavra, são modelos para nós da Igreja casa da Palavra de Deus.
Não basta escutar a palavra, é preciso praticá-la, viver a comunhão fraterna e a caridade. Assim a palavra de Deus deve se tornar “visível e legível no rosto e nas mãos daquele que crê”, cuja vida deve se tornar um Evangelho vivo. Entrando na casa da Palavra, nós encontramos irmãos de outras Igrejas (crentes, ortodoxos)

4. Os caminhos da Palavra: a Missão.

A palavra tem que sair do templo para ir ao encontro dos homens, nas casas, nas praças de um mundo moderno e secularizado, que tem fome e sede não só de pão ou de água, mas de ouvir a Palavra de Deus. Dai a missão evangelizadora da Igreja. “Ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28,19-20). Temos de utilizar os meios modernos de comunicação e de saber falar em parábolas e pelo testemunho na língua dos homens de hoje.
“A família, cujas paredes contêm alegrias e dores, forma um espaço fundamental no qual deve entrar a Palavra de Deus”. Toda a Bíblia apresenta famílias que se nutrem da palavra de Deus. A transmissão da Palavra de Deus se faz primeiro na família, de geração em geração. “Pois, cada família deve ter a sua Bíblia, guardá-la com cuidado, lê-la e rezar com ela; a família deve propor formas e modelos de educação orante, a fim de que meninos e meninas, velhos e as crianças (Salmo 148,2), escutem, compreendam, louvem e vivam a Palavra de Deus. Em particular, as novas gerações deverão ser os destinatários de uma pedagogia apropriada e específica que as conduza em sentir a fascinação para a figura de Cristo, abrindo a porta da inteligência e do coração delas, incluído pelo encontro do testemunho autêntico de adultos, a influência positiva de amigos e a grande companhia da comunidade eclesial.”
É preciso semear a Palavra largamente, em todos os terrenos, ir ao encontro dos excluídos, dos que sofrem muito que podem se deixar tocar pelo rosto de Cristo sofredor e dos quais temos de nos aproximar para anunciar a Palavra de esperança de Cristo pela nossa partilha com eles. A palavra de Deus nos leva ao encontro dos judeus com quem partilhamos o Antigo Testamento. Ela nos leva ao encontro dos homens de qualquer religião ou ateus, sem cair no sincretismo, ao encontro do mundo da arte, da ciência, do pensamento. Temos de acolher a palavra de Deus nas culturas, mas também de evangelizar as culturas.

Conclusão:

“A voz do céu que eu ouvira tornou então a falar-me: ‘Vai, toma o livrinho aberto da mão do Anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.’ Fui, pois, ao Anjo e lhe pedi que me entregasse o livrinho. Então, ele me disse: ‘Toma-o e devora-o; ele te amargará o estômago, mas em tua boca será doce como mel.’ Tomei o livrinho da mão do Anjo e o devorei: na boca, era doce como mel; quando o engoli, porém, meu estômago se tornou amargo’” (Ap 10,8-11).

Resumo feito pelo Padre Bruno Cadart 

Mês de Setembro mês da Bíblia...

Como foi escrita a Bíblia 
Os textos da Bíblia começaram a ser escrito desde os tempos anteriores a Moisés (1200 aC). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. Até o século XVIII dC, admitia-se que Moisés tinha escrito o Pentateuco (Gn, Êx, Lv, Nm, Dt); mas, nos últimos séculos, os estudos mais apurados mostraram que não deve ter sido Moisés o autor de toda esta obra.

A teoria que a Igreja Católica aceita é a seguinte: O povo de Israel, desde que Deus chamou A-brão de Ur na Caldéia, foi formando a sua tradição histórica e jurídica. Moisés deve ter sido quem fez a primeira codificação das Leis de Israel, por ordem de Deus, no séc. XIII aC. Depois de Moisés, o bloco de tradições foi enriquecido com novas leis devido às mudanças históricas e sociais de Israel. A partir de Salomão (972-932), passou a existir na corte dos reis, tanto de Judá quanto da Samaria (reino cismá-tico desde 930 aC) um grupo de escritores que zelavam pelas tradições de Israel, eram os escribas e sacerdotes. Do seu trabalho surgiram quatro coleções de narrativas históricas que deram origem ao Pentateuco:

1. Coleção ou código Javista (J), onde predomina o nome de Deus Javé. Tem estilo simbolista, dramático e vivo; mostra Deus muito perto do homem. Teve origem no reino de Judá com Salomão (972-932).

2. O código Eloísta (E), predomina o nome Elohim (Deus). Foi redigido entre 850 e 750 aC, no reino cismático da Samaria. Não usa tanto o antropomorfismo (representa Deus à semelhança do homem) do código Javista. Quando houve a queda do reino da Samaria, em 722 para os Assírios, o código E foi levado para o reino de Judá, onde houve a fusão com o código J, dando origem a um código JE.

3. O código Deuteronomista (D) - Deuteronômio (repetição da Lei, em grego). Acredita-se que teve origem nos santu-ários do reino cismático da Samaria (Siquém, Betel, Dã,...) repetindo a lei que se obedecia antes da separação das tribos. Após a queda da Samaria (722) este código deve ter sido levado para o reino de Judá, e tudo indica que tenha ficado guardado no Templo até o reinado de Josias (640-609 aC), como se vê em 2Rs 22. O código D sofreu modificações e a sua redação final é do século V aC, quando, en-tão, na íntegra, foi anexado à Torá. No Deuteronômio se observa cinco "deuteronômios" (repetição da lei). A característica forte do Deuteronômio é o estilo forte que lembra as exortações e pregações dos sacerdotes ao povo. 4. O código Sacerdotal ou Priestercodex (P) - provavelmente os sacerdotes judeus durante o exílio da Babilônia (587-537 aC) tenham redigido as tradições de Israel para animar o povo no exílio. Este código contém dados cronológicos e tabelas genealógicas, ligando o povo do exílio aos Patriarcas, para mostrar-lhes que fora o próprio Deus quem escolheu Israel para ser uma nação sacerdotal (Ex 19,5s). O código P enfatiza o Templo, a Arca, o Tabernáculo, o ritual, a Aliança. Tudo indica que no século V aC, um sacerdote, talvez Esdras, tenha fundido os códigos JE e P, colocando como apêndice o código D, formando assim o Pentateuco ou a Torá, como a temos hoje.

A importância da Igreja se não fosse a Igreja Católica, não existiria a Bíblia como a temos hoje, com os 73 livros canônicos, isto é, inspirado pelo Espírito Santo. Foi num longo processo de discernimento que a Igreja, desde o tempo dos Apóstolos, foi "berçando" a Bíblia, e descobrindo os livros inspirados. Se você acredita no dogma da infalibilidade de Igreja, então pode acreditar na Bíblia como a Palavra de Deus. Mas se você não acredita, então a Bíblia perde a sua inerrância, isto é, ausência de erro. Essa conclusão nos leva a uma outra, também importantíssima, que é a seguinte: se foi a Igreja, que guiada pelo Espírito Santo, compôs a Bíblia, logo, é ela também a única autoridade capaz de a in-terpretar segundo o que Deus quis nos dizer de fato. Por que a Igreja tem tanta certeza de que ela não erra naquilo que é essencial para levar os seus filhos à salvação? Por causa das grandes promessas que o próprio Senhor lhe fez, garantindo que ela guardaria sem erros o "depósito da fé" que Jesus nos dei-xou através dos Apóstolos. Demorou alguns séculos para que a Igreja chegasse à forma final da Bíblia. Em vários Concílios, alguns regionais outros universais, a Igreja estudou o cânon da Bíblia; isto é, o seu índice.

Garantem-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que:

- "Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados" (DV 8; CIC,120).

- Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: "Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse à autoridade da Igreja Católica" (CIC,119). Por que a Bíblia católica é diferente da protestante? Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14.

A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram. Nesse Sínodo os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte: (1) deveria ter sido escrito na Terra Santa;(2) escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego; (3) escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);(4) sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.

Esses critérios eram nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilô-nia. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados antes.

Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte co-lônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeita-ram. Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Ale-xandrina (completa - Versão dos LXX).Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), conside-rando canônicos os livros rejeitados em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto he-braico. O texto grego "dos Setenta" tornou-se comum entre os cristãos; e, portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.

Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos.

Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rm 1,12-32 se refere à Sb 13,1-9; Rm 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2,13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 e 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.

Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diá-logo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.

Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Ecle-siastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (patrísti-ca) os livros rejeitados pelos protestantes (deuterocanônicos) são citados como Sagrada Escritura. As-sim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, ci-tando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestan-tes. Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma for-ma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos pro-testantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus. Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre con-firmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.

No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmen-tos de Esdras e Daniel.

Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos. Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia. Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradi-ção da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: "Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outro-ra falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo" (DV, 8).

Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o índice dela. Assim, este só pode ter sido feito pela Tradição dos apóstolos, pela tradição oral que de geração em geração chegou até nós.

Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. É interessante notar que o Papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a São Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos. São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Alerta


Debate entre presidenciáveis abordará temas de interesse católico
O primeiro debate entre presidenciáveis promovido pela TV Canção Nova e
Rede Aparecida, marcado para o próximo dia 23, pretende criar um espaço
inédito para que temas de interesse dos católicos sejam tratados com
profundidade, além de outros assuntos atuais.
O debate acontecerá no auditório da Faculdade Santa Marcelina, em São
Paulo, a partir das 22h e será transmitido ao vivo para todo o Brasil e para
alguns países. Estima-se um público de mais de 100 milhões de
telespectadores.


“Nossa intenção é dar oportunidade ao telespectador de conhecer melhor cada
candidato, suas ideias e soluções para nossa sociedade. É um espaço para
levar mais subsídios para nosso público, a fim de que os eleitores possam
fazer as melhores escolhas”, comenta Ana Paula Guimarães, superintendente da
TV Canção Nova.


Para o padre Antônio Cesar Moreira Miguel, diretor geral da Rede Aparecida
e mediador do debate, a realização do programa é um marco. “Não se pode mais
dissociar religião de política. Muitos dos nossos telespectadores gostariam
de ver, de conversar com esses políticos e com o debate temos a chance de
promover essa aproximação. Esperamos poder contar com a participação dos
quatro candidatos”, comenta.
Para definir as regras do debate, foram realizadas reuniões com as
assessorias dos candidatos José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio
Arruda Sampaio (PSOL) e Dilma Roussef (PT). Até o momento, apenas Dilma
ainda não confirmou presença.


Assuntos como aborto, uso de células-tronco embrionárias e exposição de
símbolos religiosos em locais públicos farão parte da pauta que compreende
ainda questões ligadas à saúde, educação, emprego, segurança pública,
previdência, liberdade de imprensa, reforma agrária, entre outros. “Nosso
objetivo não é estimular a discussão entre os candidatos, mas a exposição de
suas ideias”, afirma a superintendente da Canção Nova.
O debate
O programa, que tem duração de duas horas, está estruturado em quatro
blocos: o primeiro, com perguntas feitas pelo mediador a partir de temas
sorteados ao vivo. O segundo terá perguntas de três jornalistas convidados
pela coordenação do programa sobre temas de livre escolha. No terceiro, as
perguntas serão feitas por representantes de pastorais e movimentos da
Igreja Católica, ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
que estarão na plateia. No quarto e último bloco, os candidatos respondem
mais uma vez a perguntas feitas pelo mediador sobre qualquer tema sorteado
ao vivo e participam do quadro “Como você resolverá o problema?”, que
consiste na exposição da solução para determinado problema sugerido pelo
mediador. O programa termina com as considerações finais de cada candidato.


A cada pergunta, o candidato terá entre 2 minutos e 1 minuto e meio para
resposta. Nos blocos 2 e 3, cada resposta será comentada por outro candidato
sorteado. Haverá réplica de 1 minuto para o candidato que respondeu e
tréplica de 1 minuto para o candidato que comentou.
Todo o conteúdo do programa será transmitido também via internet e nas
rádios dos dois grupos de comunicação, além de outras emissoras católicas
interessadas em retransmitir a programação.


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Fonte : Internet

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Batismo no Espirito Santo.




Programa de 06/Agosto/2009. Neste vídeo Padre Fábio de Melo, juntamente com Padre Joãozinho, falam que o batismo no Espírito Santo é um desdobramento do batismo sacramental. Sendo que este não é um evento único, que ocorreu uma vez e pronto, ele é um processo, a cada experiência de Deus vamos aprofundando nosso batismo. Eles também falam sobre o dom de orar em línguas, que é um júbilo que entoamos quando não temos mais palavras, é uma prece não conceitual, que não encontra palavras para expressar a alegria que se sente, e então pronuncia-se "gemidos inefáveis" como diz São Paulo.

Combatendo o bom Combate


O ministério de libertação é uma força de apoio ao combate espiritual a que todo cristão é chamado a viver. Precisamos conhecer esse combate na vida e nas palavras de Jesus.
O Mestre sofreu tentações antes de começar Sua vida pública: cobiça, vaidade e orgulho! Venceu esses males e nos ensinou a pedir: Pai, não nos deixeis cair em tentação, MAS LIVRAI-NOS DO MAL. O Pai-Nosso é a principal oração de libertação. O Apóstolo Paulo falou muito de Combate Espiritual. O texto mais eloquente sobre esse tema está em Efésios 6,10-17: armadura do cristão. Cada versículo desse texto deve ser meditado com muita atenção.
A armadura de Deus é Jesus. Precisamos nos revestir de Cristo para estar a salvo dos ataques do inimigo. Isso significa permitir que o “homem novo” vá crescendo em nós, até o ponto de podermos dizer: já não sou eu que vivo, Cristo vive em mim.
Estar revestido de Cristo significa sentir como Ele sentia, fazer o que Ele fazia, falar como Ele falava, agir como Ele agia. É colocar a vontade amorosa de Deus como princípio e centro da nossa vida.
A Eucaristia é a expressão maior desse revestir-se de Cristo. É o melhor refúgio. Precisamos estar conscientes de que o inimigo de Deus existe e age. A Igreja afirma claramente que o demônio existe. Mas não é tão poderoso assim… é criatura, age só com a permissão de Deus.
É interessante conhecer as estratégias do maligno para que possamos resistir “no dia mau”, ou seja, na “hora H”. Santo Inácio de Loyola, com suas “regras de discernimento” nos ensina com sabedoria a perceber a voz do Espírito Santo, distinguindo-a da sedutora cantinela do inimigo.
Ao final do seu texto São Paulo compara o cristão com um soldado pronto para a guerra:
· o cinturão da verdade: Lembre-se de que o inimigo é o pai da mentira. É o príncipe das trevas. Portanto, não resiste à luz e à verdade. O Sacramento da Confissão é uma luz de verdade que deve ser utilizado como estratégia contra ele.
· a couraça da justiça: bastaria lembrar a Campanha da Fraternidade destes dois últimos anos. Justiça e Paz se abraçarão.
· calçado da prontidão para anunciar o Evangelho da Paz: a Nova Evangelização é uma estratégia de libertação. Quando nos fechamos em nós mesmos estamos à mercê dos ataques… mas quando nos colocamos a caminho…
· o capacete da salvação: na cabeça, um critério muito seguro que distingue as verdadeiras das falsas doutrinas: Jesus é o Salvador.
· a Espada do Espírito: é a Palavra de Deus, nosso instrumento de libertação.
QUESTÕES PARA REFLEXÃO PESSOAL
1. Conheço algo do Combate Espiritual na vida dos Santos? (Santo Agostinho, Antão, Bento…)
2. Já tive a curiosidade de pesquisar esse tema no Catecismo da Igreja Católica?
3. Conheço algum outro texto da Bíblia que frequentemente me anima no combate?
4. Tenho um diretor espiritual, ou, pelo menos, um confessor?
5. Tenho um projeto pessoal de vida? Escrito? Tenho metas? Ou meu combate consiste apenas em resolver problemas!?

Fonte: Padre Joãozinho, SCJ
artigos@cancaonova.com
Padre do Sagrado Coração de Jesus (dehoniano), doutor em teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP) e autor de vários livros e canções. Conheça o blog do Pe. Joãozinho


http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11543

Combate Espiritual

Combate é a atitude de fazer guerra contra. Quando estamos envolvidos na oração há um aumento de combate. Quando oramos qualquer tipo de oração, num certo sentido estamos fazendo guerra contra satanás.
 
A Intercessão pode ser definida como um combate espiritual – disso fala Efésios 6:10-18 – “fortalecei no Senhor” quer dizer: adquira força espiritual. Temos a obrigação de nos preparar para o combate. Precisamos entender tudo quanto pudermos sobre o inimigo. Nenhum general vai a batalha sem conhecer as estratégias do seu inimigo.
 
1 – Conhecendo o nosso inimigo 
1.1 – Satanás é uma pessoa real e não apenas um conceito do mal (Jó 1:6).
- Ele é referido com pronomes pessoais, como um ser vivo (Lucas 11:18);
- Ele tem um reino
- Ele conversa (Mateus 4:7-9);
- Move-se por todo lugar (Marcos 4:14-15)
- Ele tem corpo (Zacarias 3:1-2)
 
1.2 – Satanás tem objetivo real (Efésios 6:11).
A palavra ciladas vem de uma palavra grega que dá origem à nossa palavra métodos. Ele tem métodos de destruição da igreja. II Coríntios 2:11 diz que “não lhe ignoramos os seus desígnios”.
 
A palavra do grego noeme, quer dizer pensamentos, propósitos, desejos.

Quais os objetivos de Satanás?
- Procura causar dúvida e incredulidade – Gênesis 3:4-5
- Confusão – Lucas 22:31; II Coríntios 12:7
- Divisão e contenda – I Coríntios 3:1-4
- Tentação – I Coríntios 7:5; I Tessalonicenses 3:4-5
- Erro doutrinário – II Coríntios 11:14-15; I Timóteo 4:1
- Dificuldades – Lucas 13:16; I Tessalonicenses 2:18
- Mente dúbia – II Coríntios 11:2-3 (vida mental).
 
2 – Conhecendo o exército organizado de Satanás
- Satanás tem um exército bem organizado – Efésios 6:12; Daniel 10:12-13
- Tem soldados reais
- Tem líderes bem treinados
- Tem jurisdições bem estabelecidas
- Tem poder real – II Tessalonicenses 2:9
 
Satanás é real, mas temos poder sobre ele. Podemos falar diretamente, em voz alta e com autoridade. Ele se aproxima com muita sutileza. Ele vem secretamente, envia o seu poder demoníaco para nos influenciar a sair do caminho, mas, não ignorando os seus objetivos, na autoridade de Jesus, desmascaremos os seus objetivos.
 
3 – Conhecendo o nosso armamento
Armamento: são todas as armas tomadas coletivamente, qualquer instrumento de combate, qualquer meio usado para conseguir vantagem sobre outro. Nosso armamento.
- Nosso armamento – II Coríntios 10:3-5
- Nosso propósito: Libertar pessoas – Mateus 2:9.
- Nossas armas:
 A Palavra de Deus – A revelação total de Deus
 O Sangue do Cordeiro - Apocalipse 12:10-11
 O testemunho dos santos – Apocalipse 12:10-11 – Uma confissão vitoriosa proclama derrota a Satanás – Filipenses 4:13 “...estou pronto para qualquer coisa e equipado para tudo, através de Cristo que me infunde força interior, isto é, eu sou todo suficiente na suficiência de Cristo.” (v. ampliada).
- As orações dos santos
- O Nome de Jesus – Mateus 28:18; João 14:12-14
- A habitação do Espírito Santo – Lucas 24:49
- O Evangelho de Jesus Cristo – Romanos 1:16
- O Evangelho trará derrota total a Satanás – Apocalipse 11:15
 
4 – Conhecendo o nosso destino 
Temos um destino eterno. A igreja é a eterna companheira de Jesus destinada a partilhar do Seu trono.
Estamos sendo treinados a reinar, uma coroa nos está reservada – II Timóteo 4:8 e coroa é símbolo de autoridade.
Deus prepara os intercessores para grandes coisas.
 
Alguns fatos sobre a nossa herança:
- Deus criou todas as coisas, portando, Seu reino inclui toda a criação – Salmo 103:19
- Jesus é o primogênito, portando, herdeiro legal do trono e da criação de Deus.
- Cada cristão é filho de Deus por adoção com os mesmos direitos legais que Jesus tem. Quando recebemos a Cristo nos tornamos herdeiros – Romanos 8:15-17; Apocalipse 21:7.
- A Bíblia provê muitos textos que provam este conceito: Mateus 25:35; Daniel 7:8; Gálatas 6:4-7; Tito 3:5; Tiago 2:5.
 
Nosso destino futuro depende da nossa lealdade presente 
 
“Nós, redimidos dentre a humanidade nos constituímos a eterna companheira de Jesus. Sua noiva. Essa companheira deverá compartilhar do trono do universo com seu amado e Senhor”.
Ela precisa ser treinada para sua função de rainha afim de que aprenda as técnicas de vitória através da oração”.

POSTAGEM EM DESTAQUE

EXORCISMOS: REFLEXÕES TEOLÓGICAS E ORIENTAÇÕES