quinta-feira, 27 de maio de 2010
Para Refletir
Você sabe quantos padres tem o Brasil?
Hoje (maio de 2010) temos 18 mil padres no Brasil.
E mais de 100 milhões de fiéis.
Isso significa que cada padre tem que atender a mais de 5555 fiéis.
Agora faça essa conta comigo:
- 10% de 18 mil padres = 1.800 padres
- 1% de 18 mil padres = 180 padres
- 0,1% de 18 mil padres = 18 padres
- 0,01% de 18 mil padres = 1,8 padres
Quantos padres brasileiros estão envolvidos em escândalos pela mídia? 2 ou 3? Isso significa menos de 0,02% de todos os padres do Brasil!
E os outros 99,98%?
Nós vamos condenar todos os padres por causa de 2 ou 3?
Nós vamos deixar de acreditar em 11 Discípulos porque Judas traiu Jesus?
Nós vamos deixar de acreditar em Deus por causa disso?
Deixaremos de ir à Igreja e de comungar por causa da mídia escandalosa?
Pense bem: mesmo você sendo pecador e imperfeito, mesmo com dúvidas, mesmo que você se afaste da Igreja de Cristo, mesmo assim Ele morreu por você!
domingo, 23 de maio de 2010
Urgente!!!
A importância do matrimônio
Uma fundação considera insustentáveis as consequências do divórcio
Por Pedre, John Flynn, L.C.
ROMA, terça-feira, 2 de março de 2010 (ZENIT.org).
– Com o dia de São Valentim, tanto os bispos dos Estados Unidos como os da Inglaterra e Gales organizaram uma semana de atividades para chamar atenção sobre a importância do matrimônio e a vida familiar. Ao mesmo tempo, a organização Relationships Foundation publicava dois relatórios sobre o matrimônio. A 9 de fevereiro foi publicado Counting the Cost of Family Failure (Avaliando os custos dos rompimentos familiares) e, no dia seguinte, Why Does Marriage Matter? (Por que o matrimônio é importante?).
No primeiro documento, a fundação coloca em 41,7 milhões de libras (64,5 milhões de dólares) o custo anual dos relacionamentos rompidos. Isso equivale a 1.350 libras (2.088 dólares) por cada contribuinte do Reino Unido. É necessário que os responsáveis políticos levem em conta essa pesada carga econômica e adotem as medidas apropriadas para assegurar que as relações sejam mais estáveis, pedia o relatório.
“É uma verdade impopular que as decisões têm consequências e custos, e esses nem sempre são suportados por quem toma as decisões”, comentava o relatório.
A fundação afirmava também que o progresso das famílias é a chave para a vida social e a transmissão de conhecimentos e habilidades. O relatório assinalava em 73 milhões de libras (112 milhões de dólares) por ano o montante pago pelas famílias através de seu apoio aos membros familiares e os cuidados sociais que proporcionam.
O relatório observava que os gastos familiares implicam custos que não são simplesmente econômicos. Fazia referência a estudos que mostram uma maior incidência de problemas de saúde entre os adultos divorciados e seus filhos.Além disso, os traumas emocionais, a solidão e a ruptura das relações têm um impacto significativo. A educação dos filhos também sofre danos, posto que pais divorciados têm menos tempo para ajudá-los em seus deveres e incentivá-los a aprender.
“Os representantes da Conferência Anual da Associação de Professores de 2008 afirmaram que as vidas caóticas no lar e a pobreza tornam as crianças incapazes de aprender”, observava o relatório.
A fundação admitia que não há solução fácil ou de curto prazo para o problema da instabilidade na vida familiar, mas a carga da desintegração familiar é insustentável para a sociedade, concluía.
Vantagens
O segundo relatório de Relationships Foundation considerava o outro lado da moeda e examinava as vantagens do matrimônio. Em Why Does Marriage Matter? é explicado que, ainda que quase toda relação tenha seus benefícios, as vantagens são maiores para os casais casados.
O relatório observava que alguns argumentam que esses assuntos deveriam ser decisão privada entre duas pessoas e, portanto, não convêm às autoridades públicas.
“Mas o matrimônio não afeta só dois adultos que dão seu consentimento, mas também qualquer criança envolvida, as famílias em amplo sentido e a sociedade como conjunto”, afirmava o documento.
“Ao apoiar o matrimônio, a política está reconhecendo que é benéfico ver as relações como instituições públicas, não só como eleições privadas”, continuava a fundação.
Daí a necessidade de julgar algo que não é um mito, que as relações privadas deveriam gozar das mesmas proteções legais e sociais que apoiam o matrimônio, assegurou o documento.
O relatório reunia a investigação de numerosos estudos para respaldar a afirmação de que o matrimônio é benéfico para as famílias e a sociedade em geral. Entre os benefícios para o casal estão os seguintes:
–Os homens casados investem de 10% a 40% mais que os solteiros em educação;
–Os casais casados geram maiores finanças que outros casais similares, solteiros ou que moram juntos, inclusive aqueles com rendas similares;
–O matrimônio está associado a uma redução significativa da depressão;
–O estado matrimonial contém o avanço do Alzheimer na terceira idade;
–É mais provável que as pessoas casadas sobrevivam ao câncer;
–As pessoas casadas têm um menor risco de suicídio que as pessoas não casadas, um efeito protetor que se mantém nos últimos 25 anos;
–O matrimônio faz das pessoas mais sadias e felizes, e as pessoas casadas vivem mais.
O casamento também beneficia os filhos:
–Os bebês nascidos de pais casados têm um índice menor de mortalidade infantil. Em média, o risco de mortalidade infantil aumenta entre 25-30% se a mãe forma parte de um casal de fato, e de 45%-68% se a mãe for solteira;
–Os pais casados passam mais tempo com seus filhos, proporcionam-lhes mais recursos materiais, trabalham mais próximos da mãe de seus filhos e estão mais comprometidos, emocional e moralmente, em contribuir com o futuro de seus filhos;
–70% das crianças nascidas em 1997, de pais casados, podem esperar passar toda sua infância com ambos pais naturais, em comparação com 35% dos filhos de casais de fato.
–Levando em conta fatores como raça, educação da mãe, qualidade do bairro e habilidades cognitivas, as crianças criadas com somente um progenitor correm maior risco de acabar na prisão até os 30 anos;
–As crianças que vivem com mães solteiras, padrastos, ou namorados de sua mãe são mais propícias a serem vítimas de abusos, e as crianças que vivem somente com sua mãe tem um índice mais alto de mortes por lesões intencionadas;
–Crianças cujos pais se casam e permanecem casados têm mais probabilidade de ter no futuro um casamento estável e tendem a esperar o matrimônio para terem filhos.
Os casais de fato, que hoje se costumam apresentar como uma alternativa aceitável ao casamento, simplesmente não possuem os mesmos benefícios do casamento, conclui o relatório.
Viver Juntos
O relatório explicava que os casais não casados, em média, têm um nível inferior de satisfação em sua relação, mais conflitos, mais violência e um menor nível de compromisso. No geral, a falta de benefícios para os casais de fato em comparação com os matrimônios vem do fato de que as pessoas que escolhem viver juntas e tendem a se comprometer menos em um relacionamento para a vida.
O relatório comentava ainda que alguns opinam que a relação entre famílias sólidas e as vantagens que derivam delas é devido a um efeito de seleção, o que significa que apenas pessoas “casáveis” se comprometem com o matrimônio e todos os benefícios se devem ao tipo de pessoa que o escolhe.
O documento respondia que esse argumento não é válido. Em primeiro lugar, ignora o resultado positivo de tomar uma decisão clara e um compromisso, que tem lugar quando nós nos casamos.
Em segundo lugar, o aumento de nascimentos fora do matrimônio é resultado de uma dramática mudança nas últimas décadas, que tem natureza social e não é o resultado de uma espécie de alteração genética que faz com que as pessoas sejam menos “casáveis”.
Casais
Estes dois relatórios não são mais que a última amostra de uma “inundação” de documentação que comprova o quanto o matrimônio é importante para a sociedade. Em outubro de 2009, outra organização do Reino Unido especializada em relacionamentos, One Plus One, publicou um estudo com o nome de When Couples Part: Understanding the Consequences for Adults and Children (Quando os casais rompem: Entendendo as Consequências para Adultos e Crianças).
Após a leitura dos dados da pesquisa, o relatório concluiu que, embora as evidências do impacto das separações matrimoniais sejam muito complexas, “a conclusão predominante é sua associação com as desvantagens de adultos e crianças”.
Essa ligação ainda é forte, apesar do fato de que o divórcio e a separação são difundidos na sociedade de hoje. A pesquisa mostra que os impactos negativos não diminuiram com o passar do tempo , acrescentou o relatório.
“Daí a urgente necessidade de reconhecimento político para que promovam o desenvolvimento familiar e a estabilidade”, concluía.
Crianças
Bento XVI falava recentemente dos benefícios do matrimônio, no dia 8 de fevereiro, aos participantes da assembleia plenária do Pontíficio Conselho para a Família. Fazendo referência à necessidade de proteger as crianças, o Papa comentava: “precisamente a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, é a maior ajuda que se pode dar às crianças”.
“Elas querem ser amadas por uma mãe e um pai que se amam, e necessitam crescer e viver junto com ambos pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção da sua personalidade e de sua identidade”, acrescentou.
“Portanto, é importante fazer todo o possível para ajudá-las a crescer em uma família unida e estável”, recomendava o Papa.
Seja uma perspectiva sociológica ou religiosa, parece ter sentido apoiar e proteger o casamento.
Fonte: http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=FAMILIA&id=fam0031
Meu marido me abandonou; o que faço?
Por Prof. Felipe Aquino
Embora haja também mulheres que abandonem os seus esposos, no entanto, a grande maioria dos casos é de maridos que abandonam as suas esposas, muitas vezes depois de uma traição consumada e assumida. Quantas e quantas mulheres vivem este drama! Desde recém casadas até aquelas que já passaram dos trinta anos de casados. E este deve ser o primeiro consolo para quem vive esta amarga situação; você não está sozinha nesta dor, há uma multidão à sua frente e do seu lado, derramando as mesmas lágrimas.
Pode haver muitas causas para essas separações, mas estou convencido de que a mais freqüente delas é a falta de uma vivência religiosa profunda por parte de muitos homens. Infelizmente para muitos deles, a vida consiste em trabalhar e depois, nas horas vagas se divertir, beber com os amigos e desfrutar dos prazeres da vida. No meio de tudo isso, a falta de espiritualidade permite a entrada da imoralidade sexual, acesso a fitas de vídeo pornográficas, olhares maliciosos para outras mulheres, deleite no convívio de outras ... Até que um dia ele é “fisgado” por alguém que não é a sua esposa, mas que lhe mostra mais atração, “mais amor”, menos idade, que lhe dá “menos aborrecimento”, e mais prazer. E sem o auxílio da graça de Deus, ele começa a descer a ladeira da permissividade moral, até deixar a verdadeira esposa. Sem Deus não há castidade, não há paciência, não há tolerância... não há verdadeiro amor como S. Paulo pediu aos homens: “maridos, amai as vossas esposas, como Cristo amou a Igreja, e se entregou por ela.” (Ef 5,25). “E se entregou por ela...”
Eu penso que as mulheres deveriam desencadear uma guerra contra os filmes pornográficos, os sites pornográficos da Internet, as roupas provocantes da moda feminina, etc., porque a primeira vitima disso tudo pode ser o casamento delas mesmas. É verdade que em certos casos a esposa traída ou abandonada também possa ter cooperado com a separação: pode ter faltado mais atenção a ele, mais cuidado com o lar e com os filhos, pode ter faltado mais zelo consigo mesmo, pode ter havido muita reclamação e lamúria da parte dela, pode ter faltado mais esforço para uma vida sexual mais harmoniosa, etc., mas nada disso justifica uma traição e a destruição de um lar.
Mas, e agora, o que fazer?
Em primeiro lugar há que se ter o desejo de restaurar o próprio casamento; esse homem que se foi é seu marido, você tem direito moral sobre ele; e então, deve lutar para reconquistá-lo com todos os meios legítimos. Nem sempre é fácil, mas sabemos que para Deus nada é impossível (Lc1,37) disse o Anjo a Maria. Então, é começar a rezar e a agir. Antes de tudo confiar na misericórdia de Deus, e não ter pressa, e não marcar hora para ele voltar; há que se dar tempo para à graça de Deus agir. Ela precisa de tempo porque respeita a liberdade dele; mas age.
Quantos maridos já voltaram para o seu lar, depois de uma aventura de “filho pródigo”! Às vezes é preciso esperar anos para que ele volte; assim como o filho pródigo, pode ser que ele comece a pensar a voltar quando a saudade do verdadeiro lar começar a pesar, ou quando uma doença fizer o mundo dos encantos desabar diante dele, ou a ruína financeira o atingir... não sei, mas sei que Deus é o maior especialista em tirar o bem do mal.
Por isso, você mulher abandonada, não pode tirar os seus joelhos do chão. “Orar sem cessar sem jamais deixar de faze-lo” (Lc 18,1) é a ordem de Jesus. “Pedi e receberei, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á” (Lc 11,9). Deus estabeleceu uma lei: ninguém recebe a sua graça sem lhe pedir. Então peça, derrame suas lágrimas diante dele no Santíssimo Sacramento. Não foi assim que a perseverante Mônica conseguiu depois de vinte anos a conversão do seu querido Agostinho. Ele disse nas suas “Confissões”, que as lágrimas que sua mãe derramava diante de Deus era o sangue do seu coração destilado em seus olhos.
Mas, e se ele não voltar? Continue a rezar por ele, porque talvez você possa ser a única pessoa neste mundo que possa fazer algo junto de Deus pela sua salvação. Você mulher, ao menos tem a consciência tranqüila diante de Deus; se você se apresentar diante dele hoje, estará em paz, mas ele não. Isto deve ser o mais importante para você.
Enquanto ele não volta, viva a sua vida intensamente para Deus e para os outros. “Só o egoísta desperdiça a vida”, disse Michel Quoist. Viva para o bem dos seus filhos, de sua família e de todos que precisarem de você. Não coloque toda a felicidade sobre um homem de carne e ossos. Deus é mais importante.
Se você chegou à conclusão que, quando do seu casamento, houve algum motivo que possa te-lo tornado inválido, então, consulte o Tribunal da Igreja, e se for o caso dê inicio ao Processo de solicitação de declaração de nulidade. Se oriente com alguém sábio. Se a declaração foi concedida, então, você estará livre para se casar com as bênçãos de Deus. Mas não comece outro relacionamento, sobretudo sexual, com outro homem, pois isto não é da vontade de Deus, e ninguém é verdadeiramente feliz se não vive conforme a Lei santa de Deus.
Se por acaso o seu Processo de nulidade, vai andando bem, e você conheceu alguém que lhe agrada, não se precipite num namoro, mantenha com esta pessoa apenas um bom relacionamento de amigos, até que a Igreja se pronuncie.
Mulher traída e abandonada, eu sei que a sua dor é grande; eu sei que o seu coração sangra, porque eu já ouvi muitas de vocês no relato de suas dores, mas eu quero lhe dizer algo importante, a você que tem fé: não desperdice nenhuma dessas lágrimas; ofereça-as todas ao Senhor; una-as ao cálice da Santa Missa, e elas serão sagradas; esta será a sua melhor oração, não só pelo seu esposo que se foi, mas também pela redenção do mundo e sua própria santificação. Não é da cruz que vem a ressurreição? Não é da cruz que vem a salvação?
Se de um lado a cruz é drama, de outro lado é uma oportunidade de sangue de fazer comunhão com o Senhor que padeceu muito mais do que isto por nós, e que nos convida a, voluntariamente, “completar o que falta à sua paixão” (Cl 1, 24). Todo sofrimento é uma chance de santificação depois que Jesus fez dela a matéria prima da salvação. Não perca essa dolorosa chance.
Enfim, mulher, houve outra Mulher, que desde o nascimento do seu Filho, experimentou as dores do mundo até a consumação do seu Amado. Una-se a Ela, consagre-se a Ela, derrame suas lágrimas com Ela, segure em suas mãos santas. Ela te sustentará.
Prof. Felipe Aquino
sábado, 22 de maio de 2010
Vem Espirito Santo!!!!
O Espírito Santo na Encarnação Durante este período litúrgico, aproveitaremos os sábios ensinamentos de João Paulo II para nos prepararmos para a Festa de Pentecostes. A cada dia desta semana, disponibilizaremos aqui uma catequese diferente sobre o Espírito Santo escrita pelo saudoso Papa.
Catequese durante a Audiência Geral da Quarta-feira, 27/05/1998
1. Jesus está unido com o Espírito Santo desde o primeiro instante da Sua existência no tempo, como recorda o Símbolo niceno-constantinopolitano: Et incarnatus est de Spiritu Sancto ex Maria Virgine. A fé da Igreja neste mistério funda-se na palavra de Deus: “O Espírito Santo, anuncia o anjo Gabriel a Maria, virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra. Por isso mesmo é que o Santo que vai nascer há de chamar-Se Filho de Deus” (Lc 1, 35). E a José foi dito: “O que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt 1, 20). Graças à intervenção direta do Espírito Santo, atua na Encarnação a suprema graça, a “graça da união” da natureza humana com a pessoa do Verbo. Essa união é fonte de todas as outras graças, como explica S. Tomás (S. Th. III, q. 2, a. 1-12; q. 6, a. 6; q. 7, a. 13).
2. Para aprofundar o papel do Espírito Santo no evento da Encarnação, é importante retornar aos dados que nos oferece a Palavra de Deus. São Lucas afirma que o Espírito Santo desce como força do alto sobre Maria, a qual é recoberta pela Sua sombra. Mediante o Antigo Testamento, nós sabemos que todas as vezes que Deus decide fazer brotar a vida, age através da “força” do Seu sopro criador: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, pelo sopro da Sua boca todos os Seus exércitos juntou” (Sl 33, 6). Isto vale para cada ser vivo, a ponto que se Deus “retirasse o Seu sopro e fizesse voltar a Si o espírito do homem, toda a carne pereceria no mesmo instante e o homem voltaria ao pó” (Jó 34, 14-15). Deus faz intervir o seu Espírito sobretudo nos momentos em que Israel experimenta a impotência de se erguer só com as suas forças. Sugere-o o profeta Ezequiel na visão dramática do imenso vale cheio de esqueletos: “O espírito entrou neles. Retornando a vida, endireitaram-se” (37, 10). A concepção virginal de Jesus é “a maior obra realizada pelo Espírito Santo na história da criação e da salvação” (Dom. et viv., 50). Neste evento de graça, uma virgem tornou-se fecunda, uma mulher, remida desde a sua concepção, gera o Redentor. Prepara-se assim uma nova criação e tem início a nova e eterna aliança: começa a viver um homem que é o Filho de Deus. Jamais antes deste evento se dissera que o Espírito Santo tivesse descido diretamente sobre a mulher para a tornar mãe. Quando na história de Israel se verificam nascimentos prodigiosos, a intervenção divina, quando a ela se alude, é referida ao nascituro e não à mãe.
3. Se nos perguntamos por que o Espírito Santo realizou o evento da Encarnação, a palavra de Deus responde-nos de maneira sintética, na segunda carta de Pedro, que isto ocorreu para que nos tornássemos “partícipes da natureza divina” (1, 4). “Com efeito , explica Santo Ireneu de Lião , este é o motivo por que o Verbo se fez homem, e o Filho de Deus, Filho do homem: para que o homem, entrando em comunhão com o Verbo e recebendo assim a filiação divina, se tornasse filho de Deus” (Adv. Haer. 3, 19, 1). Nesta mesma linha se põe Santo Atanásio: “Quando o Verbo desceu sobre a santa Virgem Maria, o Espírito juntamente com o Verbo entrou nela; no Espírito o Verbo assumiu um corpo e adaptou-o a Si, querendo, por meio de Si mesmo, unir e conduzir ao Pai toda a criação” (Ad Serap. 1, 31). Estas afirmações são retomadas por S. Tomás: “O Filho unigênito de Deus, querendo que fôssemos partícipes da Sua divindade, assumiu a nossa natureza humana a fim de, ao fazer-Se homem, tornar os homens deuses” (Opusc. 57 in festo Corp. Christi, 1), isto é, por graça partícipes da natureza divina. O mistério da Encarnação revela o maravilhoso amor de Deus, do qual o Espírito Santo é a personificação mais excelsa, sendo Ele o Amor de Deus em pessoa, a Pesso-Amor: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em ter enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para que, por Ele vivamos” (1Jo 4, 9). Na Encarnação, mais do que em qualquer outra obra, revela-se a glória de Deus. Com muita razão no Glória in excelsis cantamos: “Nós Vos louvamos e bendizemos... nós Vos damos graças pela vossa imensa glória”. Esta expressão pode ser aplicada de modo especial à ação do Espírito Santo, que na Primeira Carta de Pedro é chamado “o Espírito da glória” (4, 14). Trata-se duma glória que é pura gratuidade: não consiste em tomar ou em receber, mas só em dar. Ao dar-nos o seu Espírito, que é fonte de vida, o Pai manifesta a Sua glória, tornando-a visível na nossa vida. Neste sentido Santo Ireneu afirma que “a glória de Deus é o homem vivo” (Adv. Haer. IV, 20, 7).
4. Se agora procuramos ver mais de perto o que o evento da Encarnação nos revela a respeito do mistério do Espírito, podemos dizer que este evento nos manifesta, antes de tudo, que Ele é a força benévola de Deus que gera a vida.A força que «estende a sua sombra» sobre Maria evoca de novo a nuvem do Senhor que se pousava sobre a tenda do deserto (cf. Ex 40, 34) ou que enchia o templo (cf. 1Rs 8, 10). É portanto a presença amiga, a proximidade salvífica de Deus que vem estabelecer um pacto de amor com os Seus filhos. É uma força ao serviço do amor, que se desenvolve no sinal da humildade: não só inspira a humildade de Maria, a escrava do Senhor, mas como que se esconde atrás dela, a ponto de ninguém em Nazaré conseguir intuir que "o que ela concebeu é obra do Espírito Santo" (Mt 1, 20). Santo Inácio de Antioquia exprime de modo estupendo este mistério paradoxal: "Ao príncipe deste mundo permaneceu escondida a virgindade de Maria e também o seu parto, e de igual modo a morte do Senhor. São estes os três mistérios da voz excelsa, que se realizaram no descanso silencioso de Deus" (Ad Eph. 19, 1).
5. O mistério da Encarnação, visto em perspectiva do Espírito Santo que o operou, lança luz também sobre o mistério do homem. Com efeito, se o Espírito age de modo singular no mistério da Encarnação, Ele está presente também na origem de cada ser humano. O nosso ser é um "ser recebido", uma realidade refletida, amada e doada. Não basta a evolução para explicar a origem do gênero humano, como não basta a causalidade biológica dos pais para explicar, por si só, o nascimento de um filho. Embora na transcendência da Sua criação, sempre respeitosa das "causas segundas", Deus cria a alma espiritual do novo ser humano, comunicando-lhe o sopro vital (cf. Gn 2, 7), através do seu Espírito que é "o dador da vida". Cada filho deve, portanto, ser visto e acolhido como um dom do Espírito Santo. Também a castidade dos celibatários e das virgens constitui um reflexo singular daquele amor "derramado nos nossos corações por meio do Espírito Santo" (Rm 5, 5). O Espírito que tornou partícipe da fecundidade divina a Virgem Maria, assegura também a quantos escolheram a virgindade por causa do Reino dos céus uma descendência numerosa no âmbito da família espiritual, formada por todos aqueles que "não nasceram do sangue, nem de vontade carnal, nem de vontade do homem, mas sim de Deus" (Jo 1, 13).
Fonte: http://www.rccbrasil.org.br/noticia.php?noticia=6133
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Origem da Festa de Pentecostes
Conheça mais sobre a celebração que significa a coroação da Páscoa de Cristo e a manifestação da Igreja para o Mundo.
Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.
A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).
No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, “como se soprasse um vento impetuoso”. “Línguas de fogo” pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.
Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.
Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): “Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos”. O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.
Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.
O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.
Fonte: Shalom
sábado, 15 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Igreja
Há meses o mundo está sendo abalado por relatos de casos de abusos sexuais, inclusive na Igreja Católica. São atingidas crianças, a respeito das quais Cristo diz: "Quem provocar a queda de um só destes pequenos que crêem em mim, melhor seria que lhe amarrassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem no fundo do mar" (Mt 18,6).
A situação é muito séria. Os ataques ao Papa e à Igreja saíram totalmente de controle. Com este artigo especial a AIS se posiciona sobre esse assunto.
A cusparada atingiu o jovem padre de cheio no rosto. Transbordando ódio, o turista desconhecido lhe gritou: “Pedófilo asqueroso!”. Silêncio. Os outros visitantes da Acrópole de Atenas olham distraidamente para a perfeita fileira de colunas de mármore. Ninguém faz nada, enquanto o jovem padre, cabisbaixo, limpa o rosto. Por esses dias se escutam muitas histórias desse tipo. Ao descer de um trem, um padre que há quarenta anos serve abnegadamente o Evangelho é alvo das mesmas palavras de insulto. Uma casa de religiosas recebe telefonemas anônimos ofensivos...
Uma histeria coletiva se espalha, insuflada pelos poderosos da Televisão e pelos intocáveis papas de um jornalismo pseudointelectual. É lógico que algumas reações espontâneas sejam compreensíveis. De consequência, um sofrimento incrível. A vergonha se manifesta. Os abusos, o silêncio culposo, os erros estúpidos, o covarde desvio de atenção - tudo isso são fatos reais e muito graves. Jesus Cristo terá de lavar o rosto de sua Igreja. Todos nós teremos de redescobrir a audácia de Deus ao confiar a homens tão fracos um dom tão grande como é o sacerdócio.
Essa hora triste exige que todos nós saibamos redescobrir o valor da reparação solidária e façamos penitência por aqueles 0,1 por cento de padres que comprovadamente cometeram esses crimes tão deploráveis. Mas também deveríamos agradecer de joelhos por todos aqueles que mantêm com fidelidade sua consagração e missão. Eles são mais de 400.000 espalhados pelo mundo todo.
A indústria superficial do entretenimento, a frivolidade tornada sistemática que domina praticamente todo o público, criaram um ambiente geral de ingenuidade simplista, de superficialidade e de escasso senso crítico e reflexão. Existe uma multidão amorfa só à espera da nova manchete sobre namoricos e brigas de políticos, de atores ou de cantores da moda. Vazio espiritual. Nesse vácuo se empurra uma imagem estereotipada do sacerdote; cospe-se no seu celibato; sua doação a Deus é entregue ao escárnio. Os resultados de pesquisas muito sérias são ignorados ou distorcidos. Ninguém dá atenção para os especialistas quando comprovam que não existe nenhuma relação entre o celibato dos padres católicos e a tremenda profanação representada por qualquer abuso quando cometido por ministros consagrados.
Basta! É imoral continuar torcendo os fatos dessa forma. Estamos saturados dessa farsa, desse duplo abuso: um problema que é inegável está sendo usado para solapar com más intenções a legítima autoridade moral da Igreja, dessa Igreja de Pedro e de Paulo, dessa Igreja de João Paulo II e de Bento XVI.
Nós vivemos num mundo pelo avesso. Num arranha-céu em Nova York, um jornal dita à sociedade o que ela deve pensar e em que deve acreditar. Ele põe em circulação afirmações sem fundamento. Depois, não aceita as contestações baseadas em fatos contundentes e em investigações sérias dos mais renomados especialistas. A campanha pré-fabricada a sangue frio tem de continuar. Não é a verdade o que importa. O que vale é a tenebrosa intenção de silenciar a voz da Igreja Católica, que se faz escutar no mundo inteiro. Porque a Igreja é uma das poucas instituições que se atrevem a enfrentar a ditadura do relativismo do nosso tempo. Isso a torna incômoda. É por isso que querem eliminá-la.
Nessa situação, ninguém tem o direito de desviar o olhar, como fizeram aqueles turistas da Acrópole. Todos são chamados a serem ativos. A resposta começa no coração e na consciência de cada um. Penitência e oração são as primeiras coisas. Também é importante conversar à mesa no círculo familiar, esclarecer as idéias entre os colegas de trabalho ou de escola. É questão de seriedade na fé.
Trinta e dois anos atrás tive a ocasião de conhecer pessoalmente Bento XVI - um dom de Deus. Há pouco tempo me encontrei novamente com ele para uma conversa intensa de meia hora sobre questões da Nova Evangelização. O Papa analisava as situações com clareza total. Sempre chegava ao âmago das coisas. A cada momento ele irradiava benevolência e alegria. Esse sacerdote extraordinário, talvez a pessoa mais culta do nosso tempo, sempre aderiu com fidelidade inquebrantável à doutrina de Cristo e à sua aplicação coerente na vida real. Sem medo. Pelo contrário. Com razão o arcebispo de Viena, o Cardeal Christoph Schönborn, e o arcebispo Nichols de Westminster na Inglaterra, chamaram a atenção justamente nesses dias para esse fato, que pode ser facilmente comprovado inclusive pela mídia: já há muitos anos Joseph Ratzinger foi aquele que mais trabalhou para extirpar o câncer criminoso do abuso sexual. É ele que nos ensina que não se defende a boa fama da Igreja acobertando piedosamente os fatos, ou brandindo uma retórica feita de meias verdades. Só a plena verdade nos possibilitará sair dessa noite da vergonha para a luz do sol de um novo começo.
Na sua recente "Carta aos católicos da Irlanda", Bento XVI nos propôs toda uma série de providências imediatas muito precisas. Todos deveríamos aprender com essa crise.
A primeira medida: a preocupação com as vítimas, com o máximo respeito e delicada eficiência. Trata-se de reparar o máximo possível os danos e aliviar as profundas chagas abertas. Depois: orientar a seleção das vocações ao sacerdócio por critérios ainda mais rigorosos, para excluir esses casos o máximo possível. (Isso implica também a colaboração de profissionais apropriados. E para isso a Ajuda à Igreja que Sofre gostaria também de oferecer ajuda aos Bispos.) Nesse contexto é necessário continuar desenvolvendo uma pedagogia especial na questão da afetividade dos futuros sacerdotes. Também os padres que já atuam na pastoral devem ser acompanhados de maneira mais intensa para que possam irradiar uma santidade ainda maior em sua vida e para que, crescendo ainda mais a sua paternidade na fé, possam doar um afeto sólido e maduro.
Um psiquiatra de renome internacional, Manfred Lütz, vê a sociedade diante de um transbordamento emocional, numa espécie de crise de puberdade da cultura pós-moderna. Não poucas das acusações infundadas seriam ataques irracionais, como de adolescentes, contra a Igreja. Elas seriam desfechadas porque a Igreja é uma instituição grande, que defende princípios não negociáveis. No fundo, diz Lütz, pretende-se destruir a imagem do pai na sociedade. Por isso se rejeita o Papa e se ataca injustamente a autoridade moral dos padres. E nós poderíamos acrescentar: em última análise trata-se de um ataque à mensagem central do Evangelho proclamado por Jesus: Deus é o "Pai nosso", cheio de justiça e de compaixão.
Antes de crucificarem Cristo, eles bateram e cuspiram nele. Após a Sexta-feira Santa veio a Páscoa. Mas o rosto de Jesus continua chorando na sua Igreja. A Ajuda à Igreja que Sofre permanecerá sempre como um instrumento a serviço do Bispo de Roma, para proteger os cristãos perseguidos e para auxiliar os anunciadores do Evangelho. Nesse momento histórico o ponto mais nevrálgico da Igreja é o futuro do sacerdócio... Talvez o sacerdote que hoje está mais em necessidade se chame Bento XVI. Não o deixemos sozinho. E vocês, não nos deixem sozinhos quando procuramos juntos ajudar o Papa. Sejam muito generosos. Obrigado.
Fonte: Enviado por Láis (Osasco) RCC- S.Paulo
domingo, 9 de maio de 2010
Reflexão...
Junto à cruz de Jesus, de pé estava a Sua mãe. Muitas mães já viveram experiências assim, de ver o filho sendo despedaçado diante delas e não puderam fazer nada. Você consegue imaginar o que é para uma mãe ver o martírio do próprio filho?! Muitas mães conseguem imaginar, ainda que de longe como é esta dor. Nós olhamos o sofrimento de Cristo na cruz, mas precisamos olhar o sofrimento de Nossa Senhora também, porque ela participou desse momento com compaixão.
Sabemos que a dor no filho dói muito mais no coração de uma mãe, muitas vezes, muito mais do que a pessoa que está sendo machucada ou humilhada. E nos perguntamos de onde esta mulher tirou forças? A força dela não veio do fato de ela olhar para cruz e dizer: "Ele é o Filho de Deus", não, é Filho de Deus, mas é Filho dela também. A força veio do amor que ela tinha por Ele. Jesus precisava vê-la.
Ao ver a mãe, aquela hora de dor, Ele não via mais nada, uma dor muito intensa nos cega, o sangue escorrendo, mas Ele precisava vê-la. E por que Nossa Senhora estava aos pés da cruz? Porque o Filho dela precisava sentir a presença dela ali; ela estava ali porque queria que o Filho sentisse a força da mãe que estava pronta para consolá-Lo. Até nisso uma mãe não pensa em si, no momento em que sua dor é maior, ela não pensa em si, naquele momento ela se faz forte porque o outro precisa mais.
Deus deu às mães uma graça especial para estarem ao lado dos filhos nas maiores tribulações e sofrimentos; e quando ninguém mais aguenta aquela pessoa, quando todos a abandonam, ela não a deixa, por uma força divina ela permanece nos momentos mais difíceis da sua vida. Isso é tão forte que Deus, para falar do Seu amor, o compara ao amor de uma mãe.
E o que Deus nos diz: (cf. Isaías 49,15-16) 'Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravada na palma de minhas mãos'. Todo filho que passa pela vida de uma mãe deixa nela uma marca. Qual é a mãe que não carrega a marca de uma gravidez? Toda criança que passou pelo ventre de uma mãe, marcou para sempre a vida daquela mulher. E Deus diz: 'Você me marcou, Eu trago as suas marcas em mim, seu nome está gravado na palma da minha mão'.
Nossa Senhora estava ali, com todo amor que uma mãe pode dar ao filho, ela estava de pé, firme, porque o Filho precisava dela. Ali, na cruz, eu não sei quem sofreu mais no coração: se foi Jesus ou Nossa Senhora devido ao sofrimento do Filho. Eu não teria estrutura para ver meu filho sofrer dessa forma.
Jesus também precisou do consolo humano, Ele também era gente, tanto precisou que, no momento em que a procurou, Ele a encontrou. Sabe quem é a mãe? É aquela que nós encontramos todas as vezes em que a procuramos. Quando olhamos em volta, pode não haver ninguém com quem possamos contar, mas quando olhamos ela [nossa mãe] está ali.
Há momentos em que perdemos tudo, perdemos até a esperança, mas quem não perdeu o amor, continua lutando, e se a pessoa não luta por si, luta por aqueles que ama. E quantas vezes por ter permanecido no amor, ela reacendeu a esperança e voltou a acreditar. O amor, a fé e a esperança caminham juntos. O amor nos faz ver além das aparências e além dos fatos. Porque a mãe acredita sempre, porque tem olhos para ver o que ninguém mais consegue enxergar: a esperança no coração de uma mãe não morre, ela aposta tudo o que tem, porque ela tem esperança e vai até o fim.
Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova
Comunidade Canção Nova
terça-feira, 4 de maio de 2010
Nada pela força, tudo pelo amor!
A sabedoria contagia e se apresenta com doçura. Se você faz as coisas com doçura as pessoas vão amá-lo, pois você as terá conquistado.
Ninguém será capaz de trazer alguém para Deus por meio da exortação, mas através de gestos concretos de amor. Só o amor cura, só o amor transforma, só o amor convence. É ele, o amor, que nos leva a ultrapassar os nossos limites.
Quando nós nos colocamos a serviço de alguém – essa pessoa entende que o que estamos lhe dando é o amor. Existem coisas que são extremamente doces neste mundo, uma delas, por exemplo, é sermos tratados pelo nosso nome; coisas simples é que fazem diferença. São pequenos gestos de carinho que não pesam para ninguém. Como é bom quando alguém se lembra de nós, quando não só nos admira, mas nos ama.
"Meu filho, faze o que fazes com doçura, e mais do que a estima dos homens, ganharás o afeto deles.. Quanto mais fores elevado, mais te humilharás em tudo, e perante Deus encontrarás misericórdia, porque só a Deus pertence a onipotência, e é pelos humildes que Ele é verdadeiramente honrado" (Eclesiástico 3,19-21).
O humilde não tem ambições por grandezas. O interessante é que o homem sábio não quer apenas ser feliz, mas fazer o outro feliz. Dom Bosco diz que o jovem não precisa simplesmente saber que é amado, ele precisa de gestos concretos de amor. Muitas vezes, o que os seus familiares mais querem é a sua atenção. Se você quer atingi-los, deve antes descobrir do que eles estão precisando. O que você pode fazer é se colocar ao alcance das pessoas. Não existe amizade sem compromisso.
Dizia São Francisco de Sales: "Nada pela força, tudo pelo amor!". Nisso está o verdadeiro poder.
Eu estou lhe dando o caminho das pedras para que você encontre a Jesus. Cristo quer que todos experimentem da doçura d'Ele; precisamos determinar que não será pela força que levaremos as pessoas a ter uma experiência com o Senhor, mas sim, pelo amor.
O que mais me impressiona na passagem que conta o encontro da mulher pecadora com Jesus (cf. Jo 8,1-11) é a maneira doce como Nosso Senhor a trata. Eu tenho certeza de que você já teve a oportunidade de ter sido colocado numa roda onde o acusaram. É difícil quando as pessoas que consideramos amigas participam de tal acusação. Isso dói no mais profundo da alma. Mas Jesus não lançou nenhum olhar de acusação, nem para mulher nem para as pessoas que armaram aquela emboscada. Ele lhes faz um desafio. Não foi o Senhor quem as acusou, foram suas consciências.
Nessa passagem da mulher adúltera, Cristo presta o maior serviço que alguém poderia prestar ao próximo: Ele salvou a vida dela.
O Messias conversa com aquela mulher, e ao fazê-lo, a compreende. Não existe um forma de compreender as pessoas sem conversar com elas.Há quanto tempo você não pergunta às pessoas do seu círculo de amizade como elas estão? Existe uma colaboração que só você pode dar; escute as pessoas à sua volta. Só sabemos o quanto um sapato aperta quando o calçamos. Calce o sapato do seu irmão para saber onde está apertando, entre na vida dele.
Quando a gente ama, até o nosso silêncio fala. Muitas vezes pensamos que as pessoas à nossa volta são heroinas; outras vezes, queremos que elas voltem os olhos para nós, fazendo-nos o centro de suas atenções. Mas, entendamos que somente conseguiremos trazer as pessoas para Deus a partir da nossa experiência com Ele. A nossa missão é fazer com que as pessoas amem a Jesus, que se tornem sensíveis ao amor d'Ele. Para nós fica o compromisso de tudo fazermos com doçura.
(Texto adaptado a partir da pregação "Doçura e amor" de fevereiro de 2006)
Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".
marciomendes@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".
domingo, 2 de maio de 2010
Nota...
Nota de solidariedade ao Papa Bento XVI
O povo católico de todo o mundo acompanha, com profunda dor no coração, as denúncias de inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticado por pessoas ligadas à Igreja, particularmente padres e religiosos. A imprensa tem noticiado com insistência incomum, casos acontecidos nos Estados Unidos, na Alemanha, na Irlanda, e também no Brasil.
Sem temer a verdade, o Papa Bento XVI não só reconheceu publicamente esses graves erros de membros da Igreja, como também pediu perdão por eles. Disso nos dá testemunho a carta pastoral que o Santo Padre enviou aos católicos da Irlanda e que pode se estender aos católicos de todo o mundo.
Mais do que isso, Bento XVI não receou manifestar seu constrangimento e vergonha diante desses atos que macularam a própria Igreja. Firme, o Papa condenou a atitude dos que conduziram tais casos de maneira inadequada e, com determinação, afirmou que os envolvidos devem ser julgados pelos tribunais de justiça. Não faltou ao Papa, também, mostrar a todos o horizonte da misericórdia de Deus, a única capaz de ajudar a pessoa humana a superar seus traumas e fracassos.
Às vítimas o Papa expressou ter consciência do mal irreparável a que foram submetidas. Disse Bento XVI: “Sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade. É compreensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos”.
Essa coragem do Sucessor de Pedro nos coloca a todos em estado de alerta. Meditamos sobre esses atos objetivamente graves, e estamos certos de que – como fez o Papa – devem ser enfrentados com absoluta firmeza e coragem.
É de se lamentar, no entanto, que a divulgação de notícias relativas a esses crimes injustificáveis se transforme numa campanha difamatória contra a Igreja Católica e contra o Papa. Deixam-nos particularmente perplexos os ataques freqüentes e sistemáticos, ao Papa Bento XVI, como se o então Cardeal Ratzinger tivesse sido descuidado diante dessa prática abominável ou com ela conivente. No entanto, uma análise objetiva dos fatos e depoimentos dos próprios envolvidos nos escândalos revela a fragilidade dessas acusações. O Papa, ao reconhecer publicamente os erros de membros da Igreja e ao pedir perdão por esta prática, não merecia esse tratamento, que fere, também, grande parte do povo brasileiro, que sofre com esses momentos difíceis, e reza pelas vítimas e seus familiares, pelos culpados, mas também pelas dezenas de milhares de sacerdotes que, no mundo todo, procuram honrar sua vocação.
De fato, “a imensa maioria de nossos sacerdotes não está envolvida nesta problemática gravemente condenável. Provavelmente, não chegam a 1% os envolvidos. Ao contrário, os demais 99% de nossos sacerdotes, de modo geral, são homens de Deus, dignos, honestos e incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo, especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desesperados e sofridos de todo tipo” (cf. Cardeal Cláudio Hummes, 12ºENP).
No momento em que a Igreja Católica e a própria pessoa do Santo Padre sofrem duros e injustos ataques, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifesta sua mais profunda união com o Papa Bento XVI e sua plena adesão e total fidelidade ao Sucessor de Pedro.
A Páscoa de Cristo, que celebramos nesta semana, nos leva a afirmar com o apóstolo Paulo: “Somos afligidos de todos os lados, mas não vencidos pela angústia; postos em apuros, mas não desesperançados; perseguidos, mas não desamparados; derrubados, mas não aniquilados” (2Cor 4,8-9). Nossa fé nos garante a certeza da vitória da luz sobre as trevas; do bem sobre o mal; da vida sobre a morte.
Para Refletir
CARTA DE SATANAS
Ontem eu te vi quando começava o seu dia. Acordou e nem sequer orou ao seu Deus. Ou melhor, durante todo o dia você não orou, e nem lembrou de abençoar sua comida. Você é muito ingrato para com o seu Deus, e isso em você me agrada muito. Eu também gosto da enorme fraqueza que sempre demonstra no que diz respeito ao seu crescimento espiritual, em ser um cristão.
Raramente lê a Bíblia e quando faz está cansado. Não medita no que lê, ora quase nada, além disso, muitas vezes diz palavras que não analisa. Por qualquer pretexto chega tarde ou falta à Santa Missa. E o que falar de suas murmurações? Temos assistido muitos filmes juntos, sem falar nas vezes que fomos juntos ao teatro. Lembra daquele dia da tua fraqueza com aquela linda pessoa? Oh como foi bom!
Mas o mais me agrada é que você não se arrepende. E que sabe que é jovem e tem que aproveitar a vida, pensa só na carne e acredita que precisa ser salvo para a eternidade. Não há duvida você é um dos meus.
Amo as piadas vergonhosas que você conta e que também escuta. Você ri delas, eu também rio de ver um filho de Deus participando disto. O fato é que nos sentimos bem. A musica vulgar e de duplo sentido que você escuta me agrada demais. Como você sabe quais são os grupos que eu gosto de escutar? Também adoro quando murmura e se revolta contra o seu Deus.
Sinto-me feliz quando vejo você dançando e fazendo estes movimentos sensuais, eles me fascinam. Como isso me agrada!!! Você quer se encontrar comigo qualquer dia destes???
Certamente quando você está se divertindo saudavelmente, fico triste, mas sem problema, sempre haverá outra oportunidade. Tem vezes que me faz coisas incríveis, quando da mal exemplo as crianças ou quando os autoriza para perderem a sua inocência através da televisão, musicas ou coisas do gênero. Eles são tão espertos que imitam facilmente tudo o vêem. Muito obrigado.
O que mais me agrada é que poucas vezes tenho que te tentar, quase sempre cai por conta própria. Você busca os melhores momentos, se expõe as situações perigosas, me dando lugar!
Se tivesse cabeça mudaria de ambiente e de companhias; buscaria a palavra de Deus e entregaria realmente a tua vida aquele que você chama de Deus e, ainda mais, viveria o resto de seus anos sob a orientação do Espírito Santo.
Não tenho costume de enviar este tipo de mensagem, mas você é tão acomodado espiritualmente que não acredito que vá mudar nada.
Não me entenda mal, eu te odeio e não te dou a mínima. Se eu te busco é porque você me satisfaz com as tuas atitudes e faz cair em ridículo a Jesus Cristo.
Assinado Teu inimigo que te odeia: Satanás
ou como queira me chamar
P.S. Se realmente me amas,
não mostre à ninguém mais esta carta.
Pentecostes
Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja.
O que é Pentecostes?
Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia". No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino. Quem é o Espírito Santo?
O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).
Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.
Qual é sua missão: Introduzir-nos na comunhão do Filho com o Pai, santificando-nos e fazendo-nos filhos com Jesus.
Fortalecer-nos para a missão de testemunhar e anunciar Jesus ao mundo. Para isso recebemos a plenitude de seus dons bem como a capacidade de proclamar a todos a quem somos enviados o Evangelho de Jesus. O Espírito Santo é o AMOR do Pai e do Filho derramado em nossos corações.O amor é fogo que arde, é chama que aquece e é força que aproxima e une. O milagre das línguas é este: tomados pelo amor de Deus os homens passam a viver uma profunda comunhão e entre eles se estabelece a concórdia e a paz destruída pelo orgulho de Babel, raiz da discórdia e da confusão das línguas.
Guiar a Igreja nos caminhos da história para que ela permaneça fiel ao Senhor e encontre sempre de novo os meios de anunciar eficazmente o Evangelho. E isto o Espírito Santo o faz assistindo os pastores, derramando seus carismas sobre todo o Povo e a todos sustentando na missão de testemunhar o Evangelho. É pelo Espírito Santo que Jesus continua presente e atuante na sua Igreja.
Quem O recebe?
Todos os que são batizados e crismados.
Quem dele vive? Somente aqueles que procuram guardar a Palavra do Senhor no esforço de conversão, na oração e no empenho em testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus.
Quem crê no Espírito Santo e procura viver Dele, é feliz. Amém.
Dom Eduardo Benes
Bispo diocesano de Sorocaba/SP
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