POSTAGEM EM DESTAQUE

Semana Santa: o significado de cada dia da celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo

      A Igreja Católica dá início neste Domingo de Ramos, 28 de março – a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 4 de abri...

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O cristão católico pode participar das festas de Halloween?

Halloween é apenas uma prática cultural inofensiva?


Halloween é uma festa comemorada, no dia 31 de outubro, véspera do Dia de Todos os Santos. Essa festa é realizada, em grande parte, nos países ocidentais, sendo mais forte nos Estados Unidos, para onde foi levada por imigrantes irlandeses em meados do século XIX. Na valorização da cultura americana, especialmente nas escolas de inglês e nos filmes de Hollywood, essa festa tem se espalhado pelo mundo.

A origem do Halloween

A prática do Halloween vem do povo celta, o qual acreditava que, no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saíam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos, visitar as famílias e levar as pessoas ao mundo dos mortos. Sacerdotes druístas (religião celta) atuavam como médiuns, evocando os mortos. Parece que, para espantar esses fantasmas, os celtas tinham o costume de colocar objetos assustadores nas casas, como caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros. O termo "Halloween" surge mais tarde, no contato da cultura celta com o Cristianismo. Da contração do termo escocês "Allhallow-eve" (véspera do Dia de Todos os Santos), que era a noite das bruxas, surge o "Halloween".


O católico pode participar do Halloween?

É aí que surge a dúvida: hoje, essa festa tem algum significado espiritual? O cristão pode participar dela? É apenas uma prática cultural inofensiva?

São Paulo diz: "Não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares" (Ef 6,12). O apóstolo também exorta: "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar" (1Pd 5,8). Embora não os vejamos, os espíritos malignos são seres inteligentes, que agem tentando perder as almas. Não os vemos, mas sofremos suas investidas. Isso é Doutrina da Igreja Católica.

Significado espiritual

Será que uma festa pagã, que praticava um ato abominável por Deus – a evocação dos mortos (Dt 18,10-11) –, enculturada hoje, não tem significado espiritual nenhum? É difícil que não tenha! Na dúvida, eu me resguardo. Bem, mas essa é uma reflexão para quem tem  católica e procura ser coerente com ela.


Outra pergunta que me faço é se o contato e a identificação com imagens horríveis de bruxas e monstros não tem significado nenhum na formação dos jovens. Desconsiderando a expressão de um satanismo evidente, mas indo para reflexão mais cultural, aí também não acredito que o Halloween seja tão inofensivo.

O mal quando vira brincadeira torna-se inofensivo?

O ser humano é chamado a contemplar o belo, porque é manifestação da harmonia de tudo que é bom e verdadeiro. Deus é belo, mas o ser humano tem uma estranha atração pelo mórbido, o oculto e suas expressões naquilo que tem de horrível. Não tenha dúvida de que educar uma pessoa humana significa, dentre tantas outras coisas, ensiná-la a apreciar, valorizar e identificar o belo com o bom. Não seria o Halloween mais uma forma, dentre tantas outras, hoje em dia, de roubar a referência do belo, do verdadeiro, do bom e honesto? Será que o mal e o monstruoso, quando viram brincadeira, são tão inofensivos à cultura e aos valores do ser humano?

Até o "doces ou travessuras" não surgiu de forma muito pura. Parece que sua origem está na época em que os países anglo-saxônicos se tornaram protestantes, e as crianças protestantes iam às casas das famílias católicas, oprimidas pelo governo, impor suas exigências. Em um mundo onde os jovens, diariamente, curtem nas roupas, nos filmes e nas festas o mórbido das caveiras e dos zumbis, o horrível dos monstros e das bruxas, é fácil entender uma sociedade tão pobre em cultura e tão abundante em violência e promiscuidade. Se a expressão do mal é brincadeira e moda, que mal faz o tornar coisa séria?

Festejar os demônios

Voltando ao lado religioso, é curioso que o Halloween se avizinhe da festa católica de Todos os Santos. Não parece que alguém, tão incomodado com os santos, resolveu festejar os demônios? Não se trata de supervalorizar do mal em detrimento do bem, menos ainda de uma visão puritana das coisas deste mundo. O mundo é maravilhoso, a vida é bela. O cristão precisa saber acolher essa maravilha, valorizar a vida do homem e cultivar a alegria da criança e do jovem. Contudo, para semear a vida e colher a alegria é preciso saber: "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma" (1Cor 6,12).

André Botelho

André L. Botelho de Andrade é casado e pai de três filhos. Com formação em Teologia e Filosofia Tomista, Andrade é fundador e moderador geral da comunidade católica Pantokrator, à qual se dedica integralmente.
http://www.pantokrator.org.br

Contato: http://facebook.com/andreluisbotelhodeandrade

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

A força do intercessor

Em nosso batismo fomos feitos sacerdotes, capazes de oferecer a Deus sacrifícios agradáveis, também em favor dos outros. Quantas situações nos são apresentadas diante dos olhos e intimidam nosso coração a uma atitude em favor de alguém ou de algo? Será que aí não estão uma escolha e um convite do Espírito Santo para interceder?

Foi Deus quem chamou Moisés, e agora também nos chama de um lugar que arde, mas que não é a sarça. Chama-nos em nosso coração e abrasa-o com Seu Espírito Santo a fim de enviar-nos, para partilhar de Sua compaixão com os que sofrem, para colaborar em Sua obra de salvação.

Deus está vivo e quer contar com homens e mulheres que estejam dispostos a levar a vida que Ele tem e dá àqueles que se perderam. Todos os que amam sinceramente a Deus não cessam de rezar pelos pobres pecadores.

Diz a Sagrada Escritura que Deus falava com Moisés face a face como um homem fala com o outro (cf. Ex 33,11). Só quem é capaz de gastar seu tempo na presença do Senhor pode experimentar a força da oração intercessora e ver o Seu poder.

Um Deus cheio de misericórdia e amor ensinou Moisés, na intimidade, que é preciso ter um coração generoso, lento para a cólera, pronto para amar e fazer o bem. Foi nessa intimidade amorosa que a oração desse profeta se tornou potente. Ele não ora para si, mas pelos outros, pelo povo de Deus, e foi capaz de enfrentar a Deus por amor de seu povo, bem como enfrentar seu povo por amor de Deus. Ele era um homem ousado, inflamado pela experiência do amor de seu "amigo Deus".

A oração de intercessão é profundamente agradável a Deus, pois é desprovida do veneno de nosso egoísmo. Quando rezamos pelos outros, saímos de nós mesmos, de nosso mundinho de mesquinhez e experimentamos o mesmo que Dom Bosco: Deus nos colocou no mundo para os outros.

Jesus viveu para os outros, viveu para o Pai e para nós, esquecendo-se de Si mesmo. Ele é o único intercessor junto ao Pai em favor de todos os homens.

Interceder é pedir em favor de alguém, de maneira especial por aqueles que mais necessitam. Só quem experimentou a misericórdia do Senhor pode interceder com eficácia, pois ninguém pode dar o que não recebeu. É um coração misericordioso que faz a nossa oração agradável a Deus.

O intercessor só pode ser um homem cheio do Espírito, pois o Espírito Santo é o Paráclito, Ele mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis. Se estar cheios do Espírito nos leva a interceder, o contrário também é verdade: interceder vai nos fazendo cada vez mais plenos do Espírito Santo; basta que Ele veja um coração determinado à intercessão, que já vem logo ensinar como fazê-lo.

 

(Texto extraído do livro "Quando só Deus é a resposta")

A misericórdia está na base do ser cristão

"Poderão existir cristãos que não sejam misericordiosos? Não! A misericórdia está na gênese do ser cristão, é o fulcral do Evangelho". As palavras são do Papa Francisco durante a audiência geral desta quarta feira onde o santo Padre continuou a meditação sobre a maternidade da Igreja.


Na ocasião o Papa lembrou que a misericórdia "é uma aprendizagem fundamental que recebemos da Igreja" no cumprimento do recebido de Jesus: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso». Para o Papa "a Igreja ensina-nos que não basta amar a quem nos ama ou nos faz o bem; é preciso dar de comer e beber a quem tem fome e sede; devemos visitar e cuidar daqueles que estão doentes, presos, abandonados, daqueles que estão próximos da morte. E como nos ensina? Não com lições teóricas, mas com o exemplo de tantos santos e santas que serviram Jesus através do amor ao próximo; e nos ensina também com o exemplo de tantos pais e mães que educam seus filhos a compartilhar o que têm. Nas famílias cristãs, a hospitalidade é sagrada", recordou o Papa, citando a lembrança de uma paroquiana argentina, que queria ensinar os seus três filhos a partilhar. "E um dia, no almoço, um senhor bateu à porta pedindo comida. A mãe então pediu que as crianças dessem, cada uma, metade da carne e das batatas que comiam. Os filhos deram resposta positiva à interpelação da mãe e deram «o que temos, não o que nos sobra».


Para o Papa as circunstâncias da vida pode fazer com que "se cometam erros". Mas não se pense "que os presidiários, são piores do que nós", lembrou o Papa porque "todos somos pecadores", e por isso "capazes de cometer os mesmos crimes de quem está na prisão.

 

Não basta fazer o bem a quem nos faz o bem. Para mudar o mundo para melhor, é preciso fazer o bem a quem não é capaz de retribuir, como fez o Pai conosco, doando-se Jesus. "Quanto pagamos pela redenção? ", perguntou o Papa à multidão. "Nada, é gratuita. Assim como fez o Pai, devemos fazer o bem gratuitamente. " 
Após a catequese, Francisco saudou, em várias línguas, os cerca de 50 mil peregrinos presentes na Praça de São Pedro. Aos de língua portuguesa afirmou: " Queridos amigos, as obras de misericórdia são essenciais para a nossa vida cristã. Olhai ao vosso redor, há sempre alguém que precisa de uma mão estendida, de um sorriso, de um gesto de amor. Quando somos generosos, nunca nos faltam as bênçãos de Deus. Obrigado!

 

Educris com agência. Zeni

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Amor de Deus

O amor que Deus tem por nós é a base do nosso caminhar para a perfeição cristã. Ninguém será verdadeiramente religioso, enquanto não experimentar esse Amor, com o coração, com a mente e com a vida.

Mas como vemos este Amor? De três maneiras: basta olhar para dentro de nós, para fora de nós e para Jesus Cristo.

Antes que o mundo existisse, Deus já nos amava. São Paulo disse que o Senhor "nos escolheu em Cristo antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos" (Ef 1,4).

Para expressar esse amor imenso de Deus, o rei Davi chegou a dizer: "Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá" (Sl 26,10). O profeta Isaías disse: "Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca" (Is 49,15).


Olhando para dentro de nós, vemos como somos belos. Deus não poderia nos ter criado de maneira melhor; pois, nos criou à Sua "imagem e semelhança" (Gn 1,26), com o corpo dotado de sentidos e a alma dotada de potências perfeitas: inteligência, memória, entendimento, vontade, consciência, liberdade, que nenhum animal tem. Só a nós o amor de Deus deu essas mãos maravilhosas e essa inteligência exuberante. Com ela o homem projeta e com as mãos constrói as maravilhas: casas, carros, aviões, rádio, TV, computador… Deus entrou dentro Dele mesmo para buscar ali a nossa imagem. O que mais poderíamos desejar? Por isso Santo Irineu († 200) já dizia que o "homem é a glória de Deus".

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Misericórdia vulnerável

Reflexão: Cruz, misericórdia vulnerável

Pe. Adroaldo Palaoro, de Lc 23, 35-43

"Acima d'Ele havia um letreiro: 'Este é o Rei dos judeus'" (Lc 23,38) 

Pode nos causar espanto o fato da liturgia escolher, para a festa de Cristo Rei, a cena da morte de Jesus na Cruz. Para Lucas, o Reino de Jesus é essencialmente o Reino da reconciliação do ser humano com Deus. Em outras palavras, a reconciliação tem como centro a Cruz, ato supremo de amor e expressão visível da Misericórdia de Deus. Podemos, então, afirmar que a "A CRUZ é o lugar, por excelência, da revelação visível da Misericórdia de Deus".

 No mistério da Paixão do Filho se manifestou radicalmente a Misericórdia do Pai. Na Paixão encontramos a Misericórdia de um Deus que desceu e chegou até o extremo da fragilidade para manifestar a força reconstrutora de seu Amor. Se Deus "sofre", é por seu excesso de Amor, desde o princípio.


A Cruz de Jesus expressa de maneira penetrante o Amor Misericordioso do Pai. Ela é revelação do Amor levado até às últimas consequências. Ela nos fala daquilo que Deus sente por nós.

 "Deus é capaz de sofrer porque é capaz de amar. Sua essência é a MISERICÓRDIA"(Moltmann).

A Misericórdia torna o próprio Deus vulnerável e passível de um sofrimento livre, ativo, fecundo.

Se Deus fosse impassível (incapaz de sofrer) seria também incapaz de amar.

 De fato, o mistério do "amor em excesso" de Deus, revelado no silêncio junto ao sofrimento inocente, chama-se misericórdia compassiva. Só o amor é capaz desse sofrimento compassivo. Porque é Amor puro, Deus usa de paciência, de presença silenciosa, de misericórdia ativa e, assim, salva de forma compassiva toda criatura em seu seio regenerador. Só Ele é capaz de assumir para si o sofrimento e a fragilidade humana, abrindo um novo horizonte de vida.

No Novo Testamento, o mistério da Misericórdia do Pai atravessa toda a experiência de Jesus, de sua missão, mas também de sua própria paixão e de sua Páscoa. No sofrimento e morte do Filho há a dor de dilaceração, fragilidade e silêncio do Deus Pai/Mãe, como em dores de parto por uma criação que ainda precisa da compaixão e da misericórdia maternal do Criador. Se o Criador sofre em dores de parto por sua criação, nosso sofrimento está em suas mãos, em seu seio. É a maternidade divina regeneradora de sofrimentos.

Sem a Cruz seria muito difícil convencer o ser humano do amor misericordioso de Deus, e mais ainda de seu apaixonado interesse por nos salvar. Mas, a partir dela, será sempre possível dizer ao ser humano que a Cruz de Jesus tem um sentido, e que a última palavra é salvação.

 No Jesus crucificado se encontram e se reconhecem todos os sofredores inocentes e crucificados da história; n'Ele se condensam todos os gritos da humanidade sofrida e excluída. A "kénosis" de Jesus nos ensina, portanto, a encontrar Deus nos lugares onde a vida se acha bloqueada.

Deus "desceu" às zonas mais escuras da humanidade – sofrimentos, fracassos, amarguras, pecados… – para sentir como Seu o nosso sofrimento e ali falar ao nosso coração. No silêncio, Deus não apenas se solidariza, mas sofre "em sua pele", identificado com os sofredores, aqueles que sobram…

A primeira coisa que descobrimos ao contemplar o Crucificado do Gólgota, torturado injustamente até à morte pelo poder político-religioso, é a força destruidora do mal, a crueldade do ódio e o fanatismo da mentira. Precisamente aí, nessa vítima inocente, nós, seguidores de Jesus, vemos o Deus identificado com todas as vítimas de todos os tempos. Está na Cruz do Calvário e está em todas as cruzes onde sofrem e morrem os mais inocentes.

Jesus foi condenado como herege e subversivo, por elevar a voz contra os abusos do templo e do palácio, por colocar-se do lado dos perdedores, por ser amigo dos últimos, de todos os caídos.

Jesus morreu de vida: de bondade e de esperança lúcida, de solidariedade alegre, de compaixão ousada, de liberdade arriscada, de proximidade curadora… Morreu de vida:isso foi a Cruz, e isso é a Páscoa. E é por isso que tem sentido recordar Jesus, olhando as chagas de seu corpo e as pegadas de sua vida.

O Crucificado nos revela que não existe, nem existirá nunca um Deus frio, insensível e indiferente, mas um Deus que padece conosco, sofre nossos sofrimentos e morre nossa morte.

A partir da Cruz, Deus não responde o mal com o mal; Ele não é o Deus justiceiro, ressentido e vingativo, pois prefere ser vítima de suas criaturas antes que verdugo.

Despojado de todo poder dominador, de toda beleza estética, de todo êxito político e de toda auréola religiosa, Deus se revela a nós, no mais puro e insondável de seu mistério, como amor misericordioso.

Nós cristãos contemplamos o Crucificado para não esquecer nunca o "amor louco" de Deus para com a humanidade e para manter sempre viva a memória de todos os crucificados da história.

Mais uma vez, no alto da Cruz, a Misericórdia visível em Jesus revela-se expansiva, envolvente e salvífica.

Lucas, no evangelho de hoje, destaca diferentes reações das diferentes pessoas que estavam junto à Cruz. Elas representam toda a humanidade frente à Misericórdia solidária de Jesus. Por um lado, estão aquelas pessoas que não viram, no rosto de Jesus, o olhar misericordioso do Pai; parece não terem entendido a proposta de vida de Jesus. Por isso zombam, desprezam, pedem sinais…

Mas, por outro lado, do meio das zombarias e escárnios, alguém, tocado pelo silêncio e inocência de Jesus, deixa escapar uma surpreendente súplica: "Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado". Não se trata de um discípulo nem de um seguidor de Jesus, mas um dos ladrões crucificados junto a Ele. Ele só pede que Jesus não se esqueça dele. E Jesus responde prontamente: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso". Revela-se impactante que, dos lábios de homem derrotado e moribundo, brote uma palavra de vida, acompanhada de uma certeza que a torna eterna, em um presente sempre atual: "hoje".

Esta cena nos indica até onde pode chegar a Misericórdia: do meio da morte ela se revela, mais uma vez, geradora de vida, e vida eterna. Agora, na Cruz, estão os dois, unidos no suplício e na impotência, mas Jesus, com sua presença misericordiosa, o acolhe como companheiro inseparável. Morrerão crucificados, mas entrarão juntos no mistério de Deus.

Estamos encerrando o Jubileu extraordinário da Misericórdia; e a vivência da Misericórdia é a que impulsiona a Igreja para fora de si mesma, para as margens, onde acontece o sofrimento humano. Uma Igreja configurada pelo "Princípio Misericórdia" tem força e coragem para denunciar os geradores de sofrimento e morte, para desmascarar a mentira daqueles que oprimem, para animar e despertar a esperança daqueles que são as vítimas.

Quando isso ocorre, a Igreja é ameaçada, atacada e perseguida; mas isso mostra que ela se deixou conduzir pelo "Princípio Misericórdia". A ausência de tais ameaças, ataques e perseguições significa, por sua vez, que a Igreja não está sendo fiel a esta misericórdia reconstrutora que se fez visível na Paixão e Cruz de Jesus Cristo. Se ela leva a sério a misericórdia e deixa transparecer no seu modo de se fazer presente no mundo, então ela se torna conflitiva.

Diante do supremo indicador do amor misericordioso de Jesus e do amor do Pai, abre-se para a Igreja uma inesgotável inspiração e uma referência única para ser, também ela, presença misericordiosa.

 

Texto bíblico:  Lc 23, 35-43

 Na oração: recordar momentos significativos vividos neste Jubileu da Misericórdia, que ora se encerra. Mas a Misericórdia não se restringe a um jubileu, não é um evento; ela é habito de vida, pois é a marca distintiva de todo seguidor de Jesus: "Sede misericordiosos como o Pai".

- Como deixar transparecer a Misericórdia do Deus Pai/Mãe no cotidiano de sua vida? 

Artigo

Pe. Adroaldo Palaoro, sj

Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI

Perdão

Perdão e misericórdia 

A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! 

"Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra" (João 8,7).

Que cena maravilhosa é essa da passagem bíblica! No primeiro momento ela parece ser dura para nós: uma mulher pega em adultério é apresentada diante de Jesus. Primeiro, vemos a má intenção que tiveram aqueles que a levaram; pois o que eles queriam, na verdade, não era condenar a mulher, mas colocar Jesus em apuros. A lei mandava apedrejar quem fosse pego em flagrante adultério.

No entanto, Jesus, o Senhor da vida, prega o perdão, prega a misericórdia. E agora? Ele vai se opor à lei dos judeus, se opor à lei de Moisés? Jesus simplesmente se abaixa e começa a escrever algo no chão; alguns padres da Igreja dizem que Ele estaria escrevendo os pecados cotidianos que os homens cometem. Mas, o mais importante é o silêncio que o Senhor provoca, é o silêncio que tem que ser provocado dentro de nós, para que possamos refletir um pouco mais sobre a nossa vida antes de atirar a pedra ou pensar na vida dos outros.

E o que acontece é justamente isso, porque Jesus levanta e diz: "Aquele que não tiver pecado que se já o primeiro a atirar uma pedra". A começar pelos mais velhos, um por um foi se retirando.

Sabem, meus irmãos, não é nosso dever, não cabe a nós atirarmos pedras em ninguém. O nosso dever é apontar o caminho da vida, da misericórdia e o caminho da salvação. Podemos até ajudar os outros a refletirem sobre o que têm feito em sua vida, mas, primeiro, pensemos na nossa!

A pior escuridão é aquela em que nós reconhecemos os erros dos outros pecadores, os pecados dos outros e não temos a capacidade de reconhecer os nossos próprios pecados! Jesus é bondoso para com essa mulher, a acolhe no Seu coração; no Seu jeito de profeta, de Messias, Ele provoca uma reflexão no coração dos outros para que ninguém faça mal a ela. Por isso Ele mesmo diz: "Então Jesus se levantou e disse: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?" Ela respondeu: "Ninguém, Senhor". Então Jesus lhe disse: "Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais" (João 8, 10-11).

A graça do perdão de Deus, a graça da misericórdia de Deus, perdoa qualquer pecado por mais duro e por maior que ele seja! A mesma graça da misericórdia de Deus nos chama a não nos enveredarmos novamente pelos caminhos do pecado e do erro para que não nos aconteça coisa pior.

Não existe coisa pior do que voltar à vida velha, ao pecado velho, ao "angu" velho; não existe coisa pior do que voltar para a vida passada! Somos tentados e chamados a fazer isso, mas, o importante a cada dia é lavarmos o nosso coração para que a vida nova de Deus esteja em nós. E mesmo que caiamos em pecados ou em erros maiores do que outrora, maior é a misericórdia de Deus! Não tenhamos medo de recorrer a essa graça; nós só podemos ter medo de morrer no pecado e permanecer nele!

Que Deus nos lave e nos purifique de todas as nossas faltas!

Deus abençoe você!

 https://homilia.cancaonova.com/homilia/a-misericordia-de-deus-e-maior-do-que-qualquer-pecado/

 


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Reflexão sobre " Confiança em Deus"



Papa Francisco: "O amor de Deus é gratuito"


“Temos que nos proteger dos ‘doutores da lei’ que limitam os horizontes de Deus e minimizam o seu amor. O amor de Deus é gratuito e ninguém pode controlar a salvação”.

As palavras são retiradas da homilia desta manhã do Papa Francisco na eucaristia a que presidiu na Casa de Santa Marta.

Na ocasião, e tomando o evangelho do dia o Papa afirmou que como cristãos “temos muita dificuldade em entender a gratuidade da salvação em Jesus Cristo”. Para Francisco, que centrou a sua homília no mandamento do amor, esta dificuldade já a encontra o apostolo Paulo que “encontra grande dificuldade e resistência em explicar aos homens do seu tempo que a verdadeira doutrina era a ‘gratuidade da salvação’”. O Papa reforçou a ideia afirmando que “estando nós acostumados a ouvir que Jesus é o Filho de Deus que veio por amor para nos salvar e depois morreu por nós” enfermamos pela mesma dificuldade pois “quando entramos no mistério de Deus ‘deste amor sem limites’ ficamos maravilhados e por vezes ‘preferimos não entendê-lo’”.
Tomando o diálogo de Jesus com os doutores da lei Francisco convidou os crentes a “colocar os seus olhos sobre o mesmo e a fazer “o que Jesus nos diz” pois isso “é bom”. De tal modo que se constitui “como a minha resposta à salvação, que é gratuita, que vem do amor gratuito de Deus".
Doutores da lei: Guardas da salvação
Olhando para o diálogo entre Jesus e os doutores o Papa recordou que “Jesus também implica um pouco com os doutores da lei, dizendo-lhes coisas fortes, muito duras: ‘Vocês levaram embora a chave do conhecimento, vocês não entraram, impediram quem queria entrar, levaram a chave’, ou seja, a chave da gratuidade da salvação, do conhecimento”. Para o Papa estes homens pensavam genuinamente “que somente respeitando todos os mandamentos era possível salvar-se, e que quem não o fizesse seria condenado”. Assim, “limitavam os horizontes de Deus e tornavam o seu amor pequenino, à medida de cada um de nós”.
Neste ponto o Papa ressalvou que “não deixando de cumprir os mandamentos” Jesus sintetizou-os no “amar a Deus e ao próximo” e afirmou que “só com esta atitude” ficaremos à “altura da gratuidade da salvação, porque o amor é gratuito”.
No final da sua intervenção o Papa deixou, para reflexão, algumas questões:
“Acredito que o Senhor me salvou gratuitamente?’ Creio que não mereço a salvação? E se a mereço, é graças a Jesus Cristo e aquilo que Ele fez por mim?”:
“Perguntemo-nos, porque somente assim seremos fiéis a este amor tão misericordioso: amor de pai e de mãe, porque Deus também diz que Ele é como uma mãe connosco; grandes horizontes, sem limites nem limitações. E não nos deixemos enganar pelos doutores que limitam este amor”.

Educris com Rádio Vaticano

Fonte: http://www.educris.com/v2/artigos/5319-papa-francisco-o-amor-de-deus-e-gratuito

Quanto Custa o Seu ministério ?



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Sereis batizados no Espírito Santo



Na celebração da vigília de Pentecostes de 2004, em Roma, o Papa João Paulo II afirmou em seu discurso: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um renovado salto de oração, de santidade, de comunhão e de anúncio” (29/05/2004).
Ora, o elemento central de toda a espiritualidade de Pentecostes não é um devocional, um rito litúrgico ou uma novena de orações, simplesmente. Aquilo de mais significativo que a espiritualidade de Pentecostes - mormente em conseqüência da reflexão emanada do Concílio Vaticano II a respeito da Pessoa e do operar do Espírito Santo - tem resgatado e oferecido à Igreja é uma experiência: a experiência do chamado “Batismo no Espírito Santo”...
“Entre os católicos da Renovação a frase ‘batismo no Espírito Santo’ se refere a dois sentidos ou momentos. O primeiro é propriamente teológico. Nesse sentido, todo membro da Igreja é batizado no Espírito Santo pelo fato de ter recebido os sacramentos da iniciação Cristã. O segundo é de ordem experiencial e se refere ao momento ou processo de crescimento pelo qual a presença ativa do Espírito, recebido na iniciação, se torna sensível à consciência da pessoa. Quando se fala, na renovação católica, do batismo no Espírito Santo, recebido na iniciação, se torna sensível à consciência da pessoa. Quando se fala, na renovação católica, do batismo no Espírito Santo, geralmente se refere a essa experiência consciente que é o sentido experiencial.” (Documento de Malines, Orientações Teológicas e Pastorais da RCC, Cardeal Suenens e outros). Para Dom Paul Josef Cordes - atual presidente do Pontifício Conselho Cor Unum (das obras de misericórdia) - , “o batismo no Espírito Santo” é experiência concreta da “graça de Pentecostes” na qual a ação do Espírito Santo torna-se realidade experimentada na vida do indivíduo e da comunidade de fé.
O “derramamento do Espírito Santo” é introdução decisiva a uma renovada percepção e a um novo entendimento da presença e da ação de Deus na vida pessoal e no mundo. É, em suma, a redescoberta experiencial, na fé, de que Jesus é Senhor pelo poder do Espírito para a glória do Pai. Enraizado na graça batismal, o “batismo no Espírito” é essencialmente a experiência da renovada comunhão com as pessoas divinas. É abertura e manifestação da vida trinitária nos que foram batizados [...] Com demasiada freqüência, indivíduos batizados não tiveram um encontro genuíno com o Senhor; “muitas vezes não se verificou a primeira evangelização” e ainda não há “adesão explícita e pessoal a Jesus Cristo” (Catechese Tradendae 19). Segundo ainda Dom Paul Cordes, a expressão “batismo no Espírito” pode ser usada em muitos sentidos. Aqui, “batismo no Espírito Santo” é usada com respeito à experiência de receber o Espírito Santo com a vida de graça, juntamente com a recepção dos carismas, como parte integrante da iniciação cristã, ou como reapropriação ou inspiração mais tardia em um contexto não-sacramental do que já foi recebido na iniciação (op.cit; p.28). Como se vê, há de se entender aqui a palavra “batismo”, no seu sentido primário, não sacramental, que se refere ao ato de mergulhar, imergir alguma coisa ou alguém em uma outra realidade (no nosso caso, um “inundar-se” no mistério da efusão do Espírito dispensado pelo Pai por intermédio de Jesus, em Pentecostes, que foi “derramado” conforme a promessa (cf. At 2,16-21).
Também se recorre com freqüência ao termo efusão do Espírito ou, ainda, “derramamento do Espírito”, e mesmo “um liberar do Espírito Santo”, querendo-se, sempre, referir-se àquela experiência que nos leva a abrirmo-nos mais à realidade da Trindade de Deus em nós, com uma crescente consciência a respeito do significado dos sacramentos da iniciação cristã, nos batizados
sacramentalmente. Essa especial e profunda “percepção” – definida, perceptível, envolvente – do relacionamento pessoal com Jesus Cristo que essa experiência proporciona não faz parte de nenhum movimento em particular - em caráter exclusivo - mas é patrimônio da Igreja, que celebra os sacramentos da iniciação e por quem recebemos o Espírito Santo.
Antes de entender e elaborar uma teologia a respeito do Espírito Santo, os apóstolos tiveram uma experiência com Ele. Ainda que, a princípio, não entendêssemos tudo o que pode significar, os frutos desse chamado batismo no Espírito deveriam, por si sós, motivar-nos a querê-lo, a desejá-lo- e com muita sede - para a nossa vida de fé. Alguns dos frutos que se percebem na vida dos que buscam e experimentam essa graça são:
•Conversão interior radical e transformação profunda da vida;
•Luz poderosa para compreender melhor mistério de Deus e seu plano de salvação;
•Novo compromisso pessoal com Cristo;
•Gosto pela oração pessoal e comunitária;
•Amor ardente à Palavra de Deus na Escritura;
•Busca viva dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia;
•Amor verdadeiro e autêntico à Igreja e às suas instituições;
•Descobrimento de uma verdadeira opção preferencial pelos pobres;
•Entrega generosa ao serviço dos irmãos, na fé.
•Força divina para dar testemunho de Jesus em todas as partes;
 

BESERRA DOS REIS, Reinaldo. Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS) 

Fonte: http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=935

Quem é o Espírito Santo?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.
O Espírito Santo, o Dom de Deus
"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).
Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.
Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.
Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.
Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.
O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.
Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.
O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.
Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.
Símbolos
O Espírito Santo é representado de diferentes formas:
  • Água: O simbolismo da água é significativo da ação do Espírito Santo no Batismo, já que a água se transforma em sinal sacramental do novo nascimento.
  • Unção: Simboliza a força. A unção com o óleo é sinônimo do Espírito Santo. No sacramento da Confirmação o confirmando é ungido para prepará-lo para ser testemunha de Cristo.
  • Fogo: Simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito.
  • Nuvem e Luz: Símbolos inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Assim desce sobre a Virgem Maria para "cobri-la com sua sombra" . No monte Tabor, na Transfiguração, no dia da Ascensão; aparece uma sombra e uma nuvem.
  • Selo: é um símbolo próximo ao da unção. Indica o caráter indelével da unção do Espírito nos sacramentos e falam da consagração do cristão.
  • A Mão: Mediante a imposição das mãos os Apóstolos e agora os Bispos, transmitem o "Dom do Espírito".
  • A Pomba: No Batismo de Jesus, o Espírito Santo aparece em forma de pomba e posa sobre Ele.
Fonte: http://www.acidigital.com/fiestas/pentecostes/espiritusanto.htm

Entenda a ação do Espírito Santo na vida da Igreja e do cristão

Creio no Espírito Santo, diz a oração do Credo. Mas você de fato crê no Espírito Santo? Quem é Ele? Como Ele age na vida da Igreja, na vida dos fiéis?
“Crer no Espírito Santo é crer que Deus revelou que o Espírito Santo é Deus, é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, procede do Pai e do Filho e que é a alma da Igreja, a sua força, a sua inspiração, o seu guia e quem revelou isso foi Jesus”, explicou o professor Felipe Aquino, estudioso da doutrina católica.
Ele acrescentou o fato de que, tendo como guia o Espírito Santo, a Igreja é invencível e infalível ao ensinar a verdade da doutrina católica. “É uma questão de fé naquilo que Jesus revelou”.
E a Igreja ficou cheia do Espírito Santo no dia de Pentecostes, ocasião em que Ele desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo. De acordo com professor Felipe, esse acontecimento marca o nascimento da Igreja como continuadora da missão, da ação, da presença de Cristo no mundo.
“O que faz com que Cristo esteja presente no mundo é a ação do Espírito Santo. Quando por exemplo a Igreja batiza, é Cristo que batiza através da Igreja no poder do Espírito Santo e assim todos os Sacramentos. Então o Espírito Santo torna o Cristo presente hoje na Igreja como um braço prolongado do Cristo na história dos homens”, disse.

Ação do Espírito Santo
Conforme lembrado por professor Felipe, o Espírito Santo age na vida da Igreja tornando presente o próprio Cristo. Na vida de cada fiel em particular, Ele é o santificador.
Retomando o exemplo do Batismo, professor Felipe explicou que, a partir deste sacramento, a criança recebe os chamados dons infusos: sabedoria, ciência, inteligência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. “Estes são os dons que vão desenvolver a fé na criança, que preparam para a vida de cristão”, destacou.
Mas a ação do Espírito Santo não se resume a este sacramento inicial da vida cristã. O professor lembrou que, ao atingir a adolescência, período em que o jovem começa a enfrentar o mundo e principalmente o pecado, o adolescente precisa ter a força sacramental do Espírito Santo, então recebe o sacramento da Crisma, que é a confirmação do Batismo.
“O Espírito Santo age assim, no Batismo, na Crisma. Depois, em cada Sacramento que a gente recebe Ele age, na oração Ele age, na Palavra de Deus Ele age, na doutrina da Igreja Ele age. Então o Espírito Santo está em todas as atividades que fazem parte da nossa vida espiritual, para a nossa santificação”, finalizou.

https://noticias.cancaonova.com/brasil/entenda-a-acao-do-espirito-santo-na-vida-da-igreja-e-do-cristao/