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Semana Santa: o significado de cada dia da celebração da paixão, morte e ressurreição de Cristo

      A Igreja Católica dá início neste Domingo de Ramos, 28 de março – a Semana Santa que se estende até o próximo domingo, dia 4 de abri...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Os católicos e a intolerância religiosa

Uma reflexão genuinamente católica sobre “intolerância religiosa”, escrita por um bispo e membro da Academia Brasileira de Letras.

Neste ano de 2016, o Exame Nacional do Ensino Médio formulou como proposta de redação o tema "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". Embora ciente do viés notavelmente tendencioso com que o assunto foi apresentado, a pretensão de nossa equipe é contribuir sinceramente com esse debate, oferecendo uma reflexão genuinamente católica a esse respeito.
Para tanto, publicamos a seguir trecho de um precioso discurso de Dom Francisco de Aquino Corrêa. Para quem não o conhece, trata-se de um bispo brasileiro que governou a Arquidiocese de Cuiabá de 1921 a 1956 e que ocupou, no mesmo período, um honroso lugar de prestígio na Academia Brasileira de Letras.
Não obstante elevada a linguagem com que se pronuncia o purpurado, a mensagem que ele transmite não só é inteligível, como de grande utilidade para orientar a moderna discussão sobre "intolerância religiosa". Não deixem de apreciar:
Senhores! 

Aprendi com os velhos mestres escolásticos que um dos recursos mais frequentes nas justas cavalheirescas do espírito há de ser a distinção lógica dos termos: assim aconselhavam eles no final dum conhecido hexâmetro didático: distingue frequenter. Onde quer que se insinue a confusão, aí se impõe ela. E, não raro, nos dá, deveras, a sensação dum raio de sol em plena treva. Ora, um dos vocábulos mais confusos da linguagem polêmica é precisamente a intolerância. Tanto assim que podemos distingui-la, não em duas, mas em três espécies, que, para maior clareza ou efeito gráfico e mnemônico, designarei por três pês: intolerância de pessoas, de palavras e de pensamentos. 

Nada mais anticristão do que a intolerância de pessoas. Basta abrir os evangelhos: Jesus levou nesse terreno a tolerância a tal auge que escandalizou os fariseus, pois, afrontando-lhes embora a indignação e o desprezo, achegou-se aos publicanos e pecadores. E máxime em pritaneus acadêmicos, como o nosso, é que se ela impõe, como já fazia notar, com a costumada lepidez, o saudoso confrade Carlos de Laet: "Neste habitáculo das letras, escreveu ele, a tolerância de pessoas não é somente uma virtude, mas uma exigência impreterível, para a serenidade em nossos debates, mesmo naqueles que mais nos escandescem, isto é, os da questão ortográfica". 

Não é, portanto, essa, a intolerância, de que se possa acusar o catolicismo, porque ninguém menos católico, nem mais intolerável, do que um católico intolerante para com as pessoas. 

Em segundo lugar, vem a intolerância de palavras, compreendendo-se nesta expressão toda a intolerância no modo de expor ou defender a doutrina. E esta igualmente, longe de praticar, há de condená-la quem quer que se preze de verdadeiro católico. Mestre das controvérsias católicas, investido oficialmente nesse título pelo Papa reinante, é S. Francisco de Sales. E é ele próprio quem nos diz que o polemista, que se enfada, torna suspeita a sua causa. A luz da verdade, ensina ainda ele, não se dardeja aos olhos do adversário, com perigos de cegá-lo: faz-se-lhe alvorecer de mansinho. E tamanho era o seu cavalheirismo, que desejara tratar os contendores, não somente com luvas, mas luvas perfumadas. E aqui vem a propósito aquelas duas palavras com que os livros santos definem a ação da Providência no governo do mundo: fortiter e suaviter, as quais bem se podem aplicar ao floreio elegante da dialética, na mão dos paladinos da causa católica: firmeza na verdade, gentileza no defendê-la. Fortiter in re, suaviter in modo

Esta firmeza na verdade nos leva naturalmente a considerar a terceira classe de intolerância, que é a do pensamento. E esta, sim, meus Senhores, devo confessar-vos que o catolicismo não somente a professa, mas dela faz timbre nas armas heráldicas do seu apostolado, outra coisa não sendo ela, senão a intolerância do erro. E não há condescendências nem amizades que valham a justificar a adoção do erro, um só que seja. Já dizia Aristóteles que, com ser amigo e admirador de Platão, não deixava de o ser, e muito mais, da verdade: Amicus Plato, sed magis amica veritas

Muitos, todavia, nem com essa intolerância se conformam, e a razão se me antolha óbvia: é que não admitem a verdade integral dos dogmas do cristianismo. Diante destes, a situação dos católicos continua a ser aquela mesma de Jesus em presença de Pilatos: ante a convicção com que o Cristo falava da verdade, que viera revelar ao mundo, pergunta-lhe o procurador da Judéia, com um sorriso de humorismo, que bem se lhe adivinha nos lábios: "E que vem a ser a verdade?" Quid est veritas? (JoXVIII, 38). 

E, efetivamente, para os que vêem na doutrina católica, a par de algumas verdades, não poucas superstições e crendices, nada mais insuportável que a presunção com que a proclamamos e defendemos contra tudo que lhe repugne. Mas, por outro lado, se o católico, convencido como deve estar dessas verdades, a ponto de, no dizer de Pascal, deixar-se degolar por elas, não praticasse essa intolerância daria bem triste prova da sua convicção, ou, melhor, documentaria a sua incoerência. Tolerar ideias contraditórias é próprio só de espíritos que ainda não se firmaram na verdade. Há de se, pois, fazer justiça aos católicos, reconhecendo, ao menos, a coerência da sua atitude: verdade e erro não se toleram entre si, repelem-se: hurlent de se trouver ensemble

O que vos eu acabo de expor, não é meu, nem novo: acha-se já admiravelmente cristalizado, há 16 séculos, naquela fórmula clássica de Santo Agostinho, que assim reza: "Amai aos homens, destruí os erros, certos, mas não soberbos de possuir a verdade, e lutando, mas sem paixões, por ela!" Diligite homines, interficite errores: sine superbia de veritate praesumentes, sine saevitia pro veritate certantes

Não se pense, entretanto, que tudo no cristianismo sejam dogmas: ao lado destes, existem aí também não poucas teses incertas e duvidosas. A intolerância, de que falamos, circunscreve-se aos domínios do dogma; fora daí, há liberdade de pensamento. É o que lapidarmente, como costumava, fixou o mesmo Santo Agostinho neste brocardo, que tão de molde vem ao nosso assunto: "No dogma, unidade; na dúvida, liberdade; em tudo, caridade". In certis unitas, in dubiis libertas, in omnibus caritas

Nem será por demais frisar melhor aqui esta liberdade de pensamento, para que se não cuide que, em se tratando de dogmas, desapareça ela, de todo em todo, o que seria falso. Basta, para isso, distinguir na fé o seu ato e o seu objeto. O ato de fé é sempre livre, essencialmente livre, tão livre que sem liberdade não pode existir a fé: ou se crê livremente, ou não se crê. Daqui a estultícia da fábula do "crê ou morre!" O objeto da fé, este sim, é que exclui a livre escolha, não podendo ser outro que a verdade. 


Dom Francisco de Aquino Corrêa, Mensagem aos Homens de Letras (Proferida na Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1937). Em: Discursos, vol. II, tomo II, Brasília, 1985, pp. 176-178.
FONTE: https://padrepauloricardo.org/blog/os-catolicos-e-a-intolerancia-religiosa?utm_content=buffer148e5&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Nota oficial sobre a Cruz da Renovação Carismática Católica

Irmãos e irmãs, a paz de Jesus!
É com alegria que anunciamos a retomada da produção e distribuição da Cruz da Renovação Carismática. Idealizado por René Brimo (in memorian) no Canadá, esta cruz representa o símbolo de pertença e de testemunho da corrente da graça da Renovação Carismática Católica no mundo.
Em setembro deste ano, o ICCRS divulgou a aquisição dos direitos de propriedade e gestão integral da Cruz da Renovação. Em sociedade com “Arredi Liturgici Maranatha”, uma distribuidora de artigos religiosos que nasceu e se desenvolveu no contexto da RCC Italiana. Segundo o diretor do ICCRS, Oreste Pesare, esta distribuidora produzirá e distribuirá a Cruz da Renovação.
Diante do exposto, gostaríamos de pedir aos grupos de oração e dioceses interessadas em adquirir e propagar o uso deste objeto que primem pela compra neste site (indicado abaixo) que é o ÚNICO autorizado a comercializar este produto.
Acesse o link do distribuidor aqui: http://www.arrediliturgici.it/index.php/iccr
Neste ano em que celebramos o nosso Jubileu de Ouro, especialmente, que possamos usá-la e propagá-la cada vez mais. Deus o abençoe!

São José do Rio Pardo (SP), 28 de outubro de 2016
Lucimar MazieroPresidente do Conselho Estadual
Renovação Carismática Católica do Estado de São Paulo

Fonte: http://www.rccsp.org.br/nota-oficial-sobre-cruz-da-renovacao-carismatica-catolica/

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Uma resposta católica a uma polêmica protestante

O sentido das Escrituras só pode ser esclarecido pela interpretação autorizada do Magistério da Igreja.




Prestem atenção! É preciso pôr um fim nesta polêmica — muito mal fundamentada, aliás — de que a Igreja Católica não possui base bíblica. Essa conversa sem pé nem cabeça, forjada por Martinho Lutero e repisada ainda hoje pelos seus seguidores, já vai longe demais. O cristianismo, dissemos aqui várias vezes, não é a religião do livro, mas de toda a Palavra de Deus. A insistência dos protestantes no dogma da Sola Scriptura, esse, sim, sem qualquer respaldo dos autores sagrados (cf. 2 Ts 2, 15), só consegue produzir ainda mais desconfiança sobre a fé cristã, seja em relação ao catolicismo, seja ao protestantismo. Que tipo de pessoa, hoje em dia, acreditará numa Igreja que prega uma enormidade de conceitos desarticulados, sem a devida consideração pelo contexto cultural e pelos gêneros literários? Que tipo de pessoa se deixará convencer pelos ensinamentos cristãos, quando os próprios cristãos, fazendo mau uso das Escrituras, dividem-se em não se sabe quantas denominações?
A memorização de alguns versículos bíblicos nunca deu, nem dará, o direito a um cidadão qualquer de fundar uma igreja. Não faz muito tempo surgiu na internet um vídeo de um pastor que incentivava o adultério por não saber distinguir entre o adjetivo "adúltera" e o verbo "adultera". Isso se deve não somente a uma dificuldade de interpretação de texto. O problema é mais grave. Chesterton estava certo ao afirmar que "a Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo" [1]. Lógico. Quando as Sagradas Escrituras são retiradas de seu contexto eclesial, um texto alegórico passa-se facilmente por histórico e vice-versa. Perde-se o referencial. Que garante a autenticidade dos quatro evangelhos senão o testemunho da Igreja? Como se prova que o Evangelho segundo São Lucas é verdadeiro e o Evangelho segundo Maria Madalena não? Os protestantes — assim como muitos católicos que se deixam levar por aquela famosa pergunta: "Onde está na Bíblia?" — precisam aprender que a Bíblia não caiu do céu. 300 anos antes da definição do Cânon, já existia uma única Igreja — católica apostólica romana, para deixar claro — governada por bispos, sob a autoridade do Romano Pontífice. Já existia um Magistério antes mesmo que Constantino soubesse soletrar Roma. E é precisamente desse Magistério, cuja autoridade os protestantes adoram tomar para si, que podemos haurir a veracidade do Antigo e do Novo Testamento (cf. 1 Tm 3,15). Negá-lo equivale a negar as próprias Escrituras.
Celebramos nestes dias a Solenidade de Pentecostes. É também a festa da manifestação da Igreja. Os apóstolos, reunidos com Maria, a Mãe de Jesus — como faz notar São Lucas —, rezam no Cenáculo, pedindo a Deus a vinda do Espírito Santo. O Texto Sagrado autoriza-nos a fazer um paralelo muito pertinente com a visita da Virgem Maria à sua prima Isabel. O hagiógrafo diz: "Apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1, 41). É uma espécie de pentecostes antecipado. O cumprimento de Maria suscita, por assim dizer, a descida do Espírito Santo, que diz pela boca de Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 43). Desde o começo, Deus mostra-se, de certo modo, dócil à Virgem Maria. Esta cena vai se repetir nas bodas de Caná, quando o Filho antecipa o início de seu ministério conforme o pedido da mãe (cf. Jo 2, 1-11), e, finalmente, em Pentecostes, quando os apóstolos, unidos à intercessão d'Ela, são inflamados pelas línguas de fogo que caem do céu (cf. At 1, 13-14). A Igreja já nasce mariana. Nasce pela intercessão da Virgem Santíssima. Como se pode constatar, a acusação de que o culto à Nossa Senhora não faz parte do cristianismo é simplesmente ridícula. Na verdade, trata-se de uma blasfêmia — e das mais grosseiras —, porque é o próprio Espírito Santo quem o aprova. Ele diz por Isabel: "Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" (Lc 1, 45).
Uma porção de outros textos bíblicos poderiam ser elencados aqui para respaldar o uso de imagens, a intercessão dos santos, o primado petrino, o celibato clerical etc. Não é nosso objetivo, porém, iniciar um debate deste gênero. Mesmo porque esses temas já foram tratados exaustivamente em outras oportunidades, e de maneira muito mais articulada. Além disso, os protestantes poderiam facilmente apresentar uma outra porção de versículos que, aparentemente, refutariam nossa posição, como sói acontecer quando nos arriscamos a seguir pela falsa premissa da Sola Scriptura. Ora, é exatamente este equívoco que pretendemos desfazer. A Bíblia não é a premissa fundamental porque ela mesma possui argumentos aparentemente contraditórios. É a interpretação autorizada da Igreja que a ilumina e revela a intenção de cada autor sagrado. Como uma criança diante de dois brinquedos a escolher — a comparação é do padre Lima Vaz —, o cristão escolhe não apenas um dos artigos da fé, mas ambos; vê universalmente, pois católico, aceita o todo [2].
Entendam uma coisa. Não existe Bíblia sem IgrejaSacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta, dizem os Santos Padres. Ou seja, a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais. E isso por uma razão muito simples: Jesus se encarnou, não se encadernou. A Igreja, por sua vez, guiada pelo Espírito Santo, perpetua-se na história e dá continuidade a essa encarnação. Não nos esqueçamos: Ela é o Corpo de Cristo. Quem a nega, destarte, nega o próprio Cristo, pois não é possível aceitar a cabeça sem o corpo (cf. Mt 10, 40). Alguns contestam: "Ah, mas os bispos cometem muitos pecados". E daí? Cristo assegurou a infalibilidade da Igreja. Nada disse sobre a impecabilidade de seus pastores. Uma coisa nada tem que ver com a outra. Se aceitamos que a Igreja erra nos juízos de fé, a própria veracidade das Escrituras é posta em xeque. Dan Brown ganha muitas razões para apontar o dedo em nossas caras. As coisas mudam de rumo somente se acolhemos a Tradição, na certeza de que a promessa de Cristo sobre a incorruptibilidade da Igreja é verdadeira — non praevalebunt (cf. Mt 16, 18).
Que fique claro: não pretendemos com isso ofender nossos irmãos protestantes. A Igreja, vale lembrar, admite, em várias circunstâncias — mas sobretudo na defesa da dignidade do homem —, a colaboração "com outras Igrejas cristãs, comunidades e grupos religiosos, a fim de ensinar e promover" o conteúdo moral e social do Evangelho [3]. Apenas desejamos esclarecer alguns pontos de discordâncias que, as mais das vezes, só contribuem para aumentar as divisões e, pior, para a difusão do indiferentismo religioso.
Um pouco de bom senso e humildade nunca fez mal a ninguém. Cristo deixou-nos a Igreja e seus sacramentos para a santificação de nossas almas. Não podemos, a pretexto de uma interpretação particular da Bíblia, relativizar tudo isso (cf. 2 Pd 1, 20). É pecado. É temerário. Sem a Igreja, a Bíblia vira letra morta. Ou aceitamos o Magistério, ou perdemos as Sagradas Escrituras. Tertium non datur.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/uma-resposta-catolica-a-uma-polemica-protestante

Bispos e sacerdotes realizam “exorcismo magno” no México

Cerimônia inédita foi realizada para frear o avanço do aborto, da violência e do satanismo, que “provocaram uma grande infestação satânica em todo o México”.

Um evento sem precedentes teve lugar na cidade de San Luís Potosí, região central do México, quando um grupo de bispos realizou um "exorcismo magno" sobre todo o país.
O rito foi realizado no dia 20 de maio, a portas fechadas, na catedral metropolitana da cidade. Contou com a presença de dois bispos: o arcebispo emérito de Guadalajara, cardeal Juan Sandoval Íñiguez, e o arcebispo de San Luís Potosí, monsenhor Carlos Cabrero. Também participaram da celebração o padre José Antonio Fortea, famoso demonologista espanhol, bem como inúmeros sacerdotes exorcistas vindos de diversas dioceses mexicanas.
O exorcismo foi realizado para conter o avanço do aborto e da violência ligada ao tráfico de drogas, e também para frear práticas como o satanismo e o culto pagão à "santa morte", as quais – segundo explica o pe. Fortea – "provocaram uma grande infestação satânica em todo o México".
Monsenhor Cabrero explicou que o caráter reservado da cerimônia se deve a que "logo aparecem os mórbidos e as más interpretações" e assinalou que "o que se quer buscar é o bem, antes de tudo". Ele também disse que, nesta oração, "se pede, por exemplo, pelas questões do divórcio e do aborto, e que muitas vezes são favorecidas por leis desumanas, que vão contra a própria natureza".
O cardeal Íñiguez assegurou a importância de que as pessoas tomem consciência "da situação tão grave que vivemos no México, que tem uma raiz muito profunda e para além da maldade humana, que é o demônio, o qual está muito conectado com a morte, sendo o homicida desde o princípio". Ele manifestou o desejo de que ritos como esses "se multipliquem" ao redor do mundo.
Em entrevista exclusiva a ACI Prensa, o padre Fortea recordou que essa é a primeira vez que "exorcistas vindos de distintos lugares se reúnem para exorcizar os poderes das trevas não de uma pessoa, mas de todo um país". Na Idade Média, São Francisco de Assis expulsou os demônios da cidade de Arezzo [1], mas isso aconteceu de forma privada. "Deste modo ritual, belo, cheio de cerimônias, nunca antes isso teve lugar em nenhuma parte do mundo."
Perguntado se os demônios podem ser expulsos de um país, o exorcista explicou que, "na medida em que um país aumenta desmedidamente o pecado, nessa medida a ação tentadora dos demônios acontece mais facilmente". "Na medida em que em uma nação se realizem mais atos de bruxaria e mais satanismo, nessa mesma medida acontecerão mais fatos extraordinários provindos desses poderes das trevas."
Ele afirmou que não se deve esperar "nenhum fenômeno extraordinário" como efeito do exorcismo. "Seria um erro pensar que, por realizar um grande exorcismo para toda a nação, tudo já mudará automaticamente", disse. "Se, porém, com o poder recebido de Cristo, afastamos os demônios de uma nação, certamente isso repercutirá positivamente".
Questionado se uma cerimônia dessas poderia se repetir em outros lugares do mundo, o pe. Fortea respondeu que "seria muito desejável". "Temos que ter fé em que Deus entregou um poder aos Apóstolos e que podemos usar esse poder", afirmou. "Satanás ronda, como leão a rugir, procurando a quem devorar, e os pastores podem afastar o depredador da vítima".
VEJA O EXORCISMO:


Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/bispos-e-sacerdotes-realizam-exorcismo-magno-no-mexico



CONGRESSO ESTADUAL DO MINISTÉRIO JOVEM - 2016


domingo, 9 de outubro de 2016

Fé é atitude


Como o cristão deve viver? O que caracteriza a existência cristã? Você, certamente, já pensou sobre essas perguntas! Tenho fé; creio em Deus… Mas qual a incidência da minha fé na minha vida de cada dia? Não podemos separar fé e vida, seja dentro da Igreja, seja andando pela rua não deixamos de ser quem somos. Divorciar a fé da vida é desacreditar a fé e matar a vida! Sem vida, a fé de nada vale; e sem fé, a vida perde o sentido!
Mas, o que é a fé? Fé não se resume na aquisição de conhecimentos, embora estes sejam necessários. Não basta conhecer Jesus, a Igreja e os artigos do Catecismo da Igreja Católica. A fé antes de ser pensada, deve ser celebrada! Fé, antes de ser conhecimento, é seguimento, mesmo no sofrimento! Guarde bem isso! A fé que não gera em nós uma atitude, não é fé verdadeira! É clássica a afirmação de São Tiago: “Mostra-me a tua fé sem as obras, que mostrarei pelas minhas obras a minha fé.”
A comunidade cristã é essencialmente uma comunidade de seguidores. Seguir significa conviver, acompanhar, estar junto… Ter fé em Jesus é conviver com Ele, acompanhá-Lo, estar junto d’Ele. É dizer como Pedro: “Mestre, é bom estar aqui Contigo.” Esse seguimento fiel e assíduo nos converte e nos transforma. Na medida em que convivemos com o Senhor, vamos nos deixando moldar por Ele. Passamos a ser outros “Cristos” – é isso que significa a palavra cristão: ser Cristo para os irmãos!
Assim, a vida cristã deve ser banhada e iluminada pela fé! Resumindo, isso quer dizer, no mínimo, duas coisas:
1ª. Tenho fé porque sei em quem depositei a minha fé! Sei que mesmo no sofrimento não estou sozinho. Deus está comigo. Ele é nosso Deus auxiliador (Leia os poemas do ‘Servo Sofredor’ no livro de Isaías).
2ª. A fé que tenho deve ser traduzida em compromisso concreto com a missão de Jesus. Preciso ser fiel a Ele e tentar reproduzir em minha vida os gestos e as palavras d’Ele.
É claro que não estou fazendo, aqui, qualquer tipo de defesa à preguiça intelectual. Aprender a fé estudando a Bíblia e artigos religiosos é muito importante. Quando a gente ama, procura conhecer profundamente a pessoa amada! Por isso, precisamos ler, meditar e refletir a Palavra de Deus e a doutrina cristã. Mas como devemos fazer isso? Com toda distância, isenção e imparcialidade? Claro que não. Não podemos abdicar da nossa fé quando, ao estudar, procuramos aprofundá-la. Se deixássemos a fé de lado na hora de estudá-la, nos assemelharíamos a um médico legista que, no frio do mármore, estuda um corpo sem vida.
Assim como o caminho se faz caminhando, a fé se faz praticando! Não é algo que guardo na cabeça e no coração, mas que, porque a guardo na cabeça e no coração, move minhas palavras e minhas atitudes!
Fé é vida e a vida do cristão é fé!
Dito mais simplesmente, a fé nasce primeiro de um encontro com o Senhor. Depois disso, vamos nos outros encontros com Ele, nos encantando cada vez mais com aquilo que Ele diz e com aquilo que Ele faz!
Finalmente, no do Salmo 116, temos uma síntese do que foi dito anteriormente: “Andarei na presença do Senhor!” Vida cristã é exatamente isso. Andar na presença do Senhor, de tal maneira que passemos pela terra fazendo o bem (cf. At 10, 38)
Fonte http://formacao.cancaonova.com/diversos/fe-e-atitude/

Deus é o verdadeiro amor, diz Papa em homilia

Na homilia de hoje, Papa lembrou que Deus ama a humanidade, não importa o quanto ela seja pecadora

Da Redação, com Rádio Vaticano
Nem todo amor vem de Deus, mas Deus é o verdadeiro amor. Esse foi o pensamento que conduziu a homilia do Papa Francisco nesta sexta-feira, 8, na Casa Santa Marta. Francisco lembrou que Deus ama sempre e primeiro, não importa o quanto o homem seja pecador.
Na Primeira Leitura, o apóstolo João faz uma longa reflexão sobre dois mandamentos principais da vida de fé: o amor de Deus e o amor do próximo.
“Esta palavra ‘amor’ é uma palavra usada tantas vezes e não se sabe, quando se usa, o que significa exatamente. O que é o amor? Às vezes pensamos no amor das telenovelas, não, aquilo não parece amor. O amor pode parecer um entusiasmo por uma pessoa e depois…se apaga. De onde vem o verdadeiro amor? Qualquer um que ama foi gerado por Deus, porque Deus é amor”.

O ano do perdão

Francisco observou que João destaca uma característica do amor de Deus: ama “por primeiro”. A prova disso é a narração no Evangelho da multiplicação dos pães, proposta pela liturgia: Jesus olha para a multidão e sente “compaixão”, o que não é a mesma coisa que “sentir pena”, ressaltou o Papa. O amor que Jesus nutre pelas pessoas leva-O a sofrer com elas e esse amor de Deus é exemplificado de inúmeras formas, como nas passagens sobre Zaqueu, Natanael e o filho pródigo.
“Quando temos alguma coisa no coração e queremos pedir perdão ao Senhor, é Ele que nos espera para nos dar o perdão. Este Ano da Misericórdia recorda um pouco isso também: que nós sabemos que o Senhor está nos aguardando, a cada um de nós. Por que? Para nos abraçar. Nada de mais. Para dizer: filho, filha, te amo. Deixei que crucificassem meu Filho para ti; este é o preço do meu amor; este é o presente de amor”.
O Papa enfatizou que Deus espera pelo homem, mas quer que ele abra a porta do seu coração, é preciso ter essa certeza sempre. “Ir ao Senhor e dizer: ‘Mas tu sabes, Senhor, que te amo’. Ou senão, posso dizer assim: ‘Sabes, Senhor, que eu gostaria de te amar, mas sou muito pecador, muito pecadora”. E Ele fará o mesmo que fez com o filho pródigo, que gastou todo o dinheiro em vícios: nem te deixará acabar a frase, e com um abraço te calará. O abraço do amor de Deus”.
Fonte: http://papa.cancaonova.com/deus-e-o-verdadeiro-amor-diz-papa-em-homilia/

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Último adeus ao Padre Amorth: Acompanhava com caridade os atormentados pelo maligno

ROMA, 19 Set. 16 / 05:00 pm (ACI).- Centenas de pessoas quiseram rezar e dar o último adeus ao sacerdote Gabriele Amorth, o exorcista da diocese de Roma conhecido no mundo inteiro, que faleceu na sexta-feira, 16 de setembro, aos 91 anos de idade.
Missa de exéquias foi celebrada no Santuário Santa Maria dos Apóstolos, próximo à basílica papal São Paulo Extramuros, a 40 minutos do Vaticano.
O funeral foi presidido por Dom Paolo Lojudice, Bispo Auxiliar de Roma, e contou com a presença de numerosos sacerdotes da Sociedade São Paulo, à qual pertencia o exorcista. Alguns presbíteros presentes também exercem esta mesma tarefa em Roma.
“Ele acompanhava com grande humildade, fé, generosidade e caridade as pessoas que eram atormentadas pelo maligno” e “os animava no duro caminho da libertação”, afirmou um sacerdote da Associação Internacional de Exorcistas durante as exéquias.
“Era admirável a sua capacidade de criar um ambiente sereno durante os exorcismos, transmitindo calma a todos”, disse também.
“Em 1991 Gabriele Amorth reuniu pela primeira vez um grupo de exorcistas italianos, alguns estão presentes aqui hoje, os exorcistas de todo o mundo estão especialmente agradecidos a Gabriele por tudo aquilo que fez ao propor e revalorizar na Igreja o mistério do exorcismo“.
“Sua perseverante e apaixonada obra de sensibilização do clero e no povo de Deus mostra a importância pastoral deste ministério que terminou felizmente no dia 13 de junho de 2014 com a aprovação e o reconhecimento oficial da Santa Sé, a Congregação pelo Clero, dos estatutos da Associação Internacional de Exorcistas que Gabriele Amorth havia fundado 3 anos depois de encontrar-se com os primeiros exorcistas italianos”, recordou.
Com este reconhecimento, “a Igreja confirmou a sua materna solicitude ante os sacerdotes que desenvolvem este delicado ministério pastoral, com aqueles que sofrem e são necessitados”.
“Deus quis que dom Gabriele levasse adiante esta associação com grande entusiasmo e vigor para ajudar os exorcistas a desenvolver sua tarefa”, sublinhou.
Além disso, assinalou que “nunca mediu esforços em seu trabalho e ofereceu generosamente seu trabalho”. “Foi sincero com todos, entre os exorcistas sempre foi admirado pela sua grande espiritualidade encarnada na sua vidade oração e no seu grande amor à vida religiosa, ao seu instituto religioso, ao sacerdócio, ao Papa (...) Também à Adoração eucarística e à Virgem Maria”.
Por outro lado, o texto da Associação Internacional de Exorcistas destacou seu “grande senso de humor e a capacidade de contar qualquer anedota”.
“Sua grande disponibilidade para dar entrevistas de rádio, televisão e nos jornais teve o fim de promover uma evangelização integral segundo o mandato da Igreja de expulsar os demônios em nome de Deus e através dos meios de comunicação oferecia uma catequese correta sobre este ministério”.
“Nunca deu estas entrevistas pelo prazer de aparecer ou de ser entrevistado”, destacou o sacerdote.
Deste modo, “confiamos a alma deste servo de Deus fiel, convidando também a todos aqueles que se beneficiaram através dele a fim de que rezem por ele, pois antes era estsacerdote quem rezava por eles”, finalizou.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/ultimo-adeus-ao-exorcista-amorth-acompanhava-com-caridade-atormentados-pelo-maligno-27428/

São Pio de Pietrelcina

Em 22 de setembro de 1968, São Pio de Pietrelcina, conhecido como o Padre Pio, celebrou sua última Missa poucas horas antes de morrer no dia seguinte. Essa Eucaristia foi gravada em um vídeo.
O santo frade capuchinho teve alguns problemas de saúde no final dos anos 60, mas apesar da sua fragilidade e cansaço, continuava celebrando a Missa e atendia aproximadamente 50 confissões diárias.
No dia 20 de setembro de 1968 o Padre Pio completou 50 anos de ter recebido pela primeira vez os estigmas de Cristo, ele ia celebrar a Missa Solene para os peregrinos, mas, devido ao cansaço, pediu aos seus superiores celebrar uma Missa menor. Entretanto, ao ver a quantidade de peregrinos, decidiu prosseguir com seu plano original de celebrar a Missa Solene. Esta é a Missa que vemos no vídeo.
Na madrugada do dia 23 de setembro, já moribundo, chamou o seu superior para confessar-se e renovar pela última vez seus votos de castidade, pobreza e obediência. Pronunciou silenciosamente as palavras enquanto olhava para o seu rosário, e segundo contam algumas pessoas, antes de morrer, o Padre Pio disse que viu “duas mães” que acreditam que eram a Virgem Maria e a sua mãe terrestre.
A causa de sua morte foi um ataque ao coração. Os que estavam presentes disseram que quando faleceu as feridas dos estigmas imediatamente se curaram.
O Padre Pio nasceu em Pietrelcina, Itália, em 25 de maio de 1887. Seu nome era Francisco Forgione e tomou o nome de Frei Pio de Pietrelcina em honra a São Pio V, quando recebeu o hábito de Franciscano capuchinho.
Durante sua vida lhe atribuíram muitos milagres como curas, diziam que podia ler as almas, levitar e o dom da bilocação.
Seu corpo permaneceu incorrupto até anos depois da sua morte e foi enviado a Roma em fevereiro deste ano, como parte do programa do Jubileu da Misericórdia. Foi canonizado em 2002 pelo Papa João Paulo II, quem o conheceu quando ainda estava vivo.
A Arquidiocese de Boston nos Estados Unidos anunciou há alguns dias que o coração do Padre Pio será levado a essa cidade entre os dias 21 e 23 de setembro deste ano para ser venerado pelos fiéis. Esta é a primeira vez que uma relíquia importante do Padre Pio sairá da Itália.

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/video-assim-foi-a-ultima-missa-do-padre-pio-poucas-horas-antes-da-sua-morte-15325/

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Dom de Línguas: A Glossolalia

Dando sequência a formação sobre os dons, apresentamos o texto Dom de Línguas: A Glossolalia, retirado do Informativo do ICRRS (International Catholic Charismatic Renewal Services).
O Dom de Línguas: A Glossolalia
O dom de línguas é um fenômeno bastante normal para as pessoas envolvidas na Renovação Carismática. Mas as pessoas que têm contato com este tipo de oração pela primeira vez podem sentir-se desapontadas, já que algo como a glossolalia parece estranho para eles. São Paulo advertiu os Coríntios que isto poderia acontecer.
“Se, pois, numa assembleia da igreja inteira todos falarem em línguas, e se entrarem homens simples ou infiéis, não dirão que estais loucos?” (I Coríntos 14, 23).
E esta advertência vem a partir da experiência. Os apóstolos falando em línguas no dia de Pentecostes foram objetos de gozação. “Outros, porém, escarnecendo, diziam: “Estão todos embriagados de vinho doce” (Atos 2, 13).
Aqueles que falam em línguas podem ser acusados de serem fanáticos ou mentalmente desequilibrados. Tal acusação pode atingir todas as pessoas que estejam profundamente envolvidas em oração, o que é notável a partir da imaginação convencional de oração. E o exemplo do Rei Davi prova isto. A filha de Saul, que olhava-o pela janela, viu que o Rei saltava e dançava em frente à Arca da Aliança, e desprezou-o em seu coração (I Crônicas 15, 29).
No entanto, é necessário declarar que o falar em línguas foi prometido por Jesus antes de Sua Ascensão.
“Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas”. (Marcos 16, 17).
Portanto, não há nada estranho em usar este carisma. O problema parece surgir entre as pessoas que não conhecem o ensinamento bíblico sobre este dom.
É necessário ressaltar que há três tipos de oração em línguas mencionados na Bíblia:
1. A Profecia em línguas acontece quando uma pessoa fala em um idioma desconhecido e o resto dos participantes permanece em silêncio. Tal profecia dá frutos se outra pessoa tem o dom de interpretação e explica o que foi dito.
“Ora, desejo que todos faleis em línguas, porém muito mais desejo que profetizeis. Maior é quem profetiza do que quem fala em línguas, a não ser que este as interprete, para que a assembleia receba edificação. Suponhamos, irmãos, que eu fosse ter convosco falando em línguas, de que vos aproveitaria, se minha palavra não vos desse revelação, nem ciência, nem profecia ou doutrina? (I Coríntios 14, 5-6).
2. Após receber o Espírito Santo, os Apóstolos estavam falando em línguas que não conheciam antes e estas línguas eram compreensíveis para os Judeus de diferentes nações que vieram para Jerusalém para a festa (ver Atos 2, 4-13). Estas pessoas ficaram admiradas em ouvir sobre os “prodígios de Deus” em suas próprias línguas. Portanto, este tipo de dom de línguas é um sinal para aqueles que não acreditam.
3. Adoração espontânea do Senhor após receber o Espírito Santo (Atos 10, 44-46; 19, 1-7). Durante esta oração, muitas pessoas falam em línguas ou cantam em línguas simultaneamente e este é o verdadeiro dom da glossolalia.
Este dom é hoje em dia bastante comum em grupos de oração carismáticos. Seu uso mais frequente acontece quando todos estão adorando a Deus juntos. As pessoas rezam simultaneamente em suas próprias palavras, em línguas e em canções. Pode-se dizer que a glorificação zelosa ao Senhor foi renovada na Igreja pela Renovação Carismática e é uma contribuição muito importante ao jorrar de graças na Igreja contemporânea. O dom de línguas é também como um “quebra-gelo” em nosso contato pessoal com o Senhor, o que pode ser difícil quando uma pessoa está focada em si mesma e em seus problemas. Adorar a Deus concentra as pessoas na pessoa do Senhor e as abre para os próximos carismas que podem aparecer durante o Grupo de Oração.

O dom da glossolalia se faz presente durante a invocação do Espírito Santo e durante intercessões. Mas observa-se também que enquanto as pessoas estão glorificando o Senhor, elas geralmente cantam. Este carisma é muito usado durante intercessões, que é também um dos tipos característicos de ministério na Renovação Carismática. Muitas vezes, pessoas rezando por outras sentem que os pedidos que estas fizeram não são necessariamente aqueles que elas mais precisam. As pessoas que rezam por outras pessoas geralmente não sabem o que pedir, portanto, rezam em línguas. Então, de acordo com a Palavra de Deus (Romanos 8, 26-27), o Espírito “vem em auxílio à nossa fraqueza... E aquele que perscruta os corações sabe o que deseja o Espírito, o qual intercede pelos santos, segundo Deus”. Algumas vezes o Espírito Santo revela, durante a oração em línguas, qual é o verdadeiro problema da pessoa que está recebendo a oração. O entendimento pode então ser proclamado como o dom do conhecimento. Algumas vezes o Espírito Santo entende o que as pessoas, fazendo a oração, estão pedindo e responde.
Resumindo, o dom de línguas é uma forma sobrenatural de comunicação com Deus através do Espírito Santo, que é o doador deste carisma. A glossolalia edifica a oração quando as pessoas se congregam no mesmo lugar para encontrar-se com Deus. Usada quando se está glorificando o Senhor, abre para outros carismas e une as pessoas no mesmo Espírito. Mas também edifica pessoas isoladamente, porque este dom pode ser usado durante nossas orações pessoais. “Aquele que fala em línguas, edifica-se a sim mesmo; mas o que profetiza, edifica a assembleia”. (I Coríntios 14, 4).
Podemos usar este carisma quando sentimos grande entusiasmo e queremos glorificar a Deus, mas nossa mente não consegue “produzir” as palavras adequadas para expressar nossos sentimentos. O dom de línguas é muito usado em tais ocasiões porque não bloqueia nosso entusiasmo. Mas é também bom lembrar que este dom não controla a pessoa, mas é a pessoa que controla o dom e pode fazer uso dele quando bem entender. Esta regra se aplica também ao dom da glossolalia. Por isso, o dom de línguas não deve ser considerado como um tipo de êxtase.

Fonte:http://rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/carismas/567-o-dom-de-linguas-a-glossolalia.html

Repouso no Espírito e Renovação Carismática

Na Renovação Carismática, encontram-se várias manifestações do poder do Espírito Santo, que de início espantaram grandemente, mas que são agora mais facilmente admitidas como autênticas; é assim com o dom das línguas, das curas, a Efusão do Espírito, a imposição das mãos.
Mas há um fenômeno sobrenatural menos conhecido, que se torna cada vez mais frequente na Renovação Carismática: é o repouso no Espírito. Depois de um estudo atento sobressai, sem equívoco possível, que esta experiência encontra o seu fundamento na teologia.
Com efeito, o repouso no Espírito reveste-se das características do arrebatamento (que é uma espécie de êxtase) salvo na sua causa imediata, que é o pedido feito a Deus, numa oração apropriada.
Convém lembrar que se encontra uma situação semelhante no Batismo do Espírito. Com efeito, este favor espiritual era normalmente concedido àqueles que faziam progressos notáveis na vida espiritual, enquanto que agora é recebido até pelos pecadores, por vezes de um modo instantâneo, na sequência de uma oração feita por outros para esse fim. É assim, também, para o repouso no Espírito. Outrora, apenas se encontrava (pelo menos na maior parte das vezes) nas pessoas avançadas na vida espiritual; pelo contrário, nos nossos dias, a oração ao Espírito Santo obtém-no até para os pecadores.
Como é um arrebatamento, o repouso no Espírito é da mesma família da ordem extática, mas não arrasta consigo a santificação da pessoa nalguns instantes. Esta experiência mística é destinada a favorecer uma vida cristã mais fervorosa ou uma conversão do coração.
Habitualmente, o arrebatamento verifica-se em pessoas avançadas na vida espiritual, ou, como dizia Santa Teresa d'Ávila, que atingiram as sextas moradas do castelo interior. Não se chega, portanto, de um pulo, ao período do êxtase ou do arrebatamento; em geral este é precedido de uma série de etapas de contemplação infusa, das quais a menos elevada é chamada por Santa Teresa d'Ávila "oração de contemplação".
Lembremo-nos de que há três graus no êxtase:
1) O êxtase simples, quando este se produz lentamente, ou se não é muito forte;
2) O deslumbramento, quando o êxtase é súbito e violento;
3) O voo do espírito, quando, como diz Santa Teresa d'Ávila, "age de tal maneira que o espírito parece verdadeiramente sair do corpo".
Ora, as características do deslumbramento encontram-se no repouso no Espírito, salvo, evidentemente, o grau avançado de vida espiritual. Com efeito, acontece que Deus concede uma tal experiência espiritual a pessoas de virtude vulgar, ou a principiantes na vida espiritual, a fim de os atrair a Si.
O repouso no Espírito resulta, mais frequentemente, da imposição das mãos, ou pelo menos de um toque da mão na cabeça, embora esse gesto não seja sempre necessário. A pessoa começa a vacilar, para finalmente cair devagarinho para trás. Esta queda é causada por uma graça tão poderosa do Espírito Santo que o corpo já não pode suportá-la e, então, as suas forças abandonam-no. Contudo, é preciso esclarecer que a queda não é obrigatória e não condiciona, necessariamente, a recepção da graça. Por outro lado, aqueles que não "caem" são afetados por uma vertigem não desagradável, tremuras ou pernas debilitadas, mas estas manifestações físicas são impregnadas de doçura e de paz. A sensação interior de repouso no Espírito parece existir também nas pessoas que não caem.
Repouso no Espírito e Missão Divina
O repouso no Espírito supõe uma nova efusão do Espírito Santo ou, mais precisamente, como se chama em teologia, uma nova missão deste Espírito Divino. Lembremos que as Missões Divinas, quer dizer, o envio das Pessoas do Filho e do Espírito Santo, podem ser visíveis ou invisíveis. Estas últimas constituem as principais modalidades da ação santificadora da Trindade Santa nas nossas almas.
Quanto ao repouso no Espírito, não é uma nova vinda da Pessoa do Espírito Santo, já recebida no Batismo; pelo contrário, consiste numa nova efusão das suas graças e das suas manifestações. Esta nova efusão do Espírito Santo realiza, então, uma renovação real da relação da pessoa com o Espírito Santo que já a habita e uma experiência de Deus mais íntima, que se abre num conhecimento amoroso mais ardente.
O repouso no Espírito é, portanto, o efeito de uma missão divina, porque comporta o progresso na vida espiritual e porque constitui um novo estado de graça santificante.
Repouso e Batismo no Espírito
O repouso no Espírito resulta, portanto, de uma nova efusão do Espírito Santo, mas de um gênero diferente da que o Batismo no Espírito provoca. Com efeito, a experiência espiritual do repouso no Espírito parece realizar-se, sobretudo, ao nível da inteligência. Pelo contrário, o Batismo no Espírito verifica-se, em especial, ao nível da afetividade.
O repouso no Espírito desenvolve consideravelmente a acuidade intelectual, no sentido em que a atenção é mais levada para a experiência atual da intimidade divina. A consciência é amplificada, mas é desviada das realidades exteriores e é mais centrada na realidade sobrenatural. Por outro lado, os limites pessoais podem, também, tornarem-se mais manifestos. Há, portanto, um engrandecimento da lucidez interior sobre Deus e sobre si próprio.
O repouso no Espírito é um arrebatamento que interrompe o conhecimento que se pode adquirir por si próprio. O Espírito Santo não faz, portanto, um vazio na inteligência, mas suspende temporariamente a sua atividade, fixando-a em Deus. É isto que se chama, em teologia mística, a "ligação das faculdades".
Tudo o que a alma conhece pelas suas próprias forças não é nada, em comparação com os conhecimentos abundantes e rápidos que lhe são comunicados durante os arrebatamentos. O repouso no Espírito é frequentemente acompanhado de luzes especiais e novas, que se dirigem para Deus, para o Cristo, para a sua misericórdia, para o valor da vida cristã, para os pecados, para os defeitos, os insucessos, etc. Estas luzes não acontecem sempre explicitamente durante o repouso no Espírito, mas a sua compreensão desenvolve-se ao longo das horas ou dos dias que se seguem à experiência.
Durante os arrebatamentos e, portanto, durante o repouso no Espírito, Deus revela segredos de ordem sobrenatural; habitualmente, sente-se que a inteligência cresce, que há um aumento das faculdades superiores. Acodem ao espírito ideias profundas, mas é impossível explicá-las com detalhe e com precisão. Isto advém do fato não de que a inteligência estivesse como que adormecida, mas de que foi elevada a verdades que ultrapassam a capacidade do espírito humano.
Enquanto a inteligência conhece uma dilatação prodigiosa, a atividade da imaginação está suspensa durante os períodos culminantes. Quanto mais a luz é forte, mais a alma se sente encandeada, cega. Por outro lado, se ficarmos somente pelas aparências, o repouso no Espírito pode apresentar algumas semelhanças com os estados parapsicológicos, como os estados hipnóticos, histéricos, mediúnicos, magnéticos, letárgicos, cataléticos... Contudo, a semelhança é apenas exterior; apresenta-se somente nos fenómenos corporais, que têm relativamente pouca importância no repouso no Espírito. Quanto à sugestibilidade, pode, por vezes, contribuir para provocar o repouso no Espírito; contudo, não se deve exagerar a sua importância. De qualquer maneira, é impossível que a sugestão, por si própria, possa provocar uma reação tão violenta e tão súbita como o repouso no Espírito.
Repouso no Espírito e incapacidade corporal

O repouso no Espírito traduz-se, habitualmente, por uma incapacidade corporal. A pessoa começa por vacilar, para finalmente cair suavemente para trás; a energia física desvanece-se. A pessoa está como que ofuscada pela intensidade da presença interior do Espírito Santo. Há, então, incapacidade de adaptar o psiquismo e os sentidos a uma experiência espiritual tão intensa.
Em termos técnicos, pode dizer-se que, no decurso do repouso no Espírito, só o "Pneuma" se liberta para se "aquecer" no seio do Pai, enquanto que a "psique" está como que ligada desde que se deu a "invasão" do corpo pelo Espírito Santo. Enquanto a pessoa "repousa" no chão, parece estar num meio-sono, banhada numa grande paz. Terá, por vezes, a impressão de estar como num outro mundo, ou ainda, como do lado de fora do seu corpo. Saboreia uma grande alegria interior, um amor de Deus muito intenso, a que se junta por vezes uma cura física ou interior, ou opera-se uma conversão profunda. O repouso no Espírito dá, frequentemente, forças novas ao corpo e ao espírito, tal como o sono natural regenera as forças corporais. O repouso no Espírito é uma inibição reparadora.
Quanto à duração, vai de alguns segundos até algumas horas. Quanto mais tempo dura, mais a influência divina é susceptível de ser profunda. A maior parte das pessoas deseja não ser incomodada, a fim de saborear esta presença invulgar de Deus.
Como recebê-lo
De uma maneira geral, pode dizer-se que uma pessoa que está habitualmente aberta às inspirações do Espírito Santo, esteja ou não avançada na vida espiritual, está mais disposta ao repouso no Espírito. Pode notar-se, contudo, uma diferença: é que a pessoa avançada continuará tranquila e sossegada, enquanto que a outra estará sujeita à emoção.
Se o repouso no Espírito não se produz, a pessoa poderá, até mesmo, ser santa e habituada à influência do Espírito. De qualquer maneira, é preciso evitar fazer um julgamento geral sobre as pessoas que recebem o repouso no Espírito e as que não recebem. Mas, em poucas palavras, pode dizer-se que apenas não se recebe o repouso no Espírito porque se resiste, recusando-o, ou então porque se está habituado à ação do Espírito em si próprio.
Por outro lado, o repouso no Espírito sobrevém, a maior parte das vezes, na oração. Pode tratar-se de um grupo de pessoas, mais ou menos considerável, reunido para uma oração comum, seja litúrgica, seja carismática; mas uma ocasião muito favorável é a celebração eucarística, especialmente depois da santa comunhão. Quanto mais a atmosfera está impregnada de oração, mais o repouso no Espírito se manifesta, por vezes mesmo sem as que as pessoas sejam tocadas por outras. A oração de louvor é uma causa particularmente eficaz do repouso no Espírito. Este repouso também se produz, muitas vezes, a seguir a um ministério de pregação, confinante a orações de cura. Convém assegurar um clima tranquilo na assembleia e evitar a exaltação da assistência e toda a procura de espetáculo.

Pe. O. Melançon, CSC

fonte:http://rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/carismas/659-repouso-no-espirito-e-renovacao-carismatica.html