RCC

Orientações Pastorais MOCL Brasil 2015-16
ORIENTAÇÕES PARA O MOCL BRASIL

1) IMPOSIÇÃO DAS MÃOS

Sobre esse assunto já houve muita orientação. Mesmo assim, ainda surgem
polêmicas.

A imposição das mãos não é proibida, nem é exclusiva dos servos do MOCL. Nos
Grupos de Oração, nos eventos da RCC, nos momentos de Batismo no Espírito
Santo e em outros momentos que não sejam atendimentos de oração, todo e
qualquer servo pode impor as mãos sobre os participantes daquela reunião ou
encontro, conforme At 8,17. Tudo deve estar na obediência do coordenador do GO
e das orientações pastorais do bispo da diocese e das demais autoridades
constituídas. Há casos em que o bispo ou o padre não permite e deve-se
obedecer.

Tudo deve ser feito com muito discernimento, equilíbrio e ordem, conforme 1Cor
14,40.

Um cuidado especial na imposição das mãos nos atendimentos (e em outros
momentos de oração) é de não colocar (impor) as mãos sobre a fronte e sobre os
olhos da pessoa atendida impedindo sua visão. Da mesma forma sobre os
ouvidos, boca e no peito das pessoas. Isso não deve acontecer.

Não é a imposição das mãos que fará com que a pessoa seja curada. Quem cura
é Jesus, a pessoa da Santíssima Trindade a qual direcionamos nossa oração. As
pessoas eram curadas por sua fé (centurião – Mt 8,5-13; o cego Bartimeu – Mc
10,46-52; a cananéia – Mt 15,22-28) ou pela iniciativa misericordiosa de Jesus
(viúva de Naim – Lc 7,11-17; o coxo no tanque de Betesda – Jo 5,1-9). Muitas
pessoas são curadas pelo SOS Oração (oração pelo telefone).

No caso dos servos do MOCL que estiverem em atendimento de oração, podem
impor as mãos. Observar as orientações do livro “Roteiro de Formação” no
capítulo 7 e as orientações sobre o uso de sacramentais.


2) USO DOS SACRAMENTAIS

Os Sacramentais são uma graça na Igreja. Entretanto, o mau uso é
extremamente nocivo para todos.

É preciso orientar os servos para evitar os exageros, que na realidade pode
demonstrar falta de conhecimento de como usá-los.

Muitos problemas com o uso dos sacramentais aparecem em vários lugares do
Brasil e precisam ser corrigidos rapidamente. Alguns exemplos são:

· Colocar a cruz ou outro objeto (terço, medalhas, Bíblia etc) na cabeça, nas
pernas ou no peito das pessoas que recebem oração. Em momento algum,
dentro e fora do atendimento de oração, o servo deve fazer isso. Esse
sacramental pode ser usado na mão enquanto se conduz as orações pela
pessoa, sem colocar sobre ela. Muitas pessoas atendidas se sentem
desconfortáveis quando isso acontece e pode dificultar a abertura do
coração ao amor misericordioso de Jesus.

· Jogar sal e água sobre as pessoas. Isso não se pode fazer em hipótese
alguma. É sinal de falta de conhecimento por parte dos servos.

· Colocar sal na boca das pessoas. É extremamente perigoso e não pode ser
feito em hipótese alguma. Se a pessoa for hipertensa ela pode entrar em
choque e morrer, por exemplo.

· Ungir as pessoas e os servos com óleo bento ou exorcizado. Isso não se
pode fazer, nem em particular para não ser confundido com o óleo da
Unção dos Enfermos. Consultar artigo 9 do documento Instrução Acerca de
Algumas Questões Sobre a Colaboração dos Fiéis Leigos no Sagrado
Ministério dos Sacerdotes.

· Recomendações seguras de como usar alguns sacramentais:
Água benta/exorcizada – para beber, colocar na comida, aspergir na
casa (alguém da casa) sempre rezando na intenção de abençoar e
proteger o ambiente da ação do mal.

Sal bento/exorcizado – para colocar na comida, colocar nos diversos
cômodos da casa sempre rezando na intenção de afastar o mal e
proteger o ambiente.

Azeite/óleo bento/exorcizado – colocar na comida.

Crucifixo – usar nos atendimentos sem colocar nas pessoas, levar no
pescoço.

Terço – para rezar com ele e levar consigo por onde andar.

· Sobre sacramentais, consultar:
- CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (CATEC) Nº 1667 A 1679
- CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (CDC) Nº 1166 A 1172
- SACROSSANTUM CONCILIUM (SC) Nº 59 A 61.
- Instrução Acerca de Algumas Questões Sobre a Colaboração dos Fiéis
Leigos no Sagrado Ministério dos Sacerdotes Nº 9.


3) PROMESSAS DE CURA

Os servos deste MOCL devem rezar pelas pessoas conforme orienta o capítulo
8 do “Roteiro de Formação”: ACOLHER, OUVIR, REZAR e ENCAMINHAR.

Durante o atendimento, muitas vezes, o servo se compadece da dor e do
sofrimento do irmão ou irmã que está atendendo. Isso é natural e normal! Jesus
chorou algumas vezes, Ele revelou toda sua humanidade expressando seus
sentimentos, mas também revelou sua divindade ao curar as pessoas.

O grande perigo que muitos servos podem incorrer no atendimento de oração é
de afirmar que a pessoa está curada ou prometer uma cura para alguém. Isto é
muito grave! Não se pode prometer a cura para ninguém.

Por isso é orientado nas formações OUVIR e OUVIR ATENTAMENTE a pessoa
atendida, fazer um diagnóstico adequado e REZAR pelas causas dos problemas
apresentados. É simples! Rezar para que a pessoa seja liberta, para que perdoe,
para Jesus curar suas feridas, para que fique livre, siga e ame Jesus. Portanto,
não se deve prometer curas ou que algo acontecerá. Mesmo que os sintomas da
doença desapareçam (como por exemplo, a dor que estava sentindo), podemos
dizer que quem confirma a cura da enfermidade é o médico, mas que a pessoa
deve confiar na ação de Deus. Devemos mostrar através da Palavra que o Deus
que nós servimos é Deus do impossível, e que sempre em seu amor
misericordioso fará o melhor para seus filhos. Por isso a importância do servo ter
intimidade com a palavra de Deus e rezar com ela.

O Ministério de Oração por Cura e Libertação reza nas causas, suplicando que
Jesus intervenha curando, libertando, perdoando, restaurando e abençoando a
pessoa atendida.

O serviço de atendimento exige sigilo e discrição dos ministeriados.


4) O COORDENADOR DO MOCL É PASTOR

O coordenador do MOCL é o servo de todos (Lc 22,25-28). Portanto, deverá
exercer o papel de formador-pastor, orientando e direcionando os servos conforme o
Espírito Santo o conduza.

Os servos precisam ser escutados, ajudados, amados, curados e corrigidos,
quando necessário. A correção também faz parte do papel do coordenador; entretanto
deve acontecer com espírito de caridade, com autoridade, mas sem autoritarismo.
Assim, se conquista o respeito e a confiança dos servos.

Os coordenadores devem ler e reler: Jeremias 23,1-8 e Ezequiel 34.
Devemos juntar e não espalhar os servos.


5) CONTAMINAÇÃO ESPIRITUAL

Precisamos acabar definitivamente com esse equívoco de que se contamina
com tudo dentro do MOCL. Citamos alguns exemplos: ao impor as mãos, ao rezar por
pessoas oprimidas, ao servir em retiros de cura e libertação, ao participar de
momentos de libertação.

Jesus disse que o inimigo veio para roubar, matar e destruir (Jo 10,10). Ele se
aproveita de situações, fatos, palavras, atitudes etc..., coisas que aparentemente não
nos fazem mal, mas causam grandes estragos. As vezes erramos porque não
conhecemos: “Meu povo se perde por falta de conhecimento” (Os 4,6).

A contaminação espiritual é uma realidade! Não podemos desconsiderá-la, pois
é uma ação do inimigo, onde sua intenção é atingir os filhos de Deus causando
desânimo e medo.

A maior brecha para ação do inimigo na vida de qualquer pessoa, em especial
dos servos de Deus, é o pecado. Portanto, os servos precisam estar vigilantes para
não cair em tentação (Mc 14,38). Devemos tomar todos os cuidados para que ele não
tenha nenhum poder sobre as nossas vidas. A Confissão Sacramental é o remédio
contra o pecado. O servo deve buscar com frequência este Sacramento e viver a
santidade e a retidão diante de Deus.

O servo também não pode ser negligente nem orgulhoso para que o inimigo
não se aproveite da situação. Existem casos de servos que oram por libertação
sozinhos; e isto pode ser uma grande brecha para a ação do inimigo.

Vale ressaltar que Deus santifica mais do que o Inimigo contamina. Não
precisamos ter medo. O que é preciso, antes de tudo, é estar revestido da proteção de
Deus através dos sacramentos, da vida de oração e da constante vigilância.
Nas páginas 24 e 25 (capítulo 3) do livro “Roteiro de Formação” orienta-se
sobre a preparação e os cuidados que os servos devem tomar quando chamados a
servir no MOCL.

Os servos precisam estar conscientes de sua missão de libertar os cativos... (Is
42,6-7) e para isso devem estar preparados constantemente e servir combatendo,
lutando. E ninguém sai totalmente ileso de uma batalha. Mas, ao final, entregando
tudo para Jesus, louvando e glorificando a Deus, todas as forças se renovam (Ap
21,5).

É muito perigoso para o servo e para sua família servir a Deus sem estar
preparado (fazendo a formação), sem obediência, sem caminhar em unidade, sem
vida de oração, sem busca constante de conversão e santidade.

Se o servo estiver preparado, não é para ter medo de servir a Deus, não negar
o seu chamado (1Tm 4,14-16).


6) OLHAR PARA JESUS

Em meio às dificuldades e problemas no cotidiano, tendemos a focar mais
neles do que em Jesus; mesmo conhecendo a Palavra, rezando, procurando
conversão pessoal, mudamos o nosso foco principal (Jesus), causando, se não
vigiarmos, um enfraquecimento espiritual.

Citamos alguns pontos que podem nos desviar do olhar para Jesus:

1. Valorização da ação do Inimigo – A palavra de Deus diz que estamos em
combate espiritual constante (Ef 6,12), e que o inimigo está ao nosso redor
como leão pronto a nos devorar (1Pd 5,8). Muitos têm a impressão de que
constantemente estão sendo atingidos diretamente pelo demônio nas
diversas áreas da vida. Isso tira a atenção devida a Jesus e supervaloriza a
ação do inimigo. Esquecemos que temos Deus que é maior e que luta a
nosso favor (Rm 8,31-39). Não se deve ver o demônio em tudo! É preciso
mudar o foco. Louvar e agradecer a Deus em todas as circunstâncias (Fl 4,6-
7), inclusive pelas coisas aparentemente negativas. É contribuir para a vitória
de Deus em nossas vidas.

2. Excesso de Atividades - O excesso de atividades em âmbitos profissionais,
estudos e, inclusive, nos trabalhos pastorais, relacionados à nossa
participação na Igreja, entre outras, podem nos afastar da graça de Deus.
Muitos entram no chamado ativismo, que o papa Francisco nomeou de
Martalismo. Quando focamos somente nessas ações, somos conduzidos a
um enfraquecimento espiritual que tira o nosso foco principal que é Jesus.
Madre Tereza de Calcutá já dizia: “quanto mais trabalho, mais oração!”
Procurar se ocupar de muitas atividades na Igreja pode ser um sinal de fuga,
de não ter coragem de enfrentar os problemas e situação na família. A cura
interior ajuda a resolver isso.

3. Foco nas pessoas – Creditar as nossas esperanças e expectativas em
pessoas, por mais que elas nos apontem Jesus. É uma atitude que
geralmente abalam a fé em Deus, causando uma grande dependência
afetiva/espiritual das pessoas. Devemos depositar em Jesus todas as nossas
esperanças e confiar a Ele todas as necessidades e dificuldades.

Todas essas coisas nos fazem perder a nossa intimidade com Jesus e nos
enfraquece espiritualmente. Precisamos nos aproximar do Senhor verdadeiramente.
Confiar a Ele, n’Ele e por Ele as nossas mais profundas intenções e nossas vidas.
A vida de oração é a forma mais eficaz no combate ao arrefecimento espiritual
e coloca-nos junto ao Senhor, que cuida de nós (Sl 90,14-15). Precisamos estar em
estado de graça e não deixá-la passar (2Cor 6,1 e Hb 12,15a).

A obra, a missão é do Espírito Santo. Manter o olhar fixo em Jesus nos torna perseverantes.

Fonte: http://moclrccparana.blogspot.com.br/p/orientacoespara-o-mocl-brasil.html

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