domingo, 18 de setembro de 2011

Batalha Espiritual


A Batalha Espiritual 

''Irmãos caça-fantasmas''

Muitas fantasias têm sido ditas e cridas em nome de uma tão falada batalha que estamos travando contra as forças infernais. Mas será que, antes de amarrar Satanás e suas forças, não seria melhor observar bem o que está acontecendo, de fato, em nome desta batalha?

Temos visto aparecer toda uma demonologia, espalhada dentro dos meios católicos que pouco ou nada têm de católica. Por exemplo, muitos dos nomes de demônios que ouvimos por aí, nada mais são que mitologia afro-brasileira (Exú, Exú Tranca-Rua, Exú Caveira, Zé Pilintra, Preto Véio, Nãnã Buruquê, Pomba Gira, Iemanjá, etc); fazem parte do panteão dos deuses afro-brasileiros mas não da Revelação contida na Sagrada Escritura e na Tradição e, por isso, não podem merecer crédito. Com todo o respeito às manifestações religiosas de outras culturas, para nós cristãos estes nomes são vazios, não querem dizer nada, são ídolos desprovidos de existência e consistência e, portanto, não nos podem fazer nenhum mal. Que diremos então de outros nomes que têm aparecido? Mephistofes, Tremus, Arius, Cumba, Krion, Kruonos, e outros. Segundo alguns pregadores de batalha espiritual, se não soubermos o nome do demônio ele não é expulso; daí a lista tende a se avolumar. 

Se continuarmos aceitando esta listagem mitológica logo veremos exorcismos do Saci Pererê. À pergunta: "Como é teu nome, demônio?", ouviremos: "Meu nome é Mula-sem-Cabeça", ou "Espírito de Gnomo".
Visto que estão em uma batalha, estes "irmãos caça-fantasmas" logo passam a ver o inimigo em todos os lugares. Em tudo vêem o dedinho do capeta. De dor de cabeça à explosão de shopping, tudo passa pelos planos de guerra de Satã. O Tinhoso, assim descrito, trabalha mais do que Deus.

É fácil reconhecer um irmão "caça-fantasmas". Ele está sempre envolto nas névoas de conversas misteriosas: um tal de ouvi dizer que, não sei quem viu, não sei onde, não se sabe o quê... e por aí vai. É sempre muito escrupuloso; anda armado para batalhar em qualquer lugar e a qualquer hora que dele precisarem. 

Munido de Bíblia, Devocionário de São Miguel Arcanjo, rosários de todo tipo e muita, muita água benta, lá vai ele pelas ruas frias e insalubres procurando ajudar a próxima vítima. Mas, ele sempre esquece o principal "apetrecho" para um bom ministério de libertação: a doutrina católica sobre os demônios.

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