quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Novo Coordenador Estadual da RCC -S.P


Carta aberta a todos os coordenadores na RCC do Estado de São Paulo

Estado de São Paulo, 01 de janeiro de 2011.


“Por causa da Tua palavra, lançaremos as redes!”
Irmãos e irmãs, a paz de Jesus!

Estamos iniciando o ano de 2011 e ao mesmo tempo um novo mandato de coordenação na RCC do Estado de São Paulo.

Alegremo-nos no Senhor! Que este tempo seja vivido na alegria do Espírito e na oferta total de nós mesmos, por amor, Àquele que é digno de ser invocado como Mestre e Senhor: Jesus Cristo.

O ministério de coordenação, “que nos conferido por misericórdia” (cf. 2Cor 4,1), é sempre um excelente meio de colaborar com a missão da Igreja de fazer acontecer no mundo o anuncio do Evangelho de Jesus Cristo. Para isso, toda pessoa chamada a esse ministério precisa assumi-lo com alegria, ou seja, não deve julgar ter recebido um fardo para carregar, mas, antes, deve considerar a grande honra recebida de poder participar do serviço de pastoreio e formação de uma parcela do povo de Deus. Devemos alegrar-nos por saber que, mesmo sem merecimentos, o Senhor Jesus confiou-nos essa responsabilidade e podemos em comunhão com nossos pastores – os bispos – realizar um excelente serviço de evangelização por meio da Renovação Carismática Católica.

Foi movido por esse sentimento de alegria em ter sido chamado à coordenação estadual e certo de que colheremos muitos frutos desse “tempo de abundância” vivido na RCC BRASIL que decidi escrevê-los, fazendo uma breve reflexão que possa nos ajudar a permanecer e avançar no caminho já iniciado pela coordenação que nos precedeu.
Trago em meu coração três palavras rhemas que creio poderem nos ajudar a manter na visão profética: santidade, zelo apostólico e simplicidade.

Santidade
No anseio de querer fazer a vontade de Deus, é comum perguntarmos a Ele em nossa oração pessoal: o que queres de mim, Senhor? Esperamos sempre que Ele nos dê respostas e direcionamentos objetivos. Aguardamos novas inspirações, profecias, moções que possam mostrar claramente o caminho a seguir. Sabemos que Deus, por meio de seu Espírito, frequentemente ilumina nossas mentes com alguma nova inspiração. Mas se queremos de fato saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito, devemos olhar para a Sagrada Escritura: “esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1 Tess 4,3; cf. Ef 1,4). Deus nos chamou para a santidade! Significa dizer que a intenção de Deus ao nos chamar ao ministério de coordenação, mais do que um serviço, a sua primeira intenção era apresentar-nos um meio de fazer-nos santos. Nesse sentido, o nosso ministério deve ser compreendido como “lugar” onde se semeia, cresce e amadurece as sementes da santidade. E nós, ministros da santidade de Deus por meio de nosso batismo, temos por dever a busca da perfeição, sobretudo por meio da “prática dos conselhos evangélicos, que abraçada sob a moção do Espírito Santo [...] leva e deve levar ao mundo um admirável testemunho e exemplo desta santidade.” (LG 39)

O Papa João Paulo II exortou-nos, com parresia de apóstolo, a priorizar a santidade: “Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade.” (NMI 30) Significa dizer, irmãos e irmãs, que nossa vocação será bem correspondida na medida em que crescermos e ajudarmos nossos irmãos na prática da santidade. É passar do discurso para a prática da perfeição cristã. Sobre este ponto voltarei a refletir durante todo esse período de coordenação.

Zelo apostólico
Outra expressão rhema importante para esse tempo é zêlo apostólico. Entendemos por zelo apostólico o cuidado zeloso – ao modo de verdadeiros apóstolos da efusão do Espírito Santo – que se deve ter com o chamado que Deus nos fez. O apóstolo São Paulo, ao escrever a Timóteo, exorta-o de muitas maneiras a ser zeloso, dizendo: “permanece firme naquilo que aprendeste e creste. Sabes de quem aprendeste” (2Tm 3,14). Além da doutrina a ser guardada, Timóteo deve “reavivar a chama do dom de Deus” (2Tm 1,6), e “não se envergonhar do Evangelho (v.8), deve “progredir na graça” (2Tm 2,1), formar outras pessoas para ajudar na missão (cf. 2Tm 2,3), viver uma vida moralmente correta (cf. 2Tm 2,14-26) e “pregar a Palavra, cumprindo plenamente o ministério que lhe fora confiado” (cf. 2Tm 4,5). Cada uma dessas expressões merece um cuidadoso aprofundamento – e faremos isso em tempo oportuno. Por elas, certamente poderemos trilhar um caminho seguro em nossa vocação.

Simplicidade
E por fim, irmãos, falaremos do rhema simplicidade. Simplicidade é a qualidade ou caráter daquele que é simples, sincero; significa agir com franqueza, pureza, candura. A pessoa simples sabe que não necessita de artifícios, extravagâncias ou excessos naquilo que vai executar. Um novo conceito de simplicidade que se relaciona perfeitamente ao nosso chamado ministerial é “imitar Jesus Cristo em toda a sua humanidade”. Agir como ser humano que sabe ser filho de Deus. É assumir nossa humanidade sem nenhum complexo de inferioridade ou superioridade. É ser o que somos, configurando-nos cada vez mais à imagem daquele que nos criou.

Ora, quando nos propomos a fazer algo dentro de nosso ministério, devemos fazê-lo com simplicidade, ou seja, não precisamos de artifícios que venham desfigurar o que somos, revelando uma imagem falsa de nós mesmos. A função de coordenação no movimento carismática, seja qual for a instância, não pode querer imprimir em nós uma imagem falseada daquilo que somos. Nem devemos esperar por algum tipo de privilégio ou status pelo fato de ser chamado coordenador. Tornar-se coordenador é continuar crescendo na graça e no  conhecimento, sem nunca perder a simplicidade. Mudam-se as obrigações funcionais, mas não nossas verdades. Um título não pode transformar-se em desculpas para gozar de benefícios, mas, antes, deve comprometer-nos ainda mais com aquilo que acreditamos e que nos trouxe até aqui. Deus agirá em nossa simplicidade.

Ao nos chamar, Deus já considerou o que somos e “por isso” mesmo nos chamou. Isso não significa, no entanto, que não devemos buscar ser melhores em tudo o que fizermos. Empenhar-nos por fazer o melhor é verdadeira virtude quando não está associada à vaidade. Sejamos simples e Deus estará refletido em nossas obras!
Irmãos e irmãs, desejo profundamente que “santidade, zelo apostólico e simplicidade de vida sejam marcas de Deus em nosso ministério. Que não nos esqueçamos de verificar a presença dessas marcas em cada nova ação que nos propusermos fazer.

No mais, desejo que tenham em mim, nesse simples servo, um irmão com quem possam contar em tudo. Sei também o quanto precisarei de cada um de vocês para conseguir ser solícito Àquele que me vocacionou a este ministério.

Mantenhamos a unidade, a “perfeita unidade” (Jo 17,23) para que Cristo seja acreditado por meio de nosso testemunho, e para que o mundo, crendo, seja Deus glorificado! E, para além do discurso, que essa unidade seja vivida concretamente. Que a referência de unidade no Movimento seja a voz de Deus por meio do Conselho Nacional da RCCBRASIL. Que cada moção profética, discernimento ou projeto nacional seja acolhido por nós, Conselho Estadual e demais coordenadores na RCC São Paulo, com alegria e disposição de colocá-los em prática. Pois sabemos que os frutos abundantes deste tempo de graça somente poderão ser colhidos por aqueles que se mantiverem unidos a Cristo, na comunhão com aqueles que Deus mesmo colocou como instrumentos proféticos para o nosso Movimento.

Que a cultura de Pentecostes se manifeste plenamente por meio de todos os membros da Renovação Carismática Católica do Estado de São Paulo.

Um abraço fraterno a todos,


Rogerio Soares                   
Presidente do Conselho Estadual da RCC São Paulo

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