sexta-feira, 25 de junho de 2010

Conversa com um Protestante.

Assunto: "A fé é a certeza das coisas que não se vê!  (Hebreus 11:1)"

Deus mandou que se colocasse a imagem de 02 Querubins na arca, mas não mandou que se ajoelhasse diante delas. Quando as pessoas começaram a dar muita importancia a imagem da serpente, Deus ordenou que a destruissem (2 Reis 18:4).

Pergunto: se a fé é a certeza das coisas que não se vê, porque precisamos de alguma imagem, inclusive de pessoas ja falecidas (santos), para nos chegarmos a Deus.
A. S.

Caro (a)


A certeza que deriva da Fé não contradiz a matéria e nem é por esta diminuída, muito pelo contrário, é reforçada!
Nosso Senhor não precisava dos milagres, mas usava-os para reforçar a Fé de pessoas que nem sempre a tinham em abundância. A frase do centurião romano, que disse a Nosso Senhor "basta uma palavra...", deixa-nos muito claro que a distância física, assim como a matéria, não limita o poder de Deus.
Entretanto, o mesmo Jesus Cristo usava da matéria para seus milagres, como, por exemplo, na cura de cegos em que ele misturava a saliva e a terra.
Ora, é claro que Nosso Senhor não precisava da matéria, mas ele nos fez com corpo e alma. E mais, nos prometeu a ressurreição da matéria!
Se, por acaso, fosse idolatria fazer imagens, Deus não teria ordenado que se fizessem imagens em outras passagens das Sagradas Escrituras!  O que se proíbe é tomar a matéria - ou o santo - como Deus!
O ato exterior de genuflexão não é importante, o problema é o ato interior de adoração ou veneração.
Os Judeus, muito próximos dos povos pagãos idólatras, eram muito propensos à idolatria (basta lembrar o episódio do Monte Sinái e do "bezerro de ouro"). Para evitar que esse povo, até então "povo eleito", prevaricasse, houve uma proibição expressa de se fazer imagens.
Mas a tradição da Igreja - e o próprio estudo do texto bíblico - deixa claro que a proibição é de idolatria e não de se fazer qualquer imagem, pois, como já dito, o próprio Deus ordenou que se fizessem imagens em outras passagens.
Quando se dobra o joelho diante de um "bezerro de ouro", tomando-o como divino, como um dos deuses pagãos, é claro que se trata de uma idolatria. Por outro lado, quando se dobram os joelhos diante das virtudes de um S. Paulo, que pôde dizer "já não sou eu quem vive, mas Cristo quem vive em mim", o ato não é de adoração, pois ninguém acredita que S. Paulo seja um "deus", mas de veneração!
Você vai encontrar uma resposta mais completa à sua pergunta na página que trata sobre as imagens
Esperando ter respondido seu questionamento, despeço-me
Seu em Cristo e Maria,
Frederico Viotti
Frente Universitária Lepanto 


FONTE: http://www.lepanto.com.br